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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — Avança SP 2025

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
qg413713
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia Pediátrica
Menina de 7 anos, não vacinada contra o sarampo, frequenta uma escola onde foi confirmado um caso de sarampo que evoluiu com pneumonia e necessidade de internação. Os pais relatam que evitaram vaciná-la por medo de efeitos adversos. A criança não teve contato direto com o caso confirmado, pois estuda em turno diferente, mas, a família busca orientação sobre o que deve ser feito agora. Qual deve ser a conduta mais adequada neste caso?
  1. AAplicar a vacina tríplice viral (SCR) conforme o calendário vacinal para idade, uma vez que há caso confirmado de sarampo na escola.
  2. BNão vacinar e apenas notificar o caso para investigação epidemiológica por 30 dias.
  3. CAdministrar imunoglobulina específica associada à vacina para garantir maior proteção.
  4. DVacinar e iniciar antiviral para ampliar o bloqueio epidemiológico.
  5. ENão vacinar e manter observação clínica por 10 dias, que corresponde ao período de incubação do vírus.
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GabaritoA — Aplicar a vacina tríplice viral (SCR) conforme o calendário vacinal para idade, uma vez que há caso confirmado de sarampo na escola.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Profilaxia pós-exposição ao sarampo em criança não vacinada

Gabarito: letra A. Em surto de sarampo, a conduta para contato suscetível (não vacinado) é a vacinação de bloqueio com a tríplice viral (SCR), conforme o Calendário Nacional de Vacinação — a criança de 7 anos, sem vacina, deve receber a dose indicada para a idade, mesmo sem contato direto, pois o sarampo é altamente transmissível no ambiente escolar. A vacina é eficaz na profilaxia pós-exposição se administrada em até 72 horas do contato, e a imunoglobulina é reservada para situações específicas (imunocomprometidos, gestantes, lactentes < 6 meses), não sendo indicada associada à vacina de rotina.

O sarampo é uma doença febril exantemática aguda, altamente infecciosa, de etiologia viral (RNA vírus, gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae), transmitida por via respiratória, por gotículas ou aerossóis. A transmissibilidade é tão alta que causa doença em 75 a 90% dos contatos domiciliares suscetíveis. No contexto de um caso confirmado na escola, mesmo sem contato direto, a criança não vacinada é considerada contato suscetível e deve ser protegida.

A profilaxia pós-exposição ao sarampo depende do estado imunológico e da idade do contato. Para contatos suscetíveis imunocompetentes, a vacina tríplice viral (SCR) é a medida de escolha, devendo ser administrada em até 72 horas após a exposição. A vacina é mais eficaz que a imunoglobulina na prevenção de casos em suscetíveis. A imunoglobulina específica (ou humana normal) é indicada para contatos com contraindicação à vacina ou com alto risco de complicações, como imunocomprometidos, gestantes e lactentes menores de 6 meses, e deve ser administrada em até 6 dias após a exposição.

A criança de 7 anos, não vacinada, sem contraindicação, deve receber a vacina tríplice viral conforme o calendário. A vacinação de bloqueio é uma estratégia de saúde pública para interromper a cadeia de transmissão. A notificação do caso é obrigatória, mas não substitui a vacinação. A observação clínica isolada não é conduta adequada, pois a criança permanece suscetível e pode desenvolver a doença. O uso de antiviral não tem papel na profilaxia ou tratamento do sarampo, que é uma doença viral sem terapia antiviral específica.

A alternativa correta é a letra A, pois reflete a conduta de vacinar a criança suscetível com a tríplice viral, conforme o calendário vacinal, em situação de surto. As demais alternativas apresentam condutas inadequadas, como não vacinar, usar imunoglobulina associada à vacina, usar antiviral ou apenas observar.

  1. 1Identificar contato suscetível
  2. 2Vacina SCR até 72h
  3. 3Imunoglobulina até 6 dias
  4. 4Notificação obrigatória
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta correta é aplicar a vacina tríplice viral (SCR) conforme o calendário vacinal para a idade, pois há caso confirmado de sarampo na escola. A criança de 7 anos, não vacinada, é suscetível e deve receber a vacina de bloqueio. A vacina é eficaz na profilaxia pós-exposição se administrada em até 72 horas do contato, e a criança está dentro desse prazo. A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a doença e interromper a transmissão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não vacinar e apenas notificar o caso para investigação epidemiológica por 30 dias é conduta inadequada. A notificação é obrigatória, mas não substitui a vacinação de bloqueio. A criança suscetível deve ser vacinada para prevenir a doença. A investigação epidemiológica é importante, mas a profilaxia pós-exposição com a vacina é a medida prioritária.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Administrar imunoglobulina específica associada à vacina para garantir maior proteção é incorreto. A imunoglobulina é indicada para contatos com contraindicação à vacina ou alto risco de complicações (imunocomprometidos, gestantes, lactentes < 6 meses). Em contatos suscetíveis imunocompetentes, a vacina é a medida de escolha, e a associação com imunoglobulina não é recomendada, pois pode interferir na resposta imune à vacina.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Vacinar e iniciar antiviral para ampliar o bloqueio epidemiológico é incorreto. Não há antiviral específico para o sarampo. O tratamento é de suporte, com antipiréticos, hidratação e reposição de vitamina A. A vacinação é a medida de profilaxia, mas o uso de antiviral não tem indicação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não vacinar e manter observação clínica por 10 dias, que corresponde ao período de incubação do vírus, é incorreto. O período de incubação do sarampo é de 7 a 18 dias, com média de 10 a 12 dias, mas a observação clínica não é conduta adequada para profilaxia. A criança suscetível deve ser vacinada para prevenir a doença. A observação apenas deixaria a criança exposta ao risco de desenvolver sarampo e complicações.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as medidas de profilaxia pós-exposição: vacina versus imunoglobulina. A vacina é a escolha para contatos suscetíveis imunocompetentes, enquanto a imunoglobulina é reservada para casos especiais. O candidato que confunde as indicações pode errar ao escolher a alternativa C. Lembre-se: vacina para quem pode receber, imunoglobulina para quem não pode.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de profilaxia pós-exposição, identifique o estado imunológico do contato e o tempo desde a exposição. Vacina até 72 horas para imunocompetentes; imunoglobulina até 6 dias para imunocomprometidos, gestantes e lactentes < 6 meses. Essa distinção é a chave para acertar.

Gabarito: letra A

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