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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Avança SP 2024

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg097154
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Médio
Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa.
A palavra “que”, em sua primeira ocorrência, “(...) – o que pode ocorrer (...)”, desempenha o papel gramatical de:
  1. Aconjunção integrante.
  2. Bpronome expletivo.
  3. Cpronome relativo.
  4. Dpronome interrogativo.
  5. Econjunção causal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — pronome relativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função do "que" em "o que pode ocorrer"

Gabarito: letra C. O "que" em "o que pode ocorrer" é pronome relativo, pois retoma o pronome demonstrativo "o" (equivalente a "aquilo") e introduz a oração subordinada adjetiva "que pode ocorrer" — que equivale a "o qual pode ocorrer". A pista decisiva está no próprio trecho: o "que" substitui um termo anterior e equivale a "o qual", característica exclusiva do pronome relativo.

O comando

A questão pede a classificação morfossintática da primeira ocorrência de "que" no trecho destacado. Isso exige analisar a função do vocábulo no contexto da oração, não isoladamente. O comando é de conceito (gramática metalinguística): você precisa reconhecer a classe e a função sintática do "que" na estrutura "o que pode ocorrer".

O texto e a estrutura

No trecho "o que pode ocorrer", temos:

  • "o": pronome demonstrativo, equivalente a "aquilo" (retoma a ideia de "maior cautela ao utilizar o T. antiquus").

  • "que": pronome relativo, que retoma "o" e introduz a oração subordinada adjetiva "que pode ocorrer".

  • "pode ocorrer": locução verbal, núcleo da oração adjetiva.

A oração "que pode ocorrer" funciona como adjunto adnominal do pronome "o", restringindo ou explicando a que se refere. O "que" exerce a função de sujeito dessa oração (quem pode ocorrer? "o" = a cautela).

A técnica: teste do pronome relativo

Para identificar o pronome relativo, use o teste clássico: substitua o "que" por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais". Se a substituição for possível sem alterar o sentido, é pronome relativo. No trecho:

"o que pode ocorrer" → "o qual pode ocorrer"

A substituição funciona perfeitamente, confirmando que "que" é pronome relativo. Além disso, o "que" retoma um termo anterior (o pronome "o"), o que é a definição de pronome relativo: ele substitui um termo já enunciado e introduz uma oração subordinada adjetiva.

"Que" em "o que pode ocorrer"
  • 1Pronome relativo (gabarito)
    • Retoma "o" (demonstrativo)
    • Equivale a "o qual"
    • Introduz oração subordinada adjetiva
    • Função sintática: sujeito
  • 2Teste de identificação
    • Substituir por "o qual" → funciona
    • Trocar por "isso" → conjunção integrante
    • Retirar sem mudar sentido → expletivo
  • 3Confusões comuns
    • Conjunção integrante (oração substantiva)
    • Pronome expletivo (realce)
    • Pronome interrogativo (pergunta)
    • Conjunção causal (causa)
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Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva, que pode ser trocada por "isso". No trecho, "que pode ocorrer" não equivale a "isso pode ocorrer" (a oração não é substantiva, mas adjetiva). Além disso, a conjunção integrante não retoma termo anterior, enquanto o "que" aqui retoma "o". Portanto, a alternativa confunde o conceito de conjunção integrante com o de pronome relativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Pronome expletivo (ou partícula de realce) é usado para ênfase e pode ser retirado sem alterar o sentido. No trecho, "que" não pode ser retirado: "o pode ocorrer" não faz sentido. O "que" é essencial para a estrutura da oração relativa. Portanto, a alternativa extrapola o conceito de partícula expletiva, que não se aplica aqui.

Alternativa C — ✅ Correta

Como demonstrado, "que" é pronome relativo, pois retoma o pronome demonstrativo "o" e equivale a "o qual". A oração "que pode ocorrer" é subordinada adjetiva, e o "que" exerce função de sujeito. A substituição por "o qual" confirma a classificação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Pronome interrogativo é usado em perguntas diretas ou indiretas, como "Que livro você quer?". No trecho, não há interrogação; o "que" não introduz pergunta. Portanto, a alternativa contradiz o contexto, que é afirmativo e não interrogativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Conjunção causal introduz oração que expressa causa, como "porque", "visto que". No trecho, "que pode ocorrer" não expressa causa; expressa uma possibilidade (a cautela pode ocorrer). Não há relação de causa e consequência. Portanto, a alternativa troca o conceito de pronome relativo por conjunção causal, sem base no texto.

Conclusão

A única alternativa que se sustenta é a letra C, pois o "que" é pronome relativo, retomando "o" e introduzindo oração adjetiva. As demais alternativas ou confundem classes gramaticais ou não se aplicam ao contexto.

PEGA ESSA DICA!

Sempre teste o "que" substituindo por "o qual". Se funcionar, é pronome relativo. Se puder trocar por "isso", é conjunção integrante. Se puder retirar sem mudar o sentido, é partícula expletiva.

Gabarito: letra C

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