Questão de Enfermagem — Cuidados Paliativos na Enfermagem — FIOCRUZ 2024
EnfermagemCuidados Paliativos na Enfermagem
- Código
- qg145940
- Banca
- FIOCRUZ
- Órgão
- FIOCRUZ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista em Saúde Pública - Enfermagem - Centro cirúrgico e central de material de esterilização
A perspectiva do adoecimento crônico não aparece como uma prerrogativa dos ciclos de vida a que pertencem os adultos. A transição epidemiológica, fruto de inúmeros fatores que resultam de alterações em indicadores sociais e de saúde, contribui para o surgimento de uma “nova pediatria”. Essa “nova pediatria” é formada pelo contingente de crianças e adolescentes com doenças crônicas e dependentes de tecnologia, aquelas que vivem com quadros neurológicos decorrentes de eventos perinatais e o segmento que nasceu com síndromes genéticas variadas e doenças raras. A relação com este segmento provoca a necessidade de ressignificação do cuidado de enfermagem, onde a cura não é possível; e traz aos profissionais uma necessidade de resiliência no momento da morte. Com base nesse ,as ferramentas que poderiam ser trabalhadas com os profissionais de enfermagem com o intuito de ressignificar a perda e luto no ambiente pediátrico são:
- Aaplicação de Protocolos sobre cuidados paliativos em crianças cronicamente complexas - servem de subsídio para o cuidado, com o intuito de minimizar dilemas éticos, repensar a obstinação terapêutica e evitar a distanásia.
- Bminimização da comunicação entre a equipe de enfermagem e a criança crônica complexa, para que não se estabeleça vínculo no cuidado prestado.
- Cdeclaração de que toda a situação do cuidado ao paciente crônico é fruto de um “karma”, logo, é uma prestação de “contas”.
- Dsomente a partir dos 08 ou 09 anos de idade é que o paciente começa a ter a percepção da morte como os adultos, logo não precisamos ter nenhuma abordagem de finitude para o ambiente pediátrico.
- Enão é importante que o profissional de enfermagem tenha algum conhecimento sobre a compreensão da morte pela criança e pelo adolescente, visto que não deverá haver diálogo pertinente com as crenças, as idealizações e com o que consideram como verdade sobre morte e pós-morte.