Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Avança SP 2025
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg413645
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Acesso Direto
A portaria conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025 aprovou as novas diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero, utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. Segundo essa atualização, como rastreamento primário, as mulheres consideradas como de risco padrão devem:
ARealizar colpocitologia oncótica (exame de Papanicolaou), a partir dos 21 anos, repetir a cada 3 anos. Realizar teste de detecção DNA-HPV oncogênico caso citologia alterada.
BRealizar teste de detecção DNA-HPV oncogênico a partir dos 21 anos, repetir a cada 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
CRealizar teste de deteção DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, repetir a cada 3 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
DRealizar teste de deteção DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, repetir a cada 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
ERealizar colpocitologia oncótica (exame de Papanicolaou) a partir dos 25 anos, repetir a cada 3 anos. Realizar teste de detecção DNA-HPV oncogênico caso citologia alterada.
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GabaritoD — Realizar teste de deteção DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, repetir a cada 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
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Rastreamento do câncer de colo do útero: novas diretrizes brasileiras (2025)
Gabarito: letra D. Segundo a Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13/2025, o rastreamento primário do câncer de colo do útero para mulheres de risco padrão passou a ser realizado com teste molecular de detecção de DNA-HPV oncogênico, a partir dos 25 anos, repetido a cada 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico seja detectado. Essa atualização substitui a citologia oncótica (Papanicolaou) como método de rastreamento primário, alinhando o Brasil às diretrizes internacionais mais recentes.
A mudança representa uma virada paradigmática na prevenção do câncer de colo do útero. Historicamente, o rastreamento era baseado na citologia oncótica (Papanicolaou), que detecta alterações celulares já instaladas. O novo paradigma, baseado na detecção do DNA-HPV oncogênico, atua na causa da doença: a infecção persistente por tipos de HPV de alto risco (especialmente 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos). A lógica é simples: como o câncer de colo do útero é causado pela infecção persistente por HPV oncogênico, detectar o vírus antes do desenvolvimento de lesões permite uma prevenção mais eficaz e um intervalo de rastreamento maior.
A idade de início aos 25 anos reflete o conhecimento de que a infecção por HPV é extremamente comum em mulheres jovens, mas a maioria é transitória e regride espontaneamente. Iniciar o rastreamento antes dos 25 anos levaria a um excesso de diagnósticos e procedimentos desnecessários em lesões que regrediriam naturalmente. O intervalo de 5 anos é seguro porque a progressão de uma infecção persistente para câncer invasor leva, em média, de 10 a 20 anos, e um teste de HPV negativo tem um altíssimo valor preditivo negativo, ou seja, a probabilidade de desenvolver câncer nos próximos 5 anos é extremamente baixa.
A distinção crucial que a banca explora é entre o método de rastreamento (citologia vs. teste de HPV) e os parâmetros de idade e intervalo. As alternativas misturam esses elementos: algumas mantêm a citologia como método primário (A e E), outras usam o teste de HPV mas com idade ou intervalo incorretos (B e C). A alternativa D é a única que combina corretamente os três elementos: teste de HPV, início aos 25 anos e intervalo de 5 anos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as diretrizes antigas e as novas. A recomendação anterior (INCA 2016) era citologia a partir dos 21 anos, a cada 3 anos. A nova diretriz (2025) muda para teste de HPV a partir dos 25 anos, a cada 5 anos. As alternativas A e E misturam o método antigo com a idade nova, e as alternativas B e C usam o método novo com idade ou intervalo antigos. O candidato que não conhece a atualização cai facilmente na alternativa A, que parece familiar.
1Teste DNA-HPV oncogênico
2Início aos 25 anos
3Intervalo de 5 anos
4Negativo → repetir
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Mantém a colpocitologia oncótica (Papanicolaou) como método de rastreamento primário, o que contraria a nova diretriz que estabelece o teste de DNA-HPV oncogênico como método primário. Além disso, a idade de início (21 anos) e o intervalo (3 anos) são os parâmetros da diretriz antiga (INCA 2016), não da Portaria SAES/SECTICS nº 13/2025. A citologia passa a ter papel apenas em situações específicas, como triagem de mulheres com teste de HPV positivo, não como rastreamento primário.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Usa o teste de DNA-HPV oncogênico como método, o que está correto, mas com idade de início aos 21 anos, que é o parâmetro da diretriz antiga. A nova diretriz estabelece o início aos 25 anos. O intervalo de 5 anos está correto, mas a idade de início errada torna a alternativa incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Usa o teste de DNA-HPV oncogênico como método e a idade de início aos 25 anos, ambos corretos, mas com intervalo de 3 anos, que é o intervalo da diretriz antiga para citologia. A nova diretriz estabelece o intervalo de 5 anos para o teste de HPV. O intervalo de 3 anos seria excessivamente curto e desnecessário para um teste com alto valor preditivo negativo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa combina corretamente os três elementos da nova diretriz: teste de DNA-HPV oncogênico como método de rastreamento primário, início aos 25 anos e intervalo de 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico seja detectado. Essa é a recomendação da Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13/2025 para mulheres de risco padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Mantém a colpocitologia oncótica (Papanicolaou) como método de rastreamento primário, o que contraria a nova diretriz. Embora a idade de início (25 anos) e o intervalo (3 anos) estejam parcialmente corretos (a idade está correta, o intervalo não), o método está errado. A citologia não é mais o rastreamento primário; o teste de DNA-HPV oncogênico é que assume esse papel.