Questão de Saúde Pública — Epidemiologia e Saúde Coletiva — FIOCRUZ 2024
Saúde PúblicaEpidemiologia e Saúde Coletiva
- Código
- qg146926
- Banca
- FIOCRUZ
- Órgão
- FIOCRUZ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista em Saúde Pública - Psicologia
As doenças infecciosas e parasitárias têm grande importância para a saúde pública por estarem diretamente associadas à pobreza e a condições de vida inadequadas. No Brasil, apesar do declínio da morbimortalidade desde a década de 1960, essas doenças persistem. (SOUZA et al., 2020) Sobre as principais doenças infeciosas crônicas no Brasil, pode-se afirmar que:
- Ano Brasil, o tratamento aos acometidos pela hanseníase é fornecido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde e dura entre 6 e 12 meses. Como doença conhecida, com terapêutica comprovadamente eficaz, ela não é mais considerada problema de saúde pública. Os esforços para acabar com o estigma e a discriminação dos doentes foram suficientes para auxiliar a erradicação da doença.
- Ba tuberculose ainda é um problema de saúde pública que vem preocupando as autoridades da área da saúde. É um dos agravos de saúde influenciado por determinantes sociais e demonstra relação direta com a pobreza e a exclusão, no qual o estigma tem sido considerado um indicador importante desta relação. A dinâmica familiar na tuberculose não é uma questão recente. Hoje se sabe que o doente e a família convivem com o medo da exclusão social.
- Cconsiderada mundialmente um importante problema de saúde pública, as hepatites virais são diagnosticadas na maioria das pessoas em estágio avançado, e acomete grupos com maior vulnerabilidade ao risco de infecção, com desigualdade no acesso aos serviços de saúde que ofertam testagem, exames e programas de prevenção. No Brasil, ainda não existe nenhuma política ou estratégia de enfrentamento desse agravo.
- Dapesar de todo o empenho para a eliminação da hanseníase, o Brasil é o segundo país em número de casos no mundo. A sua história é marcada por um longo período de isolamento compulsório em locais que eram conhecidos como leprosários ou colônias. Seus funcionamentos, no entanto, eram bastante distintos das chamadas instituições totais.
- Eno Brasil, é inequívoca a persistência da sífilis como problema de saúde pública, diante da limitação de acesso a diagnóstico e tratamento adequados na rede de atenção do SUS. Apresenta decrescente prevalência em populações vulnerabilizadas, assim como na transmissão vertical e sífilis congênita.