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Questão de Português — Morfologia - Verbos — Avança SP 2024

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
qg097157
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Médio

Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpes italianos é uma “farsa”

Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais 


Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa. 

“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo. 

Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas. 

Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam ‡quelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente. 

“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.

Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não È uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal. 


Revista Galileu. Disponível em  <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml>

Considere o excerto a seguir: “‘A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido’, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo.” Em discurso indireto, o excerto apresentado deve ser reescrito da seguinte forma:
  1. AEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigava especialistas por décadas. Agora, tudo fazia sentido.
  2. BEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido.
  3. CEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas, e que, agora, tudo faz sentido.
  4. DEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por dÈcadas, e que, agora, tudo faz sentido.
  5. EEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo fazia sentido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transposição de Discurso Direto para Indireto: Correlação Verbal

Gabarito: letra B. A reescritura correta exige a transposição completa dos tempos verbais ao passar do discurso direto para o indireto: o pretérito perfeito "intrigou" deve retroceder para o pretérito mais-que-perfeito composto "tinha intrigado", e o presente "faz" deve virar pretérito imperfeito "fazia". A alternativa B é a única que aplica as duas mudanças, como se vê no trecho: "comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido".

O comando pede uma reescritura em discurso indireto — ou seja, transformar a fala citada diretamente (com aspas) em uma oração subordinada introduzida por um verbo de elocução ("comentou"). Nesse processo, não basta trocar as aspas por "que": é preciso ajustar os tempos verbais para manter a relação temporal original. A banca testa exatamente esse mecanismo de correlação verbal.

No texto-base, a fala de Evelyn Kustatscher aparece em discurso direto: "'A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido'". Ao converter para o indireto, o verbo da fala ("comentou") está no pretérito perfeito, o que obriga os verbos das orações subordinadas a retrocederem um tempo:

  • "intrigou" (pretérito perfeito) → "tinha intrigado" (pretérito mais-que-perfeito composto), pois a ação de intrigar é anterior ao ato de comentar.

  • "faz" (presente do indicativo) → "fazia" (pretérito imperfeito do indicativo), pois, no momento da fala, a ação de "fazer sentido" era simultânea ao ato de comentar.

Essa regra é conhecida como correlação verbal: quando o verbo introdutor está no passado, os verbos das orações subordinadas recuam um tempo para manter a simultaneidade ou anterioridade. É o mesmo princípio que rege frases como "Ele disse que estava doente" (discurso indireto de "Ele disse: 'estou doente'").

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que aplicam apenas uma das transposições, ou nenhuma. A letra B é a única que faz as duas corretamente, preservando o sentido original.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A aplica a transposição do presente "faz" para "fazia", mas mantém o pretérito perfeito "intrigou" em vez de recuá-lo para "tinha intrigado". Isso quebra a correlação verbal: como o verbo "comentou" está no passado, a ação de intrigar (anterior a ele) deveria estar no mais-que-perfeito. O erro é de transposição incompleta — apenas um dos dois verbos foi ajustado.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B aplica as duas transposições obrigatórias: "intrigou" → "tinha intrigado" (pretérito mais-que-perfeito composto) e "faz" → "fazia" (pretérito imperfeito). Além disso, mantém a coesão com o conectivo "e que" e o advérbio "agora", preservando o sentido original. É a única reescritura que respeita a correlação verbal exigida pelo discurso indireto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C não faz nenhuma transposição: mantém "intrigou" e "faz" nos tempos originais. Isso é um erro de falta de recuo temporal — o discurso indireto com verbo introdutor no passado exige que os verbos retrocedam. A frase fica incoerente temporalmente, como se a fala ainda estivesse no presente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D aplica corretamente a transposição de "intrigou" para "tinha intrigado", mas mantém o presente "faz" em vez de convertê-lo para "fazia". O erro é o mesmo da alternativa A, mas invertido: apenas uma das transposições foi feita. A correlação verbal fica quebrada, pois "faz sentido" deveria ser simultâneo ao ato de comentar, portanto no pretérito imperfeito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E aplica a transposição de "faz" para "fazia", mas mantém "intrigou" no pretérito perfeito, sem recuá-lo para "tinha intrigado". O erro é idêntico ao da alternativa A: transposição incompleta. A ação de intrigar, anterior ao comentário, deveria estar no mais-que-perfeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura alternativas que aplicam apenas uma das duas transposições (A, D, E) ou nenhuma (C), testando se o candidato percebe que todos os verbos da fala original devem retroceder quando o verbo introdutor está no passado.

PEGA ESSA DICA!

Ao converter discurso direto para indireto, liste todos os verbos da fala original e verifique se cada um recuou um tempo. Se o verbo introdutor estiver no passado, o presente vira pretérito imperfeito, o pretérito perfeito vira mais-que-perfeito composto, e o futuro do presente vira futuro do pretérito.

Gabarito: letra B — a única que aplica integralmente a correlação verbal exigida.

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