Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — Avança SP 2024
Medicina›Otorrinolaringologia
Código
qg082165
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pré-requisito - Cirurgia de Cabeça e Pescoço
A avaliação radiográfica do desvio de septo nasal é fundamental para o planejamento cirúrgico e para a compreensão das alterações anatômicas que podem impactar a função respiratória. Nesse contexto, identifique a alternativa que descreve CORRETAMENTE a técnica de imagem mais adequada e a estrutura anatômica que deve ser utilizada como referência para a análise do desvio septal.
ARadiografia de Waters; lâmina perpendicular do etmoide.
BTomografia computadorizada de seios da face, cortes coronais; crista galli.
CRadiografia de Caldwell; processo frontal da maxila.
DRessonância magnética de crânio, cortes axiais; seio esfenoidal.
ETomografia computadorizada de seios da face, cortes axiais; vômer.
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GabaritoB — Tomografia computadorizada de seios da face, cortes coronais; crista galli.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Avaliação radiográfica do desvio de septo nasal
Gabarito: letra B. A tomografia computadorizada de seios da face com cortes coronais é a técnica de imagem mais adequada para avaliar o desvio de septo nasal, e a crista galli é a estrutura anatômica de referência utilizada para a análise. A TC permite visualizar com precisão a anatomia óssea e cartilaginosa do septo, e os cortes coronais são os que melhor demonstram o desvio no plano ântero-posterior, sendo a crista galli um ponto de referência confiável por ser uma estrutura mediana e fixa.
O desvio de septo nasal é uma condição comum que pode causar obstrução nasal, e sua avaliação por imagem é essencial para o planejamento cirúrgico (septoplastia). A radiografia simples, como as incidências de Waters e Caldwell, tem papel limitado, pois não fornece detalhes anatômicos precisos do septo. A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha, pois permite avaliação tridimensional e multiplanar, essencial para identificar o local e a gravidade do desvio, além de avaliar estruturas associadas, como os cornetos e os seios paranasais.
Os cortes coronais são particularmente úteis porque mostram o septo em sua extensão vertical, permitindo visualizar o desvio em relação à linha média e às conchas nasais. A crista galli, uma projeção óssea na linha média da lâmina cribriforme do etmoide, serve como referência anatômica confiável, pois é uma estrutura fixa e central, facilitando a mensuração do desvio. Outras estruturas, como o vômer e a lâmina perpendicular do etmoide, também fazem parte do septo, mas a crista galli é a referência mais utilizada na prática radiológica.
A ressonância magnética (RM) não é o exame de escolha para avaliação óssea, sendo mais útil para partes moles. A radiografia de Waters é indicada para seios maxilares, e a de Caldwell para seios frontais e etmoidais, mas ambas têm baixa sensibilidade para o septo. Portanto, a combinação de TC com cortes coronais e a crista galli como referência é a resposta correta.
A pegadinha desta questão está em associar a técnica de imagem correta com a estrutura anatômica errada, ou vice-versa. O candidato pode confundir a lâmina perpendicular do etmoide (que faz parte do septo) com a crista galli (que é a referência), ou optar por cortes axiais, que não são os mais adequados para avaliar o desvio septal. É fundamental lembrar que a TC com cortes coronais é o padrão-ouro e que a crista galli é a referência anatômica.
Avaliação do desvio de septo nasal: Exame de escolha (TC de seios da face, Cortes coronais); Referência anatômica (Crista galli (mediana e fixa)); Exames inadequados (Radiografias simples (Waters, Caldwell), RM (partes moles), Cortes axiais)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A radiografia de Waters é uma incidência para avaliação dos seios maxilares, não sendo adequada para o estudo detalhado do septo nasal. A lâmina perpendicular do etmoide é uma estrutura que compõe o septo, mas não é a referência anatômica utilizada na análise do desvio. A radiografia simples tem baixa resolução para essa finalidade.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A tomografia computadorizada de seios da face com cortes coronais é a técnica de imagem mais adequada para avaliar o desvio de septo nasal, pois permite visualização detalhada da anatomia óssea e cartilaginosa. A crista galli é a estrutura de referência utilizada, por ser uma projeção óssea mediana e fixa, que permite mensurar o desvio em relação à linha média.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A radiografia de Caldwell é indicada para avaliação dos seios frontais e etmoidais, não sendo adequada para o septo nasal. O processo frontal da maxila é uma estrutura óssea que não serve como referência para a análise do desvio septal. A radiografia simples não fornece detalhes suficientes para o planejamento cirúrgico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A ressonância magnética de crânio não é o exame de escolha para avaliação óssea do septo nasal, sendo mais útil para partes moles. Os cortes axiais não são os mais adequados para avaliar o desvio septal, e o seio esfenoidal não é a estrutura de referência para essa análise. A RM tem menor sensibilidade para detalhes ósseos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora a tomografia computadorizada seja o exame correto, os cortes axiais não são os mais adequados para avaliar o desvio de septo nasal; os cortes coronais são os ideais. O vômer é uma estrutura que compõe o septo, mas não é a referência anatômica utilizada na análise; a crista galli é a referência correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a técnica de imagem correta (TC com cortes coronais) pela estrutura anatômica errada (vômer, lâmina perpendicular) ou vice-versa. O candidato que confunde a lâmina perpendicular do etmoide (que faz parte do septo) com a crista galli (que é a referência) cai na alternativa A. Lembre-se: a crista galli é a referência mediana fixa, e os cortes coronais são os que mostram o desvio no plano vertical.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de imagem em otorrinolaringologia, decore: TC de seios da face com cortes coronais é o padrão para septo nasal e complexo ostiomeatal; a crista galli é a referência para medir o desvio. Radiografias simples (Waters, Caldwell) são para seios, não para septo. RM é para partes moles, não para osso.