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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg413715
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia Pediátrica
Criança de 4 anos é trazida ao pronto-socorro com história de febre, tosse e coriza há quatro dias. Inicialmente, o quadro parecia uma infecção viral de vias aéreas superiores, mas não houve melhora. Nos últimos dois dias, a febre passou a ser alta (até 40 °C) e a criança apresenta dor torácica à direita, inapetência e prostração. Ao exame físico: taquipneia, roncos e estertores inspiratórios em hemitórax direito. Qual o diagnóstico mais provável e o agente etiológico mais comum nessa faixa etária?
  1. APneumonia bacteriana comunitária — Streptococcus pneumoniae.
  2. BBronquiolite viral aguda — Vírus sincicial respiratório (VSR).
  3. CPneumonia atípica — Mycoplasma pneumoniae.
  4. DInfluenza — Vírus Influenza A.
  5. ESinusite bacteriana — Haemophilus influenzae.
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GabaritoA — Pneumonia bacteriana comunitária — Streptococcus pneumoniae.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pneumonia bacteriana comunitária na infância

Gabarito: letra A. O quadro descrito — febre alta (até 40 °C), dor torácica à direita, taquipneia, roncos e estertores inspiratórios localizados em hemitórax direito, após pródromo viral — é clássico de pneumonia bacteriana comunitária, cujo agente etiológico mais comum em crianças (especialmente < 6 anos) é o Streptococcus pneumoniae (pneumococo). A apresentação contrasta com a pneumonia atípica (início gradual, febre baixa, achados difusos) e com a bronquiolite viral (sibilância, idade < 2 anos).

A pneumonia é uma infecção do parênquima pulmonar, acometendo alvéolos e bronquíolos, e pode ser classificada em adquirida na comunidade (PAC) ou hospitalar. Na criança, a PAC é uma das principais causas de morbidade e mortalidade, e o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em febre, tosse, taquipneia e achados focais à ausculta. A taquipneia é um sinal particularmente útil: em crianças de 1 a 4 anos, frequência respiratória ≥ 40 mrm já levanta forte suspeita. A presença de dor torácica e estertores localizados reforça o comprometimento parenquimatoso focal, típico da etiologia bacteriana.

O agente etiológico varia conforme a faixa etária e o padrão clínico. O Streptococcus pneumoniae é o principal agente bacteriano em todas as idades, mas especialmente em crianças jovens (< 6 anos), causando o quadro supurativo clássico: início súbito, febre alta, toxemia, achados focais e infiltrado à radiografia. Outros agentes bacterianos incluem Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus. Já o Mycoplasma pneumoniae é o agente típico da pneumonia atípica em escolares e adolescentes (> 5 anos), com início gradual, febre baixa e achados difusos. As pneumonias virais, por sua vez, são mais comuns entre 3 meses e 5 anos, com sintomas de vias aéreas superiores proeminentes, febre baixa ou ausente e sibilos.

A distinção entre pneumonia bacteriana e viral é crucial para a conduta, pois a primeira exige antibioticoterapia precoce. A banca explora exatamente essa fronteira: o quadro descrito no enunciado — febre alta sustentada, prostração, dor torácica e ausculta focal — aponta para a forma bacteriana, não para a viral ou atípica. A história de pródromo viral (tosse e coriza) é comum, pois a infecção viral frequentemente precede a colonização bacteriana por via aspirativa.

Guarde o critério decisivo: febre alta + sintomas focais (dor torácica, estertores localizados) + taquipneia = pneumonia bacteriana (pneumococo); febre baixa + início gradual + achados difusos = atípica (micoplasma); sibilância + idade < 2 anos = viral/bronquiolite. É nesse contraste que as alternativas se separam.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A pneumonia bacteriana comunitária é a hipótese mais provável: febre alta (até 40 °C), dor torácica à direita, taquipneia, prostração e estertores inspiratórios localizados em hemitórax direito são manifestações típicas da forma supurativa. O Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais comum nessa faixa etária (crianças < 6 anos), conforme a tabela de síndromes clínicas em pneumonias na infância, que descreve a síndrome bacteriana com "início súbito, febre alta/toxemia, achados focais na ausculta respiratória, dor torácica/abdominal".

Alternativa B — ❌ Incorreta

A bronquiolite viral aguda, causada pelo VSR, acomete tipicamente lactentes < 2 anos e cursa com sibilância, taquipneia e desconforto respiratório, mas sem febre alta sustentada nem dor torácica focal. O quadro descrito (criança de 4 anos, febre de 40 °C, estertores localizados) não se encaixa. A bronquiolite é uma infecção viral das pequenas vias aéreas, com padrão difuso, não focal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A pneumonia atípica por Mycoplasma pneumoniae é mais comum em escolares e adolescentes (> 5 anos), com início gradual, febre baixa e achados difusos à ausculta. A criança de 4 anos com febre alta (40 °C), dor torácica e estertores localizados em hemitórax direito não se enquadra nesse padrão. O micoplasma causa infiltrado intersticial difuso, não consolidação focal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A influenza (gripe) é uma infecção viral que cursa com febre, tosse, mialgias e coriza, mas não produz dor torácica focal nem estertores localizados em um hemitórax. A febre na gripe não complicada costuma persistir por até 5 dias; a persistência além disso sugere superinfecção bacteriana. O quadro descrito é de pneumonia, não de influenza isolada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sinusite bacteriana, embora possa ser causada por Haemophilus influenzae, manifesta-se com congestão nasal, dor facial e secreção purulenta por > 10 dias, sem acometimento pulmonar (sem taquipneia, dor torácica ou estertores). O Haemophilus influenzae é um agente de pneumonia bacteriana, mas não é o mais comum na infância — o pneumococo o supera. Além disso, o quadro clínico é claramente pulmonar, não sinusal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os padrões clínicos das pneumonias. O candidato pode ser tentado a escolher a pneumonia atípica (letra C) por ser "comum em crianças", mas o quadro de febre alta, dor torácica e achados focais é o oposto do padrão atípico (febre baixa, início gradual, achados difusos). A chave é associar a síndrome clínica ao agente: supurativa/focal = pneumococo; atípica/difusa = micoplasma. Com treino, você reconhece esses padrões de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de pneumonia na infância, monte um quadro mental com três colunas: bacteriana típica (febre alta, início súbito, foco à ausculta, dor torácica → pneumococo), atípica (febre baixa, início gradual, difuso → micoplasma em > 5 anos) e viral (sibilância, febre baixa, idade < 5 anos). A taquipneia é o sinal mais sensível e específico após excluir bronquiolite e asma — use-a como primeiro filtro.

Gabarito: letra A

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