Qual é a metodologia correta para a realização do transplante renal de doador vivo, e quais são os principais passos envolvidos no procedimento?
AO rim é removido do doador por meio de uma incisão abdominal grande, seguido pela colocação do rim transplantado na região do abdômen do receptor, com sutura dos vasos sanguíneos.
BO rim é extraído laparoscopicamente, utilizando pequenas incisões, e o receptor recebe o rim em uma incisão lateral, sendo conectado aos vasos sanguíneos e à bexiga.
CO doador é submetido a diálise antes da remoção do rim, que é então colocado no receptor sem necessidade de sutura dos vasos.
DO transplante é realizado exclusivamente sob anestesia local, com o doador e receptor sendo operados simultaneamente no mesmo ambiente cirúrgico.
EO rim do doador falecido é transportado diretamente para o receptor sem necessidade de resfriamento ou avaliação da compatibilidade.
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GabaritoB — O rim é extraído laparoscopicamente, utilizando pequenas incisões, e o receptor recebe o rim em uma incisão lateral, sendo conectado aos vasos sanguíneos e à bexiga.
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Transplante Renal de Doador Vivo: Técnica Cirúrgica
Gabarito: letra B. A técnica moderna para transplante renal de doador vivo utiliza a nefrectomia laparoscópica para a retirada do rim do doador, com pequenas incisões, e o implante no receptor é feito em incisão lateral (fossa ilíaca), conectando os vasos sanguíneos do enxerto aos vasos ilíacos do receptor e o ureter à bexiga. As demais alternativas apresentam erros conceituais graves, como incisão abdominal grande no doador, uso de diálise prévia no doador, anestesia local ou ausência de avaliação de compatibilidade.
O transplante renal é a melhor terapia renal substitutiva, proporcionando maior sobrevida e qualidade de vida quando comparado à diálise. No Brasil, pode ser realizado com rim de doador falecido (morte encefálica) ou de doador vivo, desde que juridicamente capaz e clinicamente apto. A doação de rim de doador vivo é um procedimento eletivo, que exige avaliação criteriosa do doador para minimizar riscos, e a técnica cirúrgica evoluiu significativamente nas últimas décadas.
A nefrectomia laparoscópica do doador tornou-se o padrão-ouro na maioria dos centros de transplante. Nessa técnica, o rim é dissecado e os vasos renais são clipados e seccionados, sendo o órgão extraído por uma pequena incisão (geralmente na linha média ou suprapúbica). As vantagens incluem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e melhor resultado estético para o doador, o que pode aumentar a disposição para a doação.
No receptor, o rim é implantado em posição heterotópica, na fossa ilíaca, através de uma incisão lateral (tipo Gibson ou Pfannenstiel). A artéria renal do enxerto é anastomosada à artéria ilíaca externa (ou hipogástrica), a veia renal à veia ilíaca externa, e o ureter é implantado na bexiga (ureteroneocistostomia), geralmente com um stent ureteral. Essa abordagem permite acesso extraperitoneal, reduzindo complicações intra-abdominais.
A alternativa B descreve corretamente essa metodologia: extração laparoscópica do rim do doador com pequenas incisões, implante no receptor em incisão lateral, com conexão aos vasos sanguíneos e à bexiga. É exatamente o procedimento padrão. As demais alternativas distorcem elementos essenciais da técnica, como o tipo de incisão, a necessidade de sutura vascular, o tipo de anestesia e a avaliação de compatibilidade.
1Avaliação do doador
2Nefrectomia laparoscópica
3Implante na fossa ilíaca
4Anastomose vascular
5Ureteroneocistostomia
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o rim é removido do doador por meio de uma incisão abdominal grande. Isso descreve a técnica de nefrectomia aberta, que foi o padrão no passado, mas não é a metodologia correta e atual para doador vivo. A abordagem laparoscópica é a preferida, com pequenas incisões. Além disso, a alternativa omite a conexão do ureter à bexiga, um passo essencial.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a técnica: extração laparoscópica do rim do doador com pequenas incisões, implante no receptor em incisão lateral, com anastomose dos vasos sanguíneos (artéria e veia renal aos vasos ilíacos) e implantação do ureter na bexiga. É o procedimento padrão para transplante renal de doador vivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o doador é submetido a diálise antes da remoção do rim e que o rim é colocado no receptor sem sutura dos vasos. Isso é um erro grave: o doador é um indivíduo saudável, com função renal normal, e não necessita de diálise. Além disso, a anastomose vascular é indispensável para a viabilidade do enxerto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o transplante é realizado exclusivamente sob anestesia local. Isso é falso: o procedimento exige anestesia geral tanto para o doador quanto para o receptor, devido à complexidade e duração da cirurgia. A alternativa também sugere que doador e receptor são operados simultaneamente no mesmo ambiente, o que não é uma prática padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Refere-se a rim de doador falecido, não de doador vivo, e afirma que não há necessidade de resfriamento ou avaliação de compatibilidade. Isso é totalmente incorreto: a avaliação de compatibilidade (tipagem sanguínea, HLA, prova cruzada) é obrigatória, e o rim deve ser preservado em solução de perfusão fria para minimizar a lesão de isquemia.