Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2024
Medicina›Medicina Intensiva
Código
qg087928
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Lorena - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Radiologista
Em pacientes com suspeita de lesão renal penetrante, é o exame diagnóstico de primeira linha:
AExames com radionuclídeo utilizando 99m Tc–DTPA.
BRessonância Magnética.
CUretrocistografia retrógrada.
DUrografia excretora.
ETomografia Computadorizada.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Tomografia Computadorizada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Trauma renal penetrante: o papel da Tomografia Computadorizada
Gabarito: letra E. Em pacientes com suspeita de lesão renal penetrante, a Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o exame diagnóstico de primeira linha, pois permite avaliar com alta sensibilidade e especificidade a extensão da lesão, a presença de extravasamento de urina e lesões vasculares associadas. As demais alternativas representam exames que, embora tenham indicações específicas em outras situações, não são a primeira escolha no trauma renal penetrante.
A lesão renal penetrante ocorre quando um objeto perfurante (faca, projétil de arma de fogo, etc.) atravessa a pele e atinge o rim, podendo causar desde pequenas lacerações até lesões graves do pedículo vascular. O diagnóstico rápido e preciso é fundamental para decidir entre tratamento conservador ou cirúrgico. A TC com contraste intravenoso é o exame de escolha nesse cenário, pois fornece informações detalhadas sobre a anatomia renal, a presença de hematomas, a integridade do sistema coletor e a perfusão do órgão. Ela permite classificar a lesão renal (p. ex., pela classificação da AAST – American Association for the Surgery of Trauma) e orientar a conduta, seja ela conservadora, minimamente invasiva ou cirúrgica.
A TC é preferida por sua alta acurácia, rapidez e capacidade de avaliar simultaneamente outros órgãos abdominais, o que é crucial no paciente politraumatizado. A urografia excretora, por exemplo, foi historicamente utilizada, mas hoje é considerada inferior à TC, pois fornece menos detalhes anatômicos e não avalia adequadamente lesões vasculares ou de outros órgãos. A ultrassonografia (FAST) pode ser útil na triagem inicial, mas não é o exame definitivo para caracterizar a lesão renal. A ressonância magnética, embora tenha boa resolução, é mais demorada, menos disponível em emergências e não é a primeira escolha no trauma agudo. Os exames com radionuclídeos (cintilografia) avaliam a função renal, mas não têm resolução anatômica suficiente para o trauma. A uretrocistografia retrógrada é indicada para avaliar lesões de uretra e bexiga, não sendo o exame de primeira linha para o rim.
A escolha da TC como exame de primeira linha no trauma renal penetrante é um consenso na literatura de trauma e urologia. Ela permite um estadiamento preciso da lesão, guiando a decisão terapêutica. Em pacientes hemodinamicamente instáveis, a indicação é de laparotomia exploradora imediata, sem exames de imagem prévios. Mas, no paciente estável ou que responde à ressuscitação, a TC é o exame de escolha.
A pegadinha desta questão está em confundir o exame de primeira linha no trauma renal com exames utilizados em outras condições, como a urografia excretora (usada no passado), a uretrocistografia (para bexiga/uretra) ou a cintilografia (para avaliação funcional). O candidato deve lembrar que, no trauma, a prioridade é a avaliação anatômica detalhada e rápida, e a TC é o exame que melhor cumpre esse papel.
Trauma renal penetrante
1Paciente estável
TC com contraste (1ª linha)
Extensão da lesão
Extravasamento de urina
Lesões vasculares
Lesões associadas
2Paciente instável
Laparotomia imediata
3Outros exames (não são 1ª linha)
Urografia excretora (histórico)
Uretrocistografia (uretra/bexiga)
Cintilografia (função renal)
RM (demorada, indisponível)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Os exames com radionuclídeos, como a cintilografia renal com DMSA ou DTPA, são utilizados para avaliar a função renal, a perfusão e a presença de cicatrizes, mas não têm resolução anatômica suficiente para caracterizar lesões traumáticas penetrantes. No trauma, a prioridade é a avaliação anatômica detalhada, e a cintilografia não é o exame de primeira linha.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A Ressonância Magnética (RM) tem boa resolução para tecidos moles, mas é um exame demorado, de menor disponibilidade em emergências e menos adequado para pacientes politraumatizados, que podem ter instabilidade hemodinâmica. A TC é mais rápida e eficaz na avaliação do trauma renal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A uretrocistografia retrógrada é um exame contrastado que avalia a uretra e a bexiga, sendo indicado quando há suspeita de lesão dessas estruturas. Não é o exame de primeira linha para avaliar o rim em caso de trauma penetrante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A urografia excretora foi historicamente utilizada no trauma renal, mas foi substituída pela TC, que oferece maior detalhamento anatômico, avaliação de lesões vasculares e de outros órgãos, além de ser mais rápida. A TC é o exame de primeira linha atualmente.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Tomografia Computadorizada (TC) com contraste intravenoso é o exame de primeira linha na suspeita de lesão renal penetrante. Ela permite avaliar com precisão a extensão da lesão, a presença de hematoma, extravasamento de urina, lesões vasculares e lesões associadas em outros órgãos, sendo fundamental para a decisão terapêutica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre exames de imagem utilizados em diferentes contextos. No trauma renal penetrante, a TC é o padrão-ouro. A urografia excretora, a uretrocistografia e a cintilografia têm indicações específicas, mas não são a primeira escolha no trauma. Lembre-se: no trauma, a prioridade é a avaliação anatômica rápida e detalhada, e a TC é o exame que melhor atende a essa necessidade.