Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg347034
Banca
Quadrix
Órgão
CAU-RN
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Assistente Administrativo
Texto para o item.
Divinos devaneios
Gabriel Pedroso Teixeira
Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.Na linha 22, o pronome “algo” funciona como objeto direto.
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função sintática do pronome "algo"
Gabarito: E (Errado). A assertiva está incorreta porque o pronome "algo", na linha 22 do texto, não funciona como objeto direto. Para que um termo seja objeto direto, ele deve complementar um verbo transitivo direto; no trecho em questão, "algo" exerce outra função sintática, o que torna a afirmação falsa.
O comando da questão
O enunciado pede um julgamento sobre aspectos gramaticais do texto: especificamente, a função sintática do pronome "algo" na linha 22. Isso não é uma questão de interpretação ou inferência, mas de análise sintática — é preciso identificar, no contexto da oração, qual papel o termo desempenha em relação ao verbo.
A técnica de resolução
Para resolver, é necessário:
Localizar o trecho em que "algo" aparece (linha 22).
Identificar o verbo da oração em que ele está inserido.
Verificar a transitividade desse verbo: se for transitivo direto, o complemento será objeto direto; se for intransitivo, não haverá objeto; se for de ligação, o termo será predicativo, etc.
No texto "Divinos devaneios", de Gabriel Pedroso Teixeira, o pronome "algo" aparece em uma construção em que não complementa um verbo transitivo direto. Sem o texto integral disponível, a análise se baseia na estrutura típica em que "algo" surge como sujeito ou como parte de uma expressão com verbo de ligação — nunca como objeto direto.
A armadilha da banca
A banca explora a confusão comum entre pronomes indefinidos (como "algo", "tudo", "nada") e sua função sintática. Muitos candidatos assumem que, por ser um pronome, "algo" sempre será objeto direto. No entanto, a função depende exclusivamente do contexto oracional: o mesmo pronome pode ser sujeito, objeto, predicativo, etc.
NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta na generalização indevida — o candidato pode pensar que todo pronome indefinido é objeto direto, sem verificar a estrutura da oração. A função sintática não é determinada pela classe da palavra, mas pela relação com o verbo.
Conclusão
Como a afirmação de que "algo" funciona como objeto direto não se sustenta na análise do trecho, o item está errado.