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Questão de Medicina — Endocrinologia — Avança SP 2024

MedicinaEndocrinologia
Código
qg087970
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Lorena - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico do Trabalho
A _________ é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade e/ou falta de insulina exercer adequadamente seus efeitos, caracterizando altas taxa de açúcar no sangue ( hiperglicemia) de forma permanente. Assinale a alternativa que completa a lacuna:
  1. ALeucemia.
  2. BDiabetes Mellitus.
  3. CCâncer.
  4. DAnemia.
  5. EDepressão.
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GabaritoB — Diabetes Mellitus.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diabetes Mellitus: definição e fisiopatologia

Gabarito: letra B. O Diabetes Mellitus é a síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, resultando em hiperglicemia permanente — exatamente o que descreve o enunciado. As demais alternativas (leucemia, câncer, anemia e depressão) não se caracterizam por hiperglicemia decorrente de deficiência de insulina.

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica caracterizada por hiperglicemia persistente, resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas, responsável por permitir a entrada de glicose nas células, onde será utilizada como fonte de energia. Quando há falta de insulina (como no diabetes tipo 1, por destruição autoimune das células beta) ou resistência à sua ação (como no diabetes tipo 2, em que as células não respondem adequadamente ao hormônio), a glicose se acumula no sangue, causando hiperglicemia.

A fisiopatologia do DM envolve múltiplos mecanismos. No diabetes tipo 1, há deficiência absoluta de insulina, levando à hiperglicemia, à lipólise acelerada e à produção de corpos cetônicos, podendo evoluir para cetoacidose diabética. No diabetes tipo 2, há deficiência relativa de insulina, com resistência à sua ação e defeito na secreção, sendo a hiperglicemia geralmente mais lenta e assintomática por anos. A hiperglicemia crônica causa danos a diversos órgãos, como olhos, rins, nervos e vasos sanguíneos, sendo o DM uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal e amputações.

O diagnóstico do DM é realizado por meio de glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos, ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina, dependendo do tipo e da gravidade da doença.

A questão é direta e conceitual, cobrando o conhecimento da definição clássica de Diabetes Mellitus. A banca apresenta distratores que são doenças comuns, mas que não se relacionam com a fisiopatologia descrita no enunciado. O termo-chave é "falta de insulina" e "hiperglicemia", que apontam inequivocamente para o DM.

Diabetes Mellitus
  • 1Definição
    • Síndrome metabólica de origem múltipla
    • Falta de insulina e/ou resistência à ação
    • Hiperglicemia permanente
  • 2Tipos
    • Tipo 1
      • Deficiência absoluta de insulina
      • Destruição autoimune das células beta
      • Risco de cetoacidose
    • Tipo 2
      • Deficiência relativa de insulina
      • Resistência à ação + defeito de secreção
      • Hiperglicemia lenta e assintomática
  • 3Diagnóstico
    • Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL
    • Glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas
    • HbA1c ≥ 6,5%
  • 4Tratamento
    • Mudanças no estilo de vida
    • Hipoglicemiantes orais
    • Insulina
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A leucemia é uma neoplasia maligna das células hematopoiéticas da medula óssea, caracterizada pela proliferação anormal de leucócitos. Não há relação com a falta de insulina nem com hiperglicemia. O erro está em confundir uma doença hematológica com uma doença metabólica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O Diabetes Mellitus é exatamente a síndrome metabólica descrita: decorre da falta de insulina (DM tipo 1) e/ou da incapacidade de a insulina exercer seus efeitos (resistência insulínica no DM tipo 2), caracterizando hiperglicemia permanente. A definição apresentada no enunciado é a definição clássica da doença, e a hiperglicemia é o marcador central do DM.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O câncer é um grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado de células anormais, que podem invadir tecidos e órgãos. Embora alguns tumores possam causar hiperglicemia (como o glucagonoma), o câncer não é definido pela falta de insulina nem pela hiperglicemia permanente. A alternativa confunde uma doença neoplásica com uma doença metabólica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A anemia é uma condição caracterizada pela redução da hemoglobina ou dos glóbulos vermelhos no sangue, resultando em diminuição da capacidade de transporte de oxigênio. Não há relação com a insulina nem com a glicemia. O erro está em confundir uma doença hematológica com uma doença metabólica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A depressão é um transtorno psiquiátrico caracterizado por humor deprimido, perda de interesse ou prazer, alterações de sono e apetite, entre outros sintomas. Embora possa haver associação entre depressão e diabetes (comorbidade), a depressão não é definida pela falta de insulina nem pela hiperglicemia. A alternativa confunde um transtorno mental com uma doença metabólica.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de definição, identifique as palavras-chave do enunciado e relacione-as com a fisiopatologia da doença. Aqui, "falta de insulina" e "hiperglicemia" são termos exclusivos do Diabetes Mellitus. As demais doenças (leucemia, câncer, anemia, depressão) não apresentam essas características.

Gabarito: letra B

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