São caracterizados como fatores de risco intrínsecos para quedas em idosos:
AUso de calçados inapropriados.
BTer apresentado episódio queda no último ano.
CPresença de obstáculos em domicílio.
DAumento na velocidade de marcha.
EDistúrbios proprioceptivos e sensoriais.
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GabaritoE — Distúrbios proprioceptivos e sensoriais.
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Fatores de risco intrínsecos para quedas em idosos
Gabarito: letra E. Distúrbios proprioceptivos e sensoriais são fatores de risco intrínsecos, ou seja, inerentes ao próprio idoso, relacionados a alterações fisiológicas do envelhecimento ou a doenças. As demais alternativas (A, C e D) representam fatores extrínsecos ou ambientais, e a alternativa B, embora seja um fator de risco importante, é classificada como um fator de risco relacionado à história clínica, não sendo tipicamente categorizada como intrínseco no sentido de alteração do organismo.
Os fatores de risco para quedas em idosos são tradicionalmente divididos em duas grandes categorias: intrínsecos e extrínsecos. Os fatores intrínsecos são aqueles que dependem das condições do próprio indivíduo, como alterações fisiológicas do envelhecimento (diminuição da acuidade visual, alterações do equilíbrio e da marcha, perda de força muscular, distúrbios proprioceptivos e sensoriais), doenças crônicas (neuropatia periférica, doença de Parkinson, sequela de AVC, demência), e efeitos de medicamentos. Já os fatores extrínsecos são aqueles relacionados ao ambiente e a comportamentos, como calçados inadequados, obstáculos no domicílio, tapetes soltos, iluminação inadequada e superfícies escorregadias.
A propriocepção é a capacidade de perceber a posição e o movimento do corpo no espaço, e depende de receptores localizados em músculos, tendões e articulações, além de informações visuais e vestibulares. Com o envelhecimento, há uma deterioração natural desses sistemas, o que aumenta o risco de quedas. Da mesma forma, distúrbios sensoriais, como a diminuição da visão e da audição, comprometem a capacidade do idoso de detectar obstáculos e manter o equilíbrio. Esses são, portanto, exemplos clássicos de fatores intrínsecos.
A alternativa B, "ter apresentado episódio de queda no último ano", é um dos mais fortes preditores de novas quedas, mas é classificada como um fator de risco relacionado à história clínica, não sendo um fator intrínseco no sentido de uma alteração orgânica. A alternativa D, "aumento na velocidade de marcha", é incorreta porque o risco de quedas está associado à diminuição da velocidade da marcha, e não ao seu aumento. Velocidades de marcha inferiores a 0,6 m/s indicam alto risco de quedas.
A distinção entre fatores intrínsecos e extrínsecos é fundamental para a prevenção de quedas, pois orienta as intervenções: fatores intrínsecos podem ser abordados com exercícios de fortalecimento, equilíbrio e revisão de medicamentos, enquanto fatores extrínsecos podem ser abordados com modificações ambientais e orientações sobre calçados. A banca explora exatamente essa classificação, e o candidato deve identificar qual alternativa se refere a uma característica do próprio idoso.
Fatores de risco para quedas em idosos: Intrínsecos (do próprio idoso) (Distúrbios proprioceptivos e sensoriais, Alterações fisiológicas do envelhecimento, Doenças crônicas, Efeitos de medicamentos); Extrínsecos (ambiente/comportamento) (Calçados inapropriados, Obstáculos no domicílio, Iluminação inadequada); História clínica (Queda no último ano)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O uso de calçados inapropriados é um fator de risco extrínseco, pois está relacionado ao ambiente e ao comportamento, não a uma condição do próprio idoso. Calçados inadequados, como chinelos ou sapatos com sola lisa, aumentam o risco de escorregões e tropeços, mas são considerados fatores modificáveis do ambiente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Embora ter apresentado queda no último ano seja um dos maiores fatores de risco para novas quedas, ele não é classificado como um fator intrínseco. É um fator de risco relacionado à história clínica do paciente, que reflete a presença de outros fatores de risco subjacentes, mas não é uma alteração orgânica em si.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A presença de obstáculos em domicílio é um fator de risco extrínseco, pois está relacionada ao ambiente físico. Tapetes soltos, fios elétricos, móveis e outros obstáculos são exemplos de riscos ambientais que podem ser modificados para prevenir quedas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O aumento na velocidade de marcha não é um fator de risco para quedas; na verdade, é o oposto. A diminuição da velocidade da marcha é um indicador de risco, e velocidades muito baixas (inferiores a 0,6 m/s) estão associadas a alto risco de quedas e declínio funcional. A velocidade da marcha é uma medida de mobilidade e capacidade funcional.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Distúrbios proprioceptivos e sensoriais são fatores de risco intrínsecos, pois estão relacionados a alterações no próprio organismo do idoso. A propriocepção, que envolve a percepção da posição e movimento do corpo, e os sistemas sensoriais (visão, audição, tato) são essenciais para o equilíbrio e a prevenção de quedas. Com o envelhecimento, há deterioração desses sistemas, aumentando o risco de quedas.