Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — Avança SP 2025
Medicina›Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
qg413791
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
Paciente masculino, 55 anos, vítima de trauma penetrante em região axilar esquerda por arma branca, apresenta sangramento ativo e hematoma expansivo. Durante a exploração cirúrgica de urgência, o cirurgião vascular identifica lesão arterial na transição entre o primeiro e segundo segmentos da artéria axilar. Para adequado controle proximal e distal da lesão, o cirurgião deve considerar que a artéria axilar:
AOrigina-se diretamente da artéria subclávia sem divisões anatômicas relevantes para o acesso cirúrgico.
BÉ dividida em quatro porções pelo músculo deltoide, com a lesão situada na região do hiato dos adutores.
CPassa profundamente pelo canal dos adutores, exigindo abordagem posterior para controle vascular.
DForma ramificações na região glútea sem relação anatômica com o músculo peitoral menor.
EÉ dividida em três porções pelo músculo peitoral menor, sendo a lesão localizada na transição da primeira para a segunda porção, anterior ao músculo.
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GabaritoE — É dividida em três porções pelo músculo peitoral menor, sendo a lesão localizada na transição da primeira para a segunda porção, anterior ao músculo.
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Anatomia da artéria axilar: divisão pelo músculo peitoral menor
Gabarito: letra E. A artéria axilar é dividida em três porções pelo músculo peitoral menor, e a lesão descrita — na transição entre o primeiro e o segundo segmentos — localiza-se anterior (ou proximal) a esse músculo. Essa é a anatomia cirúrgica clássica que orienta o controle vascular proximal e distal em traumas penetrantes da região axilar.
A artéria axilar é a continuação direta da artéria subclávia, iniciando-se na borda lateral da primeira costela e terminando na borda inferior do músculo redondo maior, onde se torna artéria braquial. O ponto de referência anatômico fundamental para o cirurgião é o músculo peitoral menor, que cruza o vaso e o divide em três porções, cada uma com ramos e relações cirúrgicas próprias. Essa divisão não é meramente acadêmica: ela determina a via de acesso, os reparos anatômicos e os riscos de lesão de estruturas vizinhas.
Na prática cirúrgica, o conhecimento dessa anatomia é essencial para o controle de sangramentos. Em um trauma penetrante na axila, o cirurgião precisa identificar rapidamente em qual porção da artéria está a lesão para planejar a abordagem. A primeira porção, proximal ao peitoral menor, é a mais profunda e de acesso mais difícil; a segunda, posterior ao músculo, é a mais exposta e frequentemente lesada; a terceira, distal, já se aproxima do braço. A lesão na transição entre a primeira e a segunda porção, como no caso, exige que o cirurgião considere a relação com o peitoral menor para decidir se a abordagem será anterior ou se será necessário mobilizar o músculo.
A banca explora aqui a confusão entre os pontos de referência anatômicos de diferentes vasos. Enquanto a artéria axilar é dividida pelo peitoral menor, a artéria femoral, por exemplo, é dividida pelo ligamento inguinal, e a artéria poplítea não tem divisão por músculo. O candidato que confunde esses referenciais tende a marcar alternativas que mencionam estruturas de outras regiões, como o canal dos adutores ou a região glútea.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os pontos de referência anatômicos entre diferentes artérias. A artéria axilar é dividida pelo músculo peitoral menor, não pelo deltoide, nem pelo canal dos adutores (que é referência da artéria femoral superficial). O candidato que não domina a anatomia topográfica de cada vaso cai nas alternativas que citam estruturas de outras regiões. Com treino, você reconhece essas trocas de longe 💪.
Artéria axilar
1Origem
Continuação da subclávia
Borda lateral da 1ª costela
2Término
Borda inferior do redondo maior
Torna-se braquial
3Divisão (pelo peitoral menor)
1ª porção (proximal)
Mais profunda
Acesso difícil
2ª porção (posterior)
Mais exposta
Frequentemente lesada
3ª porção (distal)
Próxima ao braço
4Referências de outras artérias
Femoral: ligamento inguinal
Femoral superficial: canal dos adutores
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a artéria axilar se origina diretamente da subclávia "sem divisões anatômicas relevantes". O erro está em negar a divisão em três porções pelo peitoral menor, que é justamente o ponto anatômico mais relevante para o acesso cirúrgico. A origem na subclávia está correta, mas a afirmação de que não há divisões relevantes é falsa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a artéria é dividida em quatro porções pelo músculo deltoide, com a lesão no hiato dos adutores. Há dois erros: (1) a divisão é em três porções, não quatro; (2) o músculo que divide é o peitoral menor, não o deltoide. O hiato dos adutores é uma estrutura do membro inferior, relacionada à artéria femoral, não à axilar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a artéria passa profundamente pelo canal dos adutores, exigindo abordagem posterior. O canal dos adutores (ou canal de Hunter) é uma estrutura do membro inferior, por onde passa a artéria femoral superficial. A artéria axilar não tem relação com essa estrutura, e o acesso à axila é anterior, não posterior.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a artéria forma ramificações na região glútea, sem relação com o peitoral menor. A região glútea é irrigada por ramos da artéria ilíaca interna (glútea superior e inferior), não pela axilar. A afirmação mistura territórios vasculares completamente distintos e nega a relação fundamental com o peitoral menor.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a anatomia: a artéria axilar é dividida em três porções pelo músculo peitoral menor, e a lesão na transição da primeira para a segunda porção está anterior ao músculo. Essa é a descrição clássica encontrada nos tratados de anatomia cirúrgica e é exatamente o que o cirurgião vascular precisa considerar para o controle proximal e distal da lesão.