Questão de História — História do Brasil — SELECON 2024
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg360382
- Banca
- SELECON
- Órgão
- Prefeitura de Lucas do Rio Verde - MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de História e Geografia
Acerca do empreendimento colonial português na América, Gilberto Freire apresentou essa consideração:“Para os portugueses o ideal teria sido não uma colônia de plantação, mas outra Índia (...). As circunstâncias americanas é que fizeram do povo colonizador de tendências menos rurais ou, pelo menos, com o sentido agrário mais pervertido pelo mercantilismo, o mais rural de todos: do povo que a Índia transformara no mais parasitário, o mais criador. Entre aquelas circunstâncias avultam imperiosas: as qualidades e as condições físicas da terra; as condições morais e materiais da vida e cultura de seus habitantes.”(FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. SP, Global, 2006. p. 43.)Pegando como referência esse fragmento presente no clássico “Casa Grande e Senzala”, pode-se considerar como um aspecto da conjuntura que assinalou o início da colonização lusa na América o fato:
- Ade, com a chegada do colonizador português nas terras americanas, e diante da vastidão e riqueza das terras aqui encontradas e conquistadas, e devido à reduzida população de Portugal à época frente ao vasto império além-mar, a Coroa não ter se preocupado em exercer o controle sobre o território colonial
- Bdo Estado Nacional português, formado precocemente no final da Idade Média fruto da longeva Guerra de Reconquista, quando os reinos cristãos da Península Ibérica aliavam-se na luta pela expulsão dos mouros, ter na sua ascendente burguesia mercantil, associada à aristocracia feudal, uma de suas bases sociais
- Cde seu caráter mercantil ter predominado na aliança de interesses entre o Estado português e a emergente classe social de mercadores burgueses, levando-os a apostar nos empreendimentos de médio e de longos prazos, mesmo diante da difícil, demorada e custosa atividade produtiva na América lusa
- Dda carência de capitais por parte dos portugueses que realizaram a ocupação e a colonização, em especial a pequena nobreza lusa, ter contribuído para o pouco interesse dos mesmos, haja vista não terem encontrado por aqui uma produção de excedentes que possibilitasse elevadas margens de lucro