Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — Avança SP 2024
Medicina›Otorrinolaringologia
Código
qg082161
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pré-requisito - Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Qual fator contribui para a hipertrofia adenoidal em crianças?
ARedução da produção de muco.
BAumento da resposta imune ao ambiente.
CDiminuição da circulação linfática.
DRedução da atividade hormonal.
EAumento da apoptose celular.
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GabaritoB — Aumento da resposta imune ao ambiente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Hipertrofia adenoidal em crianças
Gabarito: letra B. A hipertrofia adenoidal em crianças é favorecida pelo aumento da resposta imune ao ambiente, pois as adenoides são tecido linfoide que reage a estímulos antigênicos, especialmente infecções virais e bacterianas recorrentes e exposição a alérgenos. As demais alternativas descrevem processos que, na verdade, reduziriam ou não influenciariam a hipertrofia.
A adenóide (ou tonsila faríngea) é um órgão linfoepitelial localizado na nasofaringe, que faz parte do anel de Waldeyer. Sua função é participar da defesa imunológica local, capturando antígenos inalados e ingeridos e iniciando a resposta imune. Em crianças, esse tecido é fisiologicamente mais volumoso, atingindo seu pico de tamanho por volta dos 3 a 7 anos, e tende a regredir na adolescência.
A hipertrofia adenoidal patológica ocorre quando há hiperplasia do tecido linfoide em resposta a estímulos antigênicos persistentes. Os principais fatores envolvidos são:
Infecções recorrentes (virais e bacterianas) das vias aéreas superiores, que estimulam a proliferação linfocitária.
Exposição a alérgenos (rinite alérgica), que também ativa a resposta imune local.
Fatores ambientais, como tabagismo passivo e poluição.
Predisposição genética e imaturidade imunológica da criança.
Portanto, a alternativa B está correta ao afirmar que o aumento da resposta imune ao ambiente contribui para a hipertrofia adenoidal. As demais alternativas descrevem processos que não estão associados à hipertrofia ou que, na verdade, a reduziriam:
Redução da produção de muco: não tem relação direta com a hipertrofia adenoidal; a hipersecreção de muco é consequência da inflamação, não causa.
Diminuição da circulação linfática: poderia até reduzir o aporte de células imunes, não favorecendo a hipertrofia.
Redução da atividade hormonal: não há evidência de que a redução hormonal contribua para a hipertrofia adenoidal.
Aumento da apoptose celular: a apoptose é um mecanismo de morte celular programada; seu aumento levaria à redução do tecido, não à hipertrofia.
A pegadinha da banca está em inverter o sentido dos processos: enquanto a hipertrofia é um processo de proliferação celular estimulada pela resposta imune, as alternativas incorretas descrevem processos que reduziriam o tecido ou que não têm relação com o mecanismo.
Hipertrofia adenoidal: Mecanismo (Proliferação celular (hiperplasia), Resposta imune a antígenos); Fatores que contribuem (Infecções recorrentes, Exposição a alérgenos, Tabagismo passivo/poluição, Predisposição genética); Fatores que NÃO contribuem (Redução da produção de muco, Diminuição da circulação linfática, Redução da atividade hormonal, Aumento da apoptose (reduz tecido))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A redução da produção de muco não é um fator que contribui para a hipertrofia adenoidal. Na verdade, a inflamação adenoidal costuma cursar com aumento da produção de muco (rinorreia), e não redução. A alternativa inverte o quadro clínico.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O aumento da resposta imune ao ambiente é exatamente o mecanismo fisiopatológico da hipertrofia adenoidal: a exposição a antígenos (vírus, bactérias, alérgenos) estimula a proliferação do tecido linfoide, levando à hiperplasia. É o que ocorre em crianças com infecções de repetição ou rinite alérgica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A diminuição da circulação linfática não contribui para a hipertrofia; na verdade, a hipertrofia adenoidal está associada a um aumento da atividade linfática local, com maior aporte de células imunes. A alternativa descreve o oposto do que ocorre.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A redução da atividade hormonal não é um fator reconhecido para hipertrofia adenoidal. Não há evidência de que alterações hormonais desempenhem papel relevante nesse processo. A alternativa é um distrator sem fundamento fisiopatológico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O aumento da apoptose celular levaria à diminuição do tecido adenoidal, não à hipertrofia. A hipertrofia é caracterizada por proliferação celular (hiperplasia), não por morte celular. A alternativa inverte o mecanismo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão de mecanismos: enquanto a hipertrofia é um processo de proliferação (aumento da resposta imune), as alternativas incorretas descrevem processos que reduziriam o tecido (apoptose, diminuição da circulação) ou que não têm relação (redução hormonal, redução de muco). Fique atento: a palavra-chave é "aumento da resposta imune", que é o único fator que explica o crescimento adenoidal.