Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao câncer colorretal:
APólipos adenomatosos são precursores do câncer e, por meio de sua remoção precoce, o carcinoma pode ser prevenido.
BA colonoscopia tem limitações para fornecer a localização exata do tumor.
CO antígeno carcinoembrionário (CEA) é uma ferramenta importante no rastreio do câncer colorretal uma vez que sua elevação pode ser a primeira indicação da presença do câncer.
DA presença de invasão linfovascular, perineural e "budding" tumoral estão associados a um pior prognóstico.
EOs locais mais comuns de metástases são: fígado, pulmão e peritónio.
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GabaritoC — O antígeno carcinoembrionário (CEA) é uma ferramenta importante no rastreio do câncer colorretal uma vez que sua elevação pode ser a primeira indicação da presença do câncer.
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Câncer colorretal: rastreamento, diagnóstico e prognóstico
Gabarito: letra C. A afirmativa incorreta é a que atribui ao antígeno carcinoembrionário (CEA) papel de ferramenta importante no rastreio do câncer colorretal. O CEA é um marcador tumoral utilizado no monitoramento de pacientes já diagnosticados e tratados, para detectar recorrência ou metástase — não é recomendado para rastreamento populacional, pois tem baixa sensibilidade e especificidade para essa finalidade. As demais alternativas estão corretas: pólipos adenomatosos são precursores (via adenoma-carcinoma), a colonoscopia tem limitações na localização exata do tumor, fatores histológicos como invasão linfovascular, perineural e budding indicam pior prognóstico, e os sítios metastáticos mais comuns são fígado, pulmão e peritônio.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais prevalentes e uma das poucas em que a detecção precoce pode prevenir o desenvolvimento do carcinoma, pois a maioria dos casos evolui a partir de pólipos adenomatosos — a chamada sequência adenoma-carcinoma. A remoção desses pólipos durante a colonoscopia interrompe essa progressão, reduzindo a incidência e a mortalidade. Por isso, o rastreamento do CCR é baseado em métodos que detectam tanto lesões precursoras quanto câncer em fase inicial, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), a colonoscopia e a retossigmoidoscopia.
O antígeno carcinoembrionário (CEA) é uma glicoproteína que pode estar elevada em diversos tumores, especialmente no colorretal. No entanto, sua utilidade clínica é bem definida: serve para monitoramento de pacientes já tratados, ajudando a detectar recorrência ou metástase precocemente. Não é usado para rastreamento em população assintomática, pois sua sensibilidade e especificidade são insuficientes — pode estar normal em cânceres iniciais e elevado em condições benignas (tabagismo, doenças inflamatórias intestinais, hepatopatias). Por isso, a alternativa C erra ao chamá-lo de "ferramenta importante no rastreio".
A colonoscopia é o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento de lesões precursoras, mas tem limitações na localização exata do tumor, especialmente em lesões planas ou em dobras, o que pode dificultar o planejamento cirúrgico. Já os fatores histológicos adversos — invasão linfovascular, invasão perineural e budding tumoral — são marcadores de agressividade e pior prognóstico, pois indicam maior capacidade de disseminação. As metástases mais frequentes do CCR ocorrem no fígado (via portal), pulmão e peritônio, refletindo o padrão de drenagem venosa e a disseminação transcelômica.
A pegadinha central desta questão é a troca de finalidade do CEA: o candidato pode lembrar que o CEA é um marcador do CCR e assumir que ele serve para rastreio, mas a prática clínica e as diretrizes o reservam para seguimento. Guarde a distinção: rastreio (população assintomática) usa PSOF e colonoscopia; monitoramento (pós-tratamento) usa CEA e exames de imagem. É exatamente essa fronteira que separa a alternativa correta das demais.
Câncer colorretal: Rastreio (população assintomática) (PSOF, Colonoscopia, Retossigmoidoscopia); Monitoramento (pós-tratamento) (CEA, Exames de imagem); Fatores de pior prognóstico (Invasão linfovascular, Invasão perineural, Budding tumoral); Metástases mais comuns (Fígado, Pulmão, Peritônio)
Alternativa A — ✅ Correta
A afirmação está correta. Pólipos adenomatosos são lesões precursoras do câncer colorretal, e sua remoção precoce durante a colonoscopia interrompe a sequência adenoma-carcinoma, prevenindo o desenvolvimento do carcinoma. Esse é o fundamento do rastreamento e da prevenção secundária do CCR.
Alternativa B — ✅ Correta
A afirmação está correta. A colonoscopia, apesar de ser o exame padrão-ouro, tem limitações para fornecer a localização exata do tumor, especialmente em lesões planas, sésseis ou localizadas em dobras da mucosa. Isso pode dificultar o planejamento cirúrgico e a correlação com exames de imagem.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A afirmação está incorreta. O CEA não é ferramenta de rastreio do câncer colorretal. Sua principal utilidade é o monitoramento de pacientes já diagnosticados e tratados, para detectar precocemente recorrência ou metástase. No rastreamento populacional, o CEA tem baixa sensibilidade e especificidade, podendo estar normal em cânceres iniciais e elevado em condições benignas. A banca troca a finalidade do marcador: rastreio (PSOF, colonoscopia) versus monitoramento (CEA).
Alternativa D — ✅ Correta
A afirmação está correta. A presença de invasão linfovascular, invasão perineural e budding tumoral são fatores histológicos associados a pior prognóstico no câncer colorretal, pois indicam maior capacidade de disseminação e agressividade tumoral.
Alternativa E — ✅ Correta
A afirmação está correta. Os locais mais comuns de metástases do câncer colorretal são fígado (via sistema portal), pulmão e peritônio, refletindo o padrão de drenagem venosa e a disseminação transcelômica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a finalidade do CEA: no rastreio, usam-se PSOF e colonoscopia; o CEA é para monitoramento pós-tratamento. Quem lembra que o CEA é marcador do CCR pode assumir que serve para rastreio — mas a prática clínica o reserva para seguimento. Fique atento a essa distinção!
NÃO CAIA NESSA!
Para questões sobre marcadores tumorais, pergunte-se sempre: "qual é a finalidade?" Rastreio (população assintomática) usa métodos de imagem e PSOF; monitoramento (pós-tratamento) usa marcadores como CEA. Essa distinção resolve muitas pegadinhas.
Gabarito: letra C — a única afirmativa incorreta é a que atribui ao CEA papel no rastreio do câncer colorretal.