Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg351232
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-AM
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Advogado

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A assertiva está errada porque “escusado” e “imprescindível” são antônimos, não sinônimos: enquanto “escusado” significa desnecessário, dispensável, inútil, “imprescindível” significa indispensável, essencial, necessário. A banca troca um vocábulo por outro de sentido oposto, e a resposta se prova pelo próprio significado das palavras — não é preciso nem recorrer ao texto de Artur Azevedo, embora o contexto do último parágrafo confirme o sentido de “escusado” como algo que se pode dispensar.
O comando pede uma avaliação semântica: julgar se duas palavras têm o mesmo sentido no contexto. Isso é uma questão de vocabulário contextual — o candidato deve conhecer o significado dos vocábulos e verificar se há equivalência. Não se trata de inferir informação implícita, mas de comparar sentidos.
A palavra “escusado” vem do verbo “escusar”, que significa dispensar, desobrigar, evitar. Como adjetivo, “escusado” assume o sentido de desnecessário, inútil, que se pode dispensar. Veja os exemplos clássicos: “É escusado insistir” (= é inútil insistir); “Fez um esforço escusado” (= fez um esforço desnecessário). Já “imprescindível” é formado por “in-” (negação) + “prescindível” (que se pode prescindir, dispensar). Logo, “imprescindível” = que não se pode dispensar, indispensável, essencial.
A relação entre as duas palavras é de antonímia (oposição de sentido), não de sinonímia. A banca monta a pegadinha exatamente nesse par: o candidato que não conhece o sentido de “escusado” pode achar que, por ser uma palavra “difícil”, ela significa algo “importante” — e cair na armadilha.
A banca explora o desconhecimento lexical do candidato. “Escusado” parece uma palavra “nobre”, e o candidato pode associá-la a “imprescindível” por puro chute. A armadilha é a troca de sentido por oposição: as palavras são antônimas, não sinônimas.
Ao julgar se duas palavras têm o mesmo sentido, substitua uma pela outra na frase e veja se o sentido muda. Se mudar, não são sinônimas. Teste: “É imprescindível insistir” ≠ “É escusado insistir” — a primeira diz que é necessário; a segunda, que é inútil.
Conclusão: a assertiva está errada porque “escusado” (desnecessário, dispensável) e “imprescindível” (indispensável, essencial) são antônimos. A banca troca o sentido por oposição, e o candidato que conhece o vocabulário resolve a questão em segundos.
Gabarito: E (Errado).
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