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Questão de Português — Morfologia - Verbos — Avança SP 2024

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
qg097133
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior

Leia o texto para responder à questão.


Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpesitalianos é uma “farsa”


Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais


Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa.


“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo.


Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas.


Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam àquelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente.


“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.


Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal.


Revista Galileu. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml

Considere o excerto a seguir: “‘A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido’, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo.” Em discurso indireto, o excerto apresentado deve ser reescrito da seguinte forma:
  1. AEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigava especialistas por décadas. Agora, tudo fazia sentido.
  2. BEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido.
  3. CEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas, e que, agora, tudo faz sentido.
  4. DEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo faz sentido.
  5. EEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo fazia sentido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Discurso Indireto e Correlação Verbal

Gabarito: letra B. A reescrita correta exige duas transformações simultâneas: (1) o verbo "intrigou" (pretérito perfeito do indicativo) deve passar a pretérito mais-que-perfeito composto ("tinha intrigado") para marcar anterioridade em relação ao verbo da fala "comentou"; e (2) o advérbio "Agora" e o verbo "faz" (presente) devem ser convertidos para o pretérito imperfeito ("fazia"), pois, no discurso indireto, tudo é relatado a partir do momento da fala. A alternativa B é a única que aplica as duas regras corretamente, como se lê no trecho original: "'A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido', comenta Evelyn Kustatscher".

O Comando: Reescritura de Discurso

A questão pede a conversão do discurso direto (fala reproduzida literalmente, com aspas e verbo de elocução) para o discurso indireto (fala relatada pelo narrador, sem aspas, com verbo de elocução + conjunção integrante "que"). Essa é uma questão de reescritura de texto — o foco não é interpretar o conteúdo, mas dominar a correlação verbal e a transposição de tempos e advérbios que a mudança de discurso exige. O comando "deve ser reescrito da seguinte forma" indica que você deve buscar a paráfrase que preserva o sentido original, ajustando apenas os elementos gramaticais obrigatórios.

O Texto: A Fala de Evelyn Kustatscher

No texto-base, a paleontóloga comenta: "A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido". O verbo de elocução é "comenta" (presente do indicativo). Ao transpor para o discurso indireto, o verbo de elocução passa a "comentou" (pretérito perfeito), e todos os demais verbos e advérbios devem ser recalculados em relação a esse novo marco temporal. A ação de "intrigar" é anterior ao ato de comentar, por isso exige o mais-que-perfeito; o "agora" e o "faz sentido" são simultâneos ao ato de comentar, por isso exigem o imperfeito.

A Técnica: Correlação Verbal no Discurso Indireto

A regra central é a correlação temporal: quando o verbo de elocução está no passado (comentou), os verbos da fala original sofrem um recuo temporal. Veja o esquema:

Tempo no Discurso Direto

Tempo no Discurso Indireto (com verbo de elocução no passado)

Presente ("faz")

Pretérito Imperfeito ("fazia")

Pretérito Perfeito ("intrigou")

Pretérito Mais-que-perfeito Composto ("tinha intrigado")

Futuro do Presente ("fará")

Futuro do Pretérito ("faria")

Além dos verbos, os advérbios de tempo também mudam: "agora" vira "então" (ou é mantido, como na alternativa B, com o verbo no imperfeito), "hoje" vira "naquele dia", "amanhã" vira "no dia seguinte". A alternativa B mantém o "agora" e ajusta o verbo para "fazia", o que é gramaticalmente aceitável e preserva a simultaneidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura as duas regras para criar distratores. As alternativas C e D aplicam apenas uma das transformações (C mantém "intrigou" e "faz sentido" no presente; D mantém "faz sentido" no presente). As alternativas A e E aplicam a regra do verbo, mas quebram a coesão ao separar as orações com ponto final, deixando o "Agora, tudo fazia sentido" solto, sem a conjunção integrante que o liga ao verbo de elocução.

  1. 1Verbo de elocução no passado
  2. 2Recuar tempos verbais
  3. 3Unir com 'que' (coesão)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A acerta ao converter "intrigou" em "intrigava" (pretérito imperfeito) e "faz" em "fazia", mas erra ao separar as orações com ponto final. No discurso indireto, a fala inteira deve ser subordinada ao verbo de elocução por meio da conjunção "que". Ao usar ponto final, o trecho "Agora, tudo fazia sentido" fica como uma oração independente, sem o conectivo que a liga a "comentou". Isso quebra a coesão e descaracteriza o discurso indireto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B aplica corretamente as duas regras: "intrigou" (pretérito perfeito) vira "tinha intrigado" (mais-que-perfeito composto), marcando anterioridade; "faz" (presente) vira "fazia" (imperfeito), marcando simultaneidade; e o advérbio "agora" é mantido, com o verbo no imperfeito, o que é aceitável. Além disso, as duas orações são unidas pela conjunção "e que", preservando a estrutura do discurso indireto. A reescrita é fiel ao sentido original e gramaticalmente correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C mantém os verbos no tempo original ("intrigou" e "faz sentido"), sem fazer o recuo temporal exigido pelo verbo de elocução no passado ("comentou"). Isso cria uma incoerência temporal: a ação de "intrigar" e o "fazer sentido" são apresentados como simultâneos ao ato de comentar, quando, na verdade, são anteriores ou simultâneos a ele, respectivamente. A alternativa não aplica a correlação verbal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D acerta ao converter "intrigou" em "tinha intrigado", mas erra ao manter "faz sentido" no presente. O verbo "faz" deveria virar "fazia" para marcar simultaneidade com o ato de comentar. Manter o presente cria uma incoerência temporal: o "fazer sentido" é apresentado como um fato atual, quando deveria ser relatado como algo que fazia sentido no momento da fala. A alternativa aplica apenas metade da regra.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E acerta ao converter "faz" em "fazia", mas erra ao manter "intrigou" no pretérito perfeito e ao separar as orações com ponto final. O verbo "intrigou" deveria virar "tinha intrigado" para marcar anterioridade, e a separação com ponto final quebra a coesão do discurso indireto, como na alternativa A. A alternativa aplica apenas metade da regra e quebra a estrutura.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever discurso direto para indireto, faça uma lista mental de três passos: (1) troque o verbo de elocução para o passado; (2) recue os tempos verbais da fala (presente→imperfeito, perfeito→mais-que-perfeito, futuro→futuro do pretérito); (3) una as orações com "que" ou "e que", sem ponto final. Teste cada alternativa perguntando: "os tempos verbais estão recuados?" e "a estrutura está coesa?".

Gabarito: letra B.

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