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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Avança SP 2024

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg097130
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Considere o excerto a seguir para responder à questão:
Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa.
A palavra “que”, em sua primeira ocorrência, “(...) – o que pode ocorrer (...)”, desempenha o papel gramatical de:
  1. Aconjunção integrante.
  2. Bpronome expletivo.
  3. Cpronome relativo.
  4. Dpronome interrogativo.
  5. Econjunção causal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — pronome relativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função do "que" em "o que pode ocorrer"

Gabarito: letra C. O "que" em "o que pode ocorrer" é pronome relativo, pois retoma o pronome demonstrativo "o" (que, por sua vez, resume toda a ideia anterior: a necessidade de cautela). A prova é substituí-lo por "o qual": "o qual pode ocorrer". Como se lê no trecho: "os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer". O "que" introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa, retomando o antecedente "o".

O comando

A questão pede a função gramatical da primeira ocorrência de "que" no trecho. Isso é uma questão de morfossintaxe: identificar a classe e a função da palavra no contexto. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise gramatical aplicada ao excerto. O comando é direto: "desempenha o papel gramatical de". Portanto, precisamos analisar a estrutura sintática da oração em que o "que" aparece.

O texto e a estrutura

No trecho, temos: "os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer". A parte "o que pode ocorrer" é uma oração subordinada adjetiva explicativa, introduzida pelo pronome relativo "que". O antecedente é o pronome demonstrativo "o", que resume toda a ideia anterior (a necessidade de cautela). O "que" retoma esse "o" e exerce a função de sujeito da oração "pode ocorrer".

A técnica: como identificar o pronome relativo

O pronome relativo "que" sempre retoma um termo anterior (o antecedente) e introduz uma oração subordinada adjetiva. Para testar, substitua "que" por "o qual", "a qual", "os quais" ou "as quais". Se a substituição for possível sem alterar o sentido, é pronome relativo. No trecho, "o que pode ocorrer" equivale a "o qual pode ocorrer", confirmando a classificação.

Distinção entre pronome relativo e conjunção integrante

A conjunção integrante introduz uma oração subordinada substantiva (que exerce função de sujeito, objeto, etc.) e pode ser substituída por "isso". Por exemplo: "Ele disse que viria" → "Ele disse isso". Já o pronome relativo não pode ser substituído por "isso", mas sim por "o qual". No trecho, "o que pode ocorrer" não equivale a "isso pode ocorrer" (embora semanticamente próximo), mas a "o qual pode ocorrer", pois retoma o "o" demonstrativo.

Análise das alternativas

"Que" em "o que pode ocorrer"
  • 1Pronome relativo
    • Retoma "o" demonstrativo
    • Introduz oração adjetiva explicativa
    • Substituível por "o qual"
  • 2Distratores
    • Conjunção integrante (substituível por "isso")
    • Pronome expletivo (retirável sem prejuízo)
    • Pronome interrogativo (pergunta)
    • Conjunção causal (relação de causa)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Conjunção integrante não se aplica, pois o "que" não introduz uma oração substantiva (que seria substituível por "isso"). Aqui, o "que" retoma um antecedente e introduz oração adjetiva. A banca tenta confundir com o uso comum de "que" como conjunção integrante, mas o contexto é de pronome relativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Pronome expletivo (ou partícula de realce) é usado para ênfase, podendo ser retirado sem alterar o sentido, como em "Ela é que provocou isso". No trecho, o "que" não pode ser retirado sem prejuízo sintático, pois é essencial para a oração relativa.

Alternativa C — ✅ Correta

Pronome relativo é a classificação correta. O "que" retoma o pronome demonstrativo "o" e introduz a oração subordinada adjetiva explicativa "que pode ocorrer". A substituição por "o qual" confirma: "o qual pode ocorrer".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Pronome interrogativo é usado em perguntas diretas ou indiretas, como "Que livro você quer?". No trecho, não há interrogação; o "que" tem função anafórica, não interrogativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Conjunção causal estabelece relação de causa, como em "Não fui porque estava doente". No trecho, o "que" não expressa causa; ele retoma um antecedente e introduz uma oração adjetiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece "conjunção integrante" como distrator, pois é a função mais comum do "que" em provas. Mas aqui o contexto é de pronome relativo, pois há um antecedente (o demonstrativo "o") sendo retomado.

PEGA ESSA DICA!

Sempre teste a substituição: se der para trocar por "o qual", é pronome relativo; se der para trocar por "isso", é conjunção integrante.

Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a letra C, pois o "que" em "o que pode ocorrer" é pronome relativo, retomando o "o" demonstrativo e introduzindo oração adjetiva explicativa.

Gabarito: letra C

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