Questão de História — História do Brasil — SELECON 2024
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg360372
- Banca
- SELECON
- Órgão
- Prefeitura de Lucas do Rio Verde - MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de História - Edital nº 6
Acerca dos inúmeros quilombos que se formaram por todo o território brasileiro desde o início da colonização portuguesa, pode-se considerar que:“Os quilombos, quando cresciam por uma série de circunstâncias favoráveis, como, por exemplo, isolamento maior, melhor fertilidade do solo, possibilidade de recrutar novos membros para o grupo entre a população escrava, etc., tinham de se organizar de forma sistemática, criando uma estrutura para a comunidade. Não eram um conglomerado de negros ‘bárbaros’ (...)”.(MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. Editora Brasiliense. São Paulo, 1987. p. 34.)Como características e práticas presentes na organização dos quilombos na América portuguesa e no Brasil Imperial, pode-se destacar que:
- Aà medida que os quilombos cresciam, procurava-se organizar-se internamente para poder pôr em funcionamento os grupos populacionais do reduto, isolando-se das comunidades vizinhas aos quilombos, constituindo formas de governo, religião, propriedade, família e, especialmente, a economia
- Ba religião da República de Palmares era constituída por fortes valores religiosos africanos, que buscava afastar-se de um cristianismo fortemente sincretizado, evitando a construção de capelas católicas e da exposição de várias imagens, como as de Nossa Senhora da Conceição, do Menino Jesus e de São Brás
- CPalmares, considerado o maior exemplo de grande quilombo, constitui-se como uma Confederação de Quilombos, reunindo, pelo menos, vários mocambos e suas lideranças, como o de Zumbi, o de Tabocas, o de Osenga e o de Acotirene, caracterizado por um forte poder central que anulava a autonomia dos mocambos
- Dsua economia propiciava uma produção de excedentes, contrastando com a perene miséria alimentar da população colonial das regiões litorâneas, prevalecendo o trabalho cooperativo e a solidariedade social que, após atender as necessidades básicas de sua população, trocavam os excedentes por produtos essenciais