Questão de Fonoaudiologia — Disfagia e Mastigação — Instituto Consulplan 2024
FonoaudiologiaDisfagia e Mastigação
- Código
- qg299819
- Banca
- Instituto Consulplan
- Órgão
- Prefeitura de Pitangueiras - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fonoaudiólogo
Nos casos de câncer de cabeça e pescoço, o fonoaudiólogo é responsável por atuar no cuidado integral com a equipe multiprofissional, tanto na atenção básica quanto na atenção especializada; desde a fase do diagnóstico, antes, durante e após o tratamento clínico ou cirúrgico. O fonoaudiólogo deve intervir visando minimizar as sequelas relacionadas à deglutição e fonação, que podem comprometer a qualidade de vida do paciente. Sobre o tema em comento, assinale a afirmativa correta.
- AA mucosite, inflamação da mucosa da cavidade oral, é o efeito tardio de menor frequência, com pouca repercussão na alimentação adequada do paciente, assim como na fonação. Como sintoma imediato da ação radioterápica, pode ocorrer sensação dolorosa durante apenas a mastigação, causada pela irritação dos tecidos e pelas dificuldades de movimentação mandibular; alteração na qualidade vocal não são comumente observadas nesses pacientes.
- BO edema, a fibrose ou a irregularidade das bordas da mucosa da prega vocal podem resultar em disfonia, com queixas relacionadas à fadiga, redução da extensão do pitch e da loudness, falta de clareza vocal, rouquidão e alteração vocal nos aspectos social, funcional, emocional e físico. Indivíduos submetidos à radioterapia podem apresentar fibrose, alterações sensoriais, redução do movimento e da força muscular, justificando as anormalidades das fases faríngea e esofágica da deglutição, uma vez que não há evidências de comprometimentos nas outras fases.
- CQuanto à análise funcional, em geral, pacientes com câncer de orofaringe submetidos a tratamento curativo (radioterapia, quimioterapia e cirurgia, exclusivas ou associadas entre si, com ou sem reconstrução) apresentam sistema estomatognático com alterações de sensibilidade e mobilidade em língua, lábios, palato mole, regiões jugais e também da simetria de face, lábios e língua; discreta alteração da qualidade vocal, porém com presença de alteração de inteligibilidade da fala e de erros articulatórios, como de golpe de glote e fricativas faríngeas; e, deglutição com alteração da fase oral e faríngea, caracterizando uma disfagia.
- DA radioterapia na região da cabeça e pescoço pode desencadear diferentes graus de severidade de sequelas crônicas, como mucosite, candidíase, xerostomia, ulcerações e sangramento da mucosa, que explicam as dificuldades na mastigação, no motor do alimento e na redução da amplitude do movimento e força da língua, faringe e laringe, embora não haja nenhuma repercussão em nível sensorial. Em relação às sequelas agudas, as mais referidas são o edema da laringe; fibrose; rigidez; radionecrose; trismo; cáries dentárias; xerostomia; redução do olfato e do paladar; paralisia de prega vocal; diminuição do reflexo de deglutição; e, do peristaltismo faríngeo; todas essas alterações podem promover modificação na eficiência da deglutição sem, necessariamente, comprometer sua segurança e ocasionar disfagias.