Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg346919
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-RN
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Fiscalização
Texto para o item.
Os bancos contam histórias

- CCerto
- EErrado
Texto para o item.
Os bancos contam histórias

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A afirmação está incorreta porque, ao substituir “É” por “Trata-se”, o termo “arquitetura” não passa a integrar o sujeito — ele continua exercendo a função de objeto direto do verbo “tratar-se”, que é um verbo pronominal transitivo indireto. A prova está na própria estrutura da reescritura: “Trata-se de uma arquitetura hostil” — o sujeito é indeterminado (índice de indeterminação do sujeito “se”), e “de uma arquitetura hostil” é o objeto indireto introduzido pela preposição “de”.
A questão pede uma reescritura com análise sintática: o candidato deve substituir o verbo “É” por “Trata-se” e verificar o que acontece com o termo “arquitetura”. Isso exige conhecimento de regência verbal e de funções sintáticas — não é uma questão de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao trecho.
O trecho original é “É uma arquitetura hostil” (linha 24). Na construção original, temos:
Sujeito: indeterminado (ou oração sem sujeito, dependendo da análise — o “É” pode ser verbo de ligação com sujeito oracional ou verbo impessoal).
Predicativo do sujeito: “uma arquitetura hostil”.
Ao substituir por “Trata-se”, a estrutura muda completamente:
Trata-se = verbo “tratar” na forma pronominal, com sentido de “ser a respeito de”, “versar sobre”.
Sujeito: indeterminado (o “se” é índice de indeterminação do sujeito).
Objeto indireto: “de uma arquitetura hostil” (regido pela preposição “de”).
A pegadinha central é confundir o papel do “se”. Na reescritura, o “se” de “Trata-se” não é partícula apassivadora — é índice de indeterminação do sujeito, porque o verbo “tratar-se” é transitivo indireto (exige preposição “de”) e não pode ser passivizado. Portanto, não há sujeito explícito; o sujeito é indeterminado.
O termo “arquitetura” fica dentro do objeto indireto: “de uma arquitetura hostil”. Ele não vira sujeito — continua sendo núcleo do objeto indireto.
Para testar se o “se” é índice de indeterminação ou partícula apassivadora, tente passar a frase para a voz passiva. Se não for possível (porque o verbo é transitivo indireto), o “se” é índice de indeterminação do sujeito.
A afirmação está errada. Ao reescrever “É uma arquitetura hostil” como “Trata-se de uma arquitetura hostil”, o termo “arquitetura” não passa a integrar o sujeito. Vejamos a análise sintática da reescritura:
Trata-se — verbo transitivo indireto pronominal.
de uma arquitetura hostil — objeto indireto (complemento verbal regido pela preposição “de”).
Sujeito — indeterminado (índice de indeterminação do sujeito “se”).
Portanto, “arquitetura” é o núcleo do objeto indireto, e não do sujeito. A alternativa contradiz a estrutura sintática da reescritura.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a troca do verbo altera a função sintática do termo “arquitetura”, quando na verdade ela apenas muda a regência — o termo continua sendo complemento verbal (agora indireto, antes predicativo).
Conclusão: a reescritura com “Trata-se” mantém “arquitetura” fora do sujeito — ela passa a integrar o objeto indireto. Como a banca pediu para julgar a afirmação, e ela é falsa, o gabarito é letra E (Errado).
Gabarito: letra E
Link permanente: /questoes/qg346919