Questão de História — História do Brasil — SELECON 2024
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg360370
- Banca
- SELECON
- Órgão
- Prefeitura de Lucas do Rio Verde - MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de História - Edital nº 6
“Na manhã do dia 10 de novembro de 1937, o ‘Diário Oficial’ circulou com a nova Constituição elaborada por Francisco Campos, conhecida como ‘Polaca’. Tropas policiais cercaram o Congresso. Nenhuma resistência. Na noite do mesmo dia, Getúlio Vargas foi ao rádio e leu seu discurso ‘Proclamação ao Povo Brasileiro’, onde justificava o Estado Novo.”(TOTA, Antonio Pedro. O Estado Novo. Editora Brasiliense. São Paulo, 1987. p. 23.)A Ditadura do Estado Novo (1937-1945) representava a conclusão da obra iniciada em 1930 por Getúlio Vargas, buscando aperfeiçoar as medidas centralizadoras e autoritárias iniciadas assim que chegou ao poder anos atrás.Deve-se considerar e apreender para uma melhor interpretação sobre esses acontecimentos os seguintes aspectos:
- Ao Estado que fora instituído em 1930, e “aperfeiçoado” em 1937, não representava, propriamente, um antagonismo entre o projeto de industrialização do país e os interesses dos setores da economia rural, pois suas bases sociais e econômicas de dominação permaneceram intactas
- Bcom o Golpe de 1937 os indivíduos passaram a ter mais autonomia diante do Estado, em que os trabalhadores, mesmo proibidos de recorrer à greve, recorriam à Justiça do Trabalho, que tinha a função de arbitrar os antagonismos entre empregados e patrões, buscando resolver os conflitos entre as classes
- Cas relações entre o Estado e as classes subalternas, em especial o operariado urbano, no contexto das leis trabalhistas e do sindicalismo autônomo, enfatizava também os diversos meios (música, rádio, educação, comemorações cívicas) utilizados para veicular o conjunto de novos valores a serem transmitidos a essas massas
- Do fato de, nesse momento histórico, as necessidades específicas surgidas na política brasileira de legitimar o Estado, terem se baseado na “personalização do poder”, na imagem da soberania do Estado, em que a figura de Getúlio Vargas não poderia se confundir com a do próprio Estado, pois reforçaria as relações paternalistas