Questão de Saúde Pública — Epidemiologia e Saúde Coletiva — FIOCRUZ 2024
Saúde PúblicaEpidemiologia e Saúde Coletiva
- Código
- qg145226
- Banca
- FIOCRUZ
- Órgão
- FIOCRUZ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista em Saúde Pública - Clínica, cirurgia, criação e experimentação de primatas não humanos
Em relação à Febre Amarela relacionada a primatas não humanos, é INCORRETO afirmar que:
- Aa vigilância de epizootias, por meio da captação de informações sobre adoecimento ou morte de primatas não humanos como evento sentinela que representa risco para a saúde pública, está incluída na lista de eventos de relevância epidemiológica, constante na Portaria MS/GM nº 104 de 25 de janeiro de 2011, que trata das doenças em saúde pública de notificação compulsória no Brasil.
- Bconsiderando os objetivos da vigilância de epizootias em primatas não humanos como alerta para ocorrência de Febre Amarela, quando não puder realizar necropsia completa, recomenda-se proceder a coleta das amostras de sangue total, soro sanguíneo e tecido (preferencialmente fígado; adicionalmente, baço, rins, coração, pulmão e cérebro).
- Cas principais vias de contaminação ou penetração de patógenos para os profissionais nas atividades de campo são: nasal (aerossóis, gotículas de excreções e secreções; mãos contaminadas levadas ao nariz); cutânea (mucosa íntegra, picada com agulha contaminada, perfuração por vidraria quebrada, picada de artrópodes); ocular (gotículas ou aerossóis, mãos contaminadas levadas aos olhos) e oral (gotículas ou aerossóis, ingestão de alimentos líquidos ou sólidos contaminados, mãos contaminadas levadas à boca).
- Dexistem dois ciclos de transmissão do vírus da Febre Amarela: um urbano, do tipo homem mosquito-homem, no qual o Aedes aegypti é o principal vetor; e outro silvestre, complexo, no qual diferentes espécies de mosquitos (e.g., Haemagogus spp. e Sabethes spp.) atuam como vetores, e primatas não humanos participam como hospedeiros, amplificando o vírus durante a fase virêmica.
- Eboas práticas de biossegurança para profissionais que atuam diretamente no manejo de espécies silvestres incluem ações de nível de biossegurança 2, considerando-se o maior risco de transmissão (via respiratória); nesse nível de biossegurança, é enfatizada a utilização de barreiras primárias e secundárias, eficientes para a proteção dos profissionais contra uma possível infecção por qualquer agente que possa estar circulando no ambiente.