Questão de Saúde Pública — Políticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde Pública — FIOCRUZ 2024
Saúde PúblicaPolíticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde Pública
- Código
- qg144963
- Banca
- FIOCRUZ
- Órgão
- FIOCRUZ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista em Saúde Pública - Atenção domiciliar pediátrica
Na nota informativa do Ministério da Saúde elaborada pelo Departamento de Atenção Hospitalar e Urgências da Coordenação Geral de Atenção Domiciliar (SAD), os avanços científicos e tecnológicos bem como as diversas transformações ocorridas no campo da atenção à saúde da criança ao longo do tempo tem possibilitado a oferta de ações mais qualificadas de atenção neonatal e pediátrica. Sobre atenção domiciliar, a resposta certa é:
- Afomentar uma “cultura de hospitalização”: considerar, sempre que possível, formas de cuidado para atenção hospitalar; andar essas crianças para casa acaba sendo mais custoso para o SUS e muito mais perigoso para a saúde infantil, além de colocar o médico numa situação de alto risco.
- Bestabelecer um trabalho articulado em rede: enviar a criança desospitalizada que tem uma emergência para o hospital de referência onde ela é tratada; os fluxos de referência e contrarreferência entre o SAD e os demais pontos de atenção à saúde se tornam desnecessários, a articulação com as equipes de atenção básica são caras e complexas.
- Cesta grande ocupação de leitos, especialmente de UTI e UCI por recém-nascidos e crianças com agravos crônicos que poderiam estar em internações domiciliares, representa um grande sofrimento para as famílias, constitui um alto e evitável custo para o SUS, além de diminuir a disponibilidade de leitos para crianças com agravos agudos.
- Destabelecer parcerias entre o setor de saúde privado e o poder judiciário para aumentar as judicializações garantindo o paciente complexo no hospital e sua necessidade de cuidado especial; a pactuação de compromissos entre as partes envolvidas na desospitalização pode ser formalizada.
- Edeixar que a qualificação profissional para o cuidado em domicílio seja aprendida pelos responsáveis: o SUS não é corresponsável pela formação dos seus trabalhadores; é fundamental que os SAD se tornem campos de formação em saúde para médicos e não para residentes das diversas categorias profissionais de saúde.