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Questão de Português — Ortografia — Avança SP 2024

PortuguêsOrtografia
Código
qg097145
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Fundamental

Leia o texto para responder à questão.


Como funciona o “manto da invisibilidade” desenvolvido por chineses


Batizado de Chimera, projeto experimental foi inspirado em características do camaleão, da rã-de-vidro e do dragão-barbudo; detalhes foram publicados em revista científica


Acadêmicos das universidades de Tsinghua e de Jilin, ambas na China, têm feito pesquisas com o objetivo de desenvolver um “manto da invisibilidade”. Em artigo publicado no último dia 29 de janeiro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipe compartilha o andamento do projeto. “Nosso trabalho tira as tecnologias de camuflagem de um cenário restrito e as leva para terrenos em constante mudança”, afirmam.


Denominado Chimera, o “manto da invisibilidade” é feito de metamateriais, ou seja, materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares, conforme explica o South China Morning Post. E o nome não foi escolhido à toa: aspectos fundamentais do projeto estão associados a três animais diferentes — a quimera, por sua vez, é uma figura mitológica grega cujo corpo consiste em uma mistura de animais.


O trabalho tem como base características de répteis de sangue frio. Do camaleão, a habilidade de mudar de cor; da rã-de-vidro, a capacidade de tornar parte do corpo transparente; e do lagarto dragão-barbudo, o poder de regular a temperatura corporal. A ideia é construir uma “metassuperfície” que seja indetectável a luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos.


Segundo o artigo disponível na PNAS, a Chimera demonstrou capacidade de se adaptar a diferentes paisagens (incluindo superfícies aquáticas, praias, desertos e solos congelados) devido à propriedade de reflexão de microondas. E, utilizando plástico PET e vidro de quartzo, os pesquisadores também conseguiram que ela ficasse transparente, do ponto de vista óptico, como a rã-de-vidro.


Além disso, para evitar que o calor gerado pela eletricidade da Chimera fosse captado por detectores de infravermelho, os pesquisadores recorreram aos conhecimentos sobre o dragãobarbudo, que controla a temperatura corporal mudando a cor das suas costas. Com uma tecnologia mecânica baseada nesse fato, foi possível diminuir a diferença térmica da Chimera.


Apesar de ainda ser uma tecnologia experimental, os pesquisadores apontam possíveis aplicações. Por exemplo, no âmbito militar, a Chimera poderia esconder objetos ou pessoas, sendo assim uma ferramenta estratégica. Já no âmbito da preservação ambiental, o “manto da invisibilidade” poderia contribuir para a observação não invasiva de animais em seus habitats.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/tecnologia/noticia/2024/02/como-funciona-o-manto-da-invisibilidade-desenvolvido-por-chineses.ghtml

O emprego do hífen na palavra “micro-ondas”, que ocorre no texto, se justifica, pois:
  1. Ausa-se hífen em qualquer palavra que suceda ao prefixo micro-.
  2. Busa-se hífen diante de qualquer palavra que se inicia por vogal.
  3. Cusa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente.
  4. Dusa-se hífen em qualquer palavra composta que não apresenta elemento de ligação.
  5. Eusa-se hífen geralmente diante da palavra “ondas”.
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GabaritoC — usa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego do Hífen: "Micro-ondas" e a Regra das Vogais Iguais

Gabarito: letra C. O hífen em "micro-ondas" se justifica porque o prefixo micro- termina com a vogal o, e a palavra ondas começa com a mesma vogal o — ou seja, usa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente. Essa é a regra geral do Novo Acordo Ortográfico para prefixos terminados em vogal, como se vê no próprio texto: "o 'manto da invisibilidade' é feito de metamateriais... capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares". A palavra "micro-ondas" aparece no texto e sua grafia correta segue exatamente esse princípio.

A questão é de ortografia — mais especificamente, do emprego do hífen — e cobra a aplicação de uma regra específica a uma palavra do texto. O comando pergunta "o emprego do hífen se justifica, pois", ou seja, pede a causa/regra que explica a grafia. Não se trata de interpretar o texto, mas de reconhecer a norma ortográfica que rege a formação da palavra. A banca não quer que você decore a palavra "micro-ondas" isoladamente, mas que saiba a regra geral que a explica.

A regra que decide a questão é a seguinte: emprega-se o hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento. Isso vale para todos os prefixos terminados em vogal (micro-, anti-, auto-, contra-, semi-, etc.). Veja os exemplos clássicos: micro-ondas (micro + ondas), anti-inflamatório (anti + inflamatório), contra-ataque (contra + ataque), auto-observação (auto + observação). Quando as vogais são diferentes, não se usa hífen: autoestrada (auto + estrada), extraoficial (extra + oficial), semiaberto (semi + aberto).

A pegadinha central desta questão está nas alternativas que generalizam a regra. A banca sabe que muitos candidatos decoram "micro- usa hífen" ou "vogal + vogal = hífen" e oferece opções que parecem corretas, mas que são parciais ou incorretas. A alternativa C é a única que captura a regra com precisão: não é qualquer vogal, é a mesma vogal.

Hífen com prefixos terminados em vogal
  • 1Mesma vogal → hífen
    • micro-ondas
    • anti-inflamatório
    • contra-ataque
  • 2Vogais diferentes → sem hífen
    • autoestrada
    • extraoficial
    • semiaberto
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

"usa-se hífen em qualquer palavra que suceda ao prefixo micro-"

Erro: generalização indevida. A alternativa afirma que o hífen é usado em qualquer palavra após o prefixo micro-. Isso é falso. A regra exige que a palavra seguinte comece com a mesma vogal que termina o prefixo (o). Se a palavra começar com outra vogal ou consoante, não há hífen. Exemplos: microempresa (micro + empresa, vogais diferentes: o + e), microcomputador (micro + computador, consoante). A palavra "qualquer" torna a alternativa incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"usa-se hífen diante de qualquer palavra que se inicia por vogal"

Erro: generalização indevida. A alternativa afirma que o hífen é usado diante de qualquer palavra que começa com vogal. Isso também é falso. A regra exige que a vogal inicial da segunda palavra seja igual à vogal final do prefixo. Se for diferente, não há hífen. Exemplos: autoescola (auto + escola, o + e), extraoficial (extra + oficial, a + o). A palavra "qualquer" novamente torna a alternativa incorreta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"usa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente"

Correta. Esta é a regra exata. O prefixo micro- termina com a vogal o, e a palavra ondas começa com a vogal o. Como são a mesma vogal, usa-se o hífen: micro-ondas. A alternativa parafraseia com precisão a regra do Novo Acordo Ortográfico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"usa-se hífen em qualquer palavra composta que não apresenta elemento de ligação"

Erro: generalização indevida. A alternativa afirma que o hífen é usado em qualquer palavra composta sem elemento de ligação. Isso é falso. Existem palavras compostas sem elemento de ligação que não usam hífen, como girassol (gira + sol), mandachuva (manda + chuva), pontapé (ponta + pé). A regra do hífen para palavras compostas é mais específica: usa-se hífen em compostos como guarda-chuva, arco-íris, vaga-lume, mas não em todos. A palavra "qualquer" torna a alternativa incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"usa-se hífen geralmente diante da palavra 'ondas'"

Erro: troca de conceito. A alternativa afirma que o hífen é usado "geralmente" diante da palavra "ondas". Isso é uma generalização incorreta. O hífen não é usado por causa da palavra "ondas" em si, mas por causa do encontro de vogais iguais entre o prefixo e a palavra. Se a palavra "ondas" fosse precedida por um prefixo que termina com outra vogal, não haveria hífen. Exemplo: radioondas (rádio + ondas, o + o, mas aqui o prefixo é "rádio" e a regra é a mesma — vogais iguais, então teria hífen: rádio-ondas). Mas a palavra "geralmente" é vaga e não captura a regra precisa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a generalização indevida. As alternativas A, B e D usam a palavra "qualquer" para tornar a regra absoluta, quando na verdade ela é condicional (depende da vogal ser a mesma). A alternativa E tenta justificar o hífen pela palavra "ondas" em si, quando o correto é justificar pelo encontro de vogais iguais.

PEGA ESSA DICA!

Ao estudar hífen, decore a regra central: vogais iguais = hífen; vogais diferentes = sem hífen. E desconfie de alternativas com "qualquer", "sempre", "nunca" — elas quase sempre generalizam demais.

Conclusão: a questão testa se você conhece a regra do hífen para prefixos terminados em vogal. A alternativa C é a única que a enuncia com precisão: hífen quando a vogal final do prefixo é igual à vogal inicial da palavra seguinte. As demais ou generalizam demais (A, B, D) ou justificam pela palavra errada (E).

Gabarito: letra C

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