Questão de História — História do Brasil — SELECON 2024
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg360383
- Banca
- SELECON
- Órgão
- Prefeitura de Lucas do Rio Verde - MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de História e Geografia
A escravidão nativa predominou, em tempos variados, dependendo da maior ou menor oferta de braços. No litoral nordestino, pelo menos até o fim do século XVI, o trabalho cativo dos nativos predominou; na região centro-sul (atual sudeste), o cativo indígena predominou, pelo menos, até o início do século XVII, enquanto na região norte, onde a oferta de braços nativos era maior, teria predominado até, pelo menos, o século XVIII.Para uma melhor compreensão acerca do sistema escravista colonial português nos trópicos, deve-se considerar o fato da:
- Aescravidão dos povos originários ter sido regulamentada pela legislação de fins do século XVI que, mesmo considerando ilegal o cativeiro dos nativos, tornava lícito escravizar os nativos capturados em guerras justas, seja no combate às nações indígenas que não aceitavam a evangelização, seja na aquisição por resgate dos que eram aprisionados por aldeias adversárias
- Bescravidão, tanto dos nativos, como dos africanos, ter sido uma atividade bastante lucrativa, principalmente no nível da circulação da mercadoria humana, responsável pela Diáspora Africana de milhões de homens, mulheres e crianças, mas que não rendia bons lucros no nível da produção, dificultando a acumulação de capital por parte do grande proprietário de terras e de escravos na colônia
- Cda colonização portuguesa não ter transformado os africanos escravizados na principal força de trabalho nos engenhos e nos demais centros produtores coloniais, haja vista o elevado nível de mortalidade dos africanos nas viagens nos “navios tumbeiros”, além das doenças que contraiam no contato com os europeus, apesar da reposição física da escravaria se efetuar por meio do tráfico atlântico
- Dalta lucratividade do tráfico atlântico reforçar o caráter mercantil da sociedade colonial, mesmo diante dos interesses aristocráticos da nobreza da terra, e que os grandes mercadores que atuavam no comércio atacadista, ou de “grosso trato”, acumularem muito poder econômico, mas não poderes políticos, que se encontravam nas mãos dos grandes produtores escravistas e exportadores coloniais