A submandibulectomia requer técnicas anestésicas que ofereçam excelente controle da dor, adequada exposição cirúrgica e proteção das vias aéreas. Qual alternativa descreve corretamente uma técnica anestésica frequentemente utilizada nesse procedimento e sua relação com a anatomia regional?
AAnestesia local com bloqueio do nervo alveolar inferior, garantindo analgesia na região submandibular por sua conexão com o plexo cervical.
BBloqueio de nervos cervicais superficiais com lidocaína, promovendo analgesia limitada ao nervo auricular maior e áreas periauriculares.
CBloqueio do plexo cervical superficial para analgesia na pele e tecido subcutâneo, associado à anestesia geral para manejo das vias aéreas e conforto cirúrgico.
DAnestesia local infiltrativa no nervo hipoglosso, promovendo relaxamento muscular e analgesia na região submandibular profunda.
EBloqueio do plexo cervical profundo para analgesia das regiões inervadas por ramos do C2 e C3, associado à anestesia geral para cobertura completa da cirurgia.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Bloqueio do plexo cervical profundo para analgesia das regiões inervadas por ramos do C2 e C3, associado à anestesia geral para cobertura completa da cirurgia.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Anestesia regional em submandibulectomia: bloqueio do plexo cervical
Gabarito: letra E. A submandibulectomia exige analgesia da região submandibular e cervical, que é fornecida pelo bloqueio do plexo cervical profundo (ramos de C2 e C3), associado à anestesia geral para controle das vias aéreas e conforto cirúrgico. As demais alternativas erram ao atribuir a analgesia a nervos ou plexos incorretos (alveolar inferior, auricular maior, hipoglosso) ou ao descrever técnicas insuficientes para a extensão da cirurgia.
A anestesia regional é definida como o bloqueio reversível dos impulsos neurais em uma região delimitada do corpo, sem alterações sistêmicas significativas. Ela pode ser classificada em anestesia tópica, infiltração local, bloqueio de campo e anestesia de condução — esta última inclui o bloqueio de plexos ou nervos, que é o caso do bloqueio do plexo cervical. O plexo cervical é formado pelos ramos anteriores dos nervos espinhais C1 a C4 e se divide em um componente superficial (que inerva a pele e o tecido subcutâneo do pescoço, incluindo o nervo auricular maior) e um componente profundo (que inerva os músculos e estruturas profundas do pescoço, incluindo a região submandibular).
Para a submandibulectomia, que envolve a remoção da glândula submandibular, a analgesia deve cobrir tanto a pele quanto os planos profundos da região. O bloqueio do plexo cervical profundo, atingindo os ramos de C2 e C3, é a técnica que oferece essa cobertura. No entanto, como a cirurgia pode envolver manipulação de estruturas profundas e risco de comprometimento das vias aéreas, a anestesia geral é frequentemente associada para garantir o manejo adequado da ventilação e o conforto do paciente durante todo o procedimento. Essa combinação é a prática descrita na alternativa correta.
A banca explora a confusão entre os componentes superficial e profundo do plexo cervical, bem como a atribuição incorreta de inervação a outros nervos da região. O bloqueio superficial, por exemplo, fornece analgesia apenas para a pele e o subcutâneo, sendo insuficiente para a cirurgia profunda. Já o nervo alveolar inferior inerva os dentes inferiores e a gengiva, não a região submandibular. O nervo hipoglosso é motor para a língua, não tendo papel relevante na analgesia da região. A alternativa correta é a única que descreve a técnica adequada e sua relação correta com a anatomia regional.
Bloqueio do plexo cervical: Superficial (C1–C4) (Pele e subcutâneo do pescoço, Nervo auricular maior, Insuficiente p/ cirurgia profunda); Profundo (C2–C3) (Região submandibular, Cobertura completa, Associado à anestesia geral); Nervos que NÃO inervam a região (Alveolar inferior (dentes), Hipoglosso (motor da língua))
Alternativa A — ❌ Incorreta
O bloqueio do nervo alveolar inferior anestesia os dentes inferiores, a gengiva e o lábio inferior, mas não tem conexão com o plexo cervical e não fornece analgesia para a região submandibular. A inervação da região submandibular vem do plexo cervical, não do nervo alveolar inferior.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O bloqueio dos nervos cervicais superficiais com lidocaína anestesia a pele e o subcutâneo do pescoço, incluindo o nervo auricular maior, mas é insuficiente para a submandibulectomia, que exige analgesia profunda. A alternativa limita a analgesia ao nervo auricular maior e áreas periauriculares, o que não cobre a região submandibular de forma adequada.
Alternativa C — ✅ Correta
O bloqueio do plexo cervical superficial fornece analgesia para a pele e o tecido subcutâneo do pescoço, e a associação com anestesia geral é uma prática comum para garantir o manejo das vias aéreas e o conforto cirúrgico. Embora a alternativa não mencione o bloqueio profundo, ela descreve corretamente a técnica superficial e sua associação com a anestesia geral, sendo uma descrição válida para o procedimento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O nervo hipoglosso é um nervo motor que inerva os músculos da língua. Ele não fornece analgesia para a região submandibular profunda, e seu bloqueio não promove relaxamento muscular relevante para a cirurgia. A alternativa atribui ao nervo hipoglosso uma função que ele não possui.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O bloqueio do plexo cervical profundo anestesia as regiões inervadas pelos ramos de C2 e C3, incluindo a região submandibular profunda. A associação com anestesia geral é necessária para o manejo das vias aéreas e para proporcionar conforto cirúrgico durante a submandibulectomia. Esta é a técnica descrita corretamente na alternativa.