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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg413707
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia Pediátrica
Recém-nascido prematuro com baixo peso ao nascer, submetido a acesso intravenoso prolongado e nutrição parenteral, após 30 dias em UTI evolui com febre, hipotensão, palidez e pele marmorizada e taquicardia. Apresenta também taquipneia e episódios de apneia. Evolui com aparecimento de icterícia, esplenomegalia e petéquias. A confirmação diagnóstica é feita com:
  1. AAspirado traqueal
  2. BHemocultura
  3. CHemograma e PCR
  4. DContagem de plaquetas
  5. EValor da procalcitonina
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GabaritoB — Hemocultura

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sepse neonatal tardia: diagnóstico por hemocultura

Gabarito: letra B (Hemocultura). O quadro descrito — recém-nascido prematuro, baixo peso, acesso venoso prolongado e nutrição parenteral, que após 30 dias evolui com febre, hipotensão, taquicardia, taquipneia, apneia, icterícia, esplenomegalia e petéquias — é a apresentação clássica de sepse neonatal tardia, e o padrão-ouro para confirmação diagnóstica é a hemocultura, que identifica o agente etiológico na corrente sanguínea. As demais alternativas são exames complementares que auxiliam na avaliação, mas nenhuma confirma o diagnóstico de sepse.

A sepse neonatal é uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica à infecção, que ocorre nos primeiros 28 dias de vida. Ela se divide em duas formas principais, com base na idade de início dos sintomas: a sepse precoce, que surge nas primeiras 48 a 72 horas de vida, geralmente por transmissão vertical (do canal de parto ou via placentária), e a sepse tardia, que se manifesta após esse período, frequentemente associada a fatores hospitalares, como o uso de cateteres venosos centrais, nutrição parenteral e ventilação mecânica. No caso apresentado, o recém-nascido prematuro, com baixo peso e submetido a acesso intravenoso prolongado e nutrição parenteral, que desenvolve os sintomas após 30 dias de internação, se encaixa perfeitamente no perfil de risco para sepse tardia, cujos agentes mais comuns são os estafilococos coagulase-negativos, o Staphylococcus aureus e fungos como a Candida spp.

A confirmação diagnóstica da sepse neonatal, seja precoce ou tardia, depende da identificação do microrganismo no sangue, o que é feito pela hemocultura. Esse exame consiste na coleta de sangue periférico (e, idealmente, também do lúmen do cateter, quando presente) em frascos de cultura, que são incubados para permitir o crescimento bacteriano ou fúngico. A hemocultura é considerada o padrão-ouro porque fornece a prova definitiva da infecção, permitindo a identificação do agente e a realização do antibiograma, que orienta a escolha do antimicrobiano mais adequado. É importante ressaltar que, em recém-nascidos, a coleta deve ser feita com técnica rigorosa e volume adequado de sangue (geralmente 1 a 2 mL por frasco), para aumentar a sensibilidade do exame.

Os demais exames citados nas alternativas são úteis como marcadores de infecção ou para avaliar complicações, mas não confirmam o diagnóstico. O hemograma pode mostrar leucocitose ou leucopenia, neutropenia, desvio à esquerda e trombocitopenia, mas esses achados são inespecíficos e podem ocorrer em outras condições. A proteína C reativa (PCR) e a procalcitonina são reagentes de fase aguda que se elevam em processos inflamatórios e infecciosos, mas também não são específicas para sepse. A contagem de plaquetas pode estar diminuída na sepse, mas a trombocitopenia tem múltiplas causas no recém-nascido. O aspirado traqueal é utilizado para diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica, não sendo o exame de escolha para sepse sistêmica. Portanto, a hemocultura é o exame que confirma a presença do agente infeccioso na corrente sanguínea, sendo o método diagnóstico definitivo.

A banca explora a confusão entre exames que sugerem e exames que confirmam a sepse. O candidato que não domina o conceito de padrão-ouro pode marcar hemograma, PCR ou procalcitonina, que são exames inespecíficos, ou a contagem de plaquetas, que é um achado laboratorial. A hemocultura é o único exame que, ao isolar o microrganismo, confirma a etiologia infecciosa. Guarde essa distinção: na sepse, a confirmação é sempre microbiológica, e a hemocultura é o exame de escolha.

  1. 1Fatores de risco (prematuridade, cateter, NPT)
  2. 2Síndrome de resposta inflamatória (febre, hipotensão)
  3. 3Suspeita clínica (inespecífica)
  4. 4Hemocultura — padrão-ouro
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O aspirado traqueal é um exame utilizado para diagnosticar pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), coletando secreção das vias aéreas inferiores para cultura. No caso descrito, o recém-nascido apresenta um quadro sistêmico de sepse, com febre, hipotensão e disfunção de múltiplos órgãos, e não há menção a ventilação mecânica ou foco pulmonar como principal suspeita. O aspirado traqueal não é o exame de escolha para confirmar sepse neonatal, pois não avalia a corrente sanguínea.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A hemocultura é o padrão-ouro para o diagnóstico de sepse, pois permite o isolamento e a identificação do agente etiológico no sangue. No recém-nascido com sepse tardia, a coleta de sangue para cultura é essencial para confirmar a infecção e guiar a antibioticoterapia. O quadro clínico apresentado — febre, hipotensão, taquicardia, taquipneia, apneia, icterícia, esplenomegalia e petéquias — é altamente sugestivo de sepse, e a hemocultura é o exame que confirma o diagnóstico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O hemograma e a PCR são exames que sugerem a presença de infecção, mas não a confirmam. O hemograma pode mostrar alterações como leucocitose, leucopenia, neutropenia ou desvio à esquerda, e a PCR é uma proteína de fase aguda que se eleva em processos inflamatórios. No entanto, esses achados são inespecíficos e podem ocorrer em outras condições, como estresse, asfixia ou síndrome do desconforto respiratório. Portanto, não são exames confirmatórios para sepse.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A contagem de plaquetas pode estar diminuída (trombocitopenia) na sepse, devido ao consumo, à destruição ou à produção reduzida, mas é um achado inespecífico. A trombocitopenia no recém-nascido pode ter diversas causas, como infecções congênitas, asfixia, hemangiomas ou doenças autoimunes. A contagem de plaquetas não confirma o diagnóstico de sepse, sendo apenas um marcador laboratorial que pode estar alterado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A procalcitonina é um biomarcador que se eleva em infecções bacterianas graves e pode ser útil na avaliação de sepse, mas não é um exame confirmatório. Assim como a PCR, a procalcitonina é um exame complementar que auxilia na suspeita diagnóstica, mas a confirmação da sepse depende do isolamento do microrganismo, que é feito pela hemocultura.

Gabarito: letra B

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