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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Avança SP 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg097342
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2024
Nível
Superior
Um paciente de 75 anos com histórico de infarto do miocárdio anterior extenso e bloqueio atrioventricular completo é avaliado para implante de marca-passo. Qual dos seguintes tipos de marca-passo seria o mais indicado para este paciente e por quê?
  1. AMarca-passo DDD: estimula e detecta tanto o átrio quanto o ventrículo.
  2. BMarca-passo VVI: estimula apenas o ventrículo e detecta apenas a atividade ventricular.
  3. CMarca-passo AAI: estimula e detecta apenas o átrio.
  4. DMarca-passo VVIR: estimula o ventrículo e detecta tanto o ventrículo quanto a frequência cardíaca.
  5. ECardiodesfibrilador implantável (CDI).
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GabaritoA — Marca-passo DDD: estimula e detecta tanto o átrio quanto o ventrículo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Marca-passo: escolha do modo de estimulação

Gabarito: letra A. Para um paciente com bloqueio atrioventricular completo (BAVT) e histórico de infarto extenso, o marca-passo DDD é o mais indicado porque estimula e detecta tanto o átrio quanto o ventrículo, preservando a sincronia atrioventricular — o que é especialmente importante em um coração com função ventricular já comprometida pelo infarto. A alternativa A descreve corretamente o modo DDD.

O marca-passo é um dispositivo que gera estímulos elétricos para manter uma frequência cardíaca adequada quando o sistema de condução natural falha. A escolha do modo (código NBG) depende de qual câmara precisa ser estimulada e detectada, e se há necessidade de resposta de frequência. No caso de BAVT, o problema está na condução entre átrio e ventrículo — o nó sinusal pode funcionar bem, mas o estímulo não chega ao ventrículo. Portanto, o ideal é estimular o ventrículo, mas preservar a contração atrial sincronizada (o "enchimento atrial" contribui com cerca de 20% do débito cardíaco, como mencionado no contexto). O modo DDD faz exatamente isso: estimula o átrio (se necessário) e o ventrículo, e detecta ambos, mantendo a sequência fisiológica.

Em pacientes com disfunção ventricular (como após infarto extenso), a perda da sincronia AV pode piorar a insuficiência cardíaca. Por isso, o modo DDD é preferível ao VVI (que estimula apenas o ventrículo, sem sincronia atrial). O modo AAI não se aplica, pois não estimula o ventrículo — seria inútil no BAVT. O VVIR é uma variação do VVI com resposta de frequência, mas ainda sem sincronia AV. O CDI é indicado para prevenção de morte súbita por taquiarritmias ventriculares, não para bradicardia — embora o paciente com infarto extenso possa ter indicação de CDI, a questão pergunta especificamente sobre o marca-passo para o BAVT.

A pegadinha aqui é que o candidato pode pensar que, por ser um paciente idoso com infarto extenso, o CDI seria a melhor opção — mas o enunciado é claro: o motivo da avaliação é o bloqueio atrioventricular completo, que é uma bradiarritmia, e o CDI não trata bradicardia (ele trata taquiarritmias ventriculares). Além disso, a banca pode tentar confundir os modos: VVI é o modo mais simples e comum, mas não é o mais indicado quando há necessidade de sincronia AV.

1Modo DDD
Estimula átrio e ventrículo
Detecta átrio e ventrículo
Preserva sincronia AV
2Modo VVI
Estimula só ventrículo
Detecta só ventrículo
Sem sincronia AV
3Modo AAI
Estimula só átrio
Inútil no BAVT
4CDI
Trata taquiarritmias ventriculares
Não trata bradicardia
Marca-passo (código NBG)
LEVELsoulevel.com.br
Marca-passo (código NBG): Modo DDD (Estimula átrio e ventrículo, Detecta átrio e ventrículo, Preserva sincronia AV); Modo VVI (Estimula só ventrículo, Detecta só ventrículo, Sem sincronia AV); Modo AAI (Estimula só átrio, Inútil no BAVT); CDI (Trata taquiarritmias ventriculares, Não trata bradicardia)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O modo DDD (dupla câmara) estimula e detecta tanto o átrio quanto o ventrículo. No BAVT, isso permite manter a sequência fisiológica átrio→ventrículo, com contribuição atrial ao enchimento ventricular — benéfico em paciente com disfunção ventricular pós-infarto. É a descrição exata do modo DDD.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O VVI estimula apenas o ventrículo e detecta apenas a atividade ventricular. Embora seja um modo válido para BAVT, não preserva a sincronia atrioventricular, o que pode ser prejudicial em paciente com função ventricular comprometida. A alternativa descreve corretamente o VVI, mas ele não é o mais indicado neste cenário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O AAI estimula e detecta apenas o átrio. No BAVT, o problema é a condução AV — estimular apenas o átrio não garante a estimulação ventricular, pois o bloqueio impede a passagem do estímulo. Portanto, o AAI é contraindicado para BAVT.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O VVIR estimula o ventrículo e detecta a atividade ventricular, com resposta de frequência (R). A descrição "detecta tanto o ventrículo quanto a frequência cardíaca" é imprecisa — a resposta de frequência usa um sensor (movimento, respiração) para ajustar a frequência, não é uma "detecção" da frequência cardíaca em si. Além disso, como o VVI, não preserva a sincronia AV.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O CDI (cardiodesfibrilador implantável) é indicado para prevenção de morte súbita por taquiarritmias ventriculares (TV/FV), não para bradicardia. O paciente com infarto extenso pode ter indicação de CDI, mas a questão pergunta sobre o marca-passo para o BAVT — o CDI não trata bradicardia.

Gabarito: letra A

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