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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — Avança SP 2024

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg082159
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pré-requisito - Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Na rinoscopia posterior, é possível observar as seguintes estruturas e achados:
  1. ACornetos inferiores, o meato inferior e a fossa nasal anterior.
  2. BSeio frontal, meato médio e a mucosa do corneto superior.
  3. CPólipos nasais localizados no meato inferior e a presença de secreção purulenta no meato médio.
  4. DAdesões no septo nasal, pólipos nasais no meato médio e alterações na mucosa nasal anterior.
  5. ECoanas, rinofaringe, orifício da tuba auditiva e o septo nasal posterior.
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GabaritoE — Coanas, rinofaringe, orifício da tuba auditiva e o septo nasal posterior.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rinoscopia posterior: estruturas e achados observáveis

Gabarito: letra E. A rinoscopia posterior permite visualizar as coanas, a rinofaringe, o orifício da tuba auditiva e o septo nasal posterior — estruturas localizadas na porção mais profunda das fossas nasais, acessíveis apenas por essa via de exame. As demais alternativas descrevem estruturas da porção anterior ou média das fossas nasais, que são melhor avaliadas pela rinoscopia anterior ou pela endoscopia nasal.

A rinoscopia é um exame otorrinolaringológico que permite a inspeção das fossas nasais. Ela se divide em rinoscopia anterior e rinoscopia posterior. A rinoscopia anterior é realizada com o espéculo nasal e permite visualizar o vestíbulo nasal, o septo nasal anterior, os cornetos inferiores e o meato inferior. Já a rinoscopia posterior, também chamada de rinoscopia indireta, utiliza um espelho de espelho de Glatzel ou um espelho nasal pequeno, introduzido pela boca, para visualizar a porção posterior das fossas nasais, incluindo as coanas, a rinofaringe, o orifício da tuba auditiva e o septo nasal posterior.

A rinoscopia posterior é um exame complementar à rinoscopia anterior, sendo indicada quando há suspeita de alterações na região posterior das fossas nasais, como pólipos, tumores, hipertrofia de adenoides ou obstrução das coanas. É um exame que exige colaboração do paciente e pode ser desconfortável, mas é de grande valia para o diagnóstico de diversas afecções.

A banca explora a confusão entre as estruturas visualizadas na rinoscopia anterior e na rinoscopia posterior. O candidato que não domina a anatomia topográfica das fossas nasais pode facilmente marcar uma alternativa que descreve estruturas da porção anterior, como os cornetos inferiores e o meato inferior, que são vistos na rinoscopia anterior, e não na posterior.

Guarde a fronteira entre as duas técnicas: a rinoscopia anterior visualiza o que está "na frente", e a rinoscopia posterior visualiza o que está "atrás". É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Rinoscopia
  • 1Anterior (espéculo)
    • Vestíbulo nasal
    • Septo nasal anterior
    • Cornetos inferiores
    • Meato inferior
  • 2Posterior (espelho, via oral)
    • Coanas
    • Rinofaringe
    • Óstio da tuba auditiva
    • Septo nasal posterior
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Descreve estruturas da porção anterior das fossas nasais: cornetos inferiores, meato inferior e fossa nasal anterior. Essas estruturas são visualizadas na rinoscopia anterior, não na rinoscopia posterior. A rinoscopia posterior não permite a visualização da fossa nasal anterior, pois o espelho é posicionado atrás do palato mole, direcionado para as coanas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O seio frontal não é visualizado na rinoscopia posterior, pois se localiza na região anterior do crânio, acima das órbitas. O meato médio e a mucosa do corneto superior podem ser visualizados na rinoscopia anterior ou na endoscopia nasal, mas não são as estruturas-alvo da rinoscopia posterior. A rinoscopia posterior foca nas coanas, rinofaringe e estruturas adjacentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Pólipos nasais no meato inferior e secreção purulenta no meato médio são achados que podem ser observados na rinoscopia anterior ou na endoscopia nasal, mas não são as estruturas típicas da rinoscopia posterior. A rinoscopia posterior não é o exame de escolha para avaliar os meatos nasais, que são melhor visualizados pela rinoscopia anterior ou pela endoscopia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Adesões no septo nasal, pólipos no meato médio e alterações na mucosa nasal anterior são achados que podem ser vistos na rinoscopia anterior, não na rinoscopia posterior. A rinoscopia posterior não permite a visualização da mucosa nasal anterior, pois o espelho é posicionado na região posterior da cavidade nasal.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A rinoscopia posterior permite a visualização das coanas, da rinofaringe, do orifício da tuba auditiva e do septo nasal posterior. Essas estruturas estão localizadas na porção mais profunda das fossas nasais, sendo acessíveis apenas por essa via de exame. A rinoscopia posterior é essencial para avaliar a permeabilidade das coanas, a presença de hipertrofia de adenoides, tumores de rinofaringe e alterações na tuba auditiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as estruturas da rinoscopia anterior pelas da rinoscopia posterior. O candidato que confunde as duas técnicas marca a alternativa A, que descreve cornetos inferiores e meato inferior — estruturas da porção anterior. Lembre-se: rinoscopia anterior = "frente" (cornetos, meatos, vestíbulo); rinoscopia posterior = "atrás" (coanas, rinofaringe, tuba auditiva). Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪.

Gabarito: letra E

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