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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg413808
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Endoscopia
A obtenção de um acesso venoso central pela técnica de Seldinger envolve uma sequência de passos precisos, desde a localização da veia até a passagem do cateter, exigindo preparação e antissepsia rigorosas. Sobre estas etapas, assinale a alternativa correta:
  1. AA técnica de Seldinger preconiza a punção venosa com agulha, a introdução do dilatador tecidual e, somente então, a passagem do fioguia.
  2. BA antissepsia cutânea para o acesso venoso central deve ser feita preferencialmente com soluções aquosas, pois a clorexidina alcoólica a 0,5% está associada a maiores taxas de infecção.
  3. CA profilaxia antimicrobiana antes da colocação de um cateter venoso central percutâneo é uma prática padrão e obrigatória para reduzir infecções.
  4. DApós a punção venosa com agulha e a introdução do fio-guia, realiza-se a retirada da agulha, podendo-se fazer uma pequena incisão para facilitar a passagem do dilatador tecidual sobre o fio-guia.
  5. EO uso de ultrassom é indicado apenas para avaliar variações anatômicas antes do procedimento, não sendo útil para guiar a inserção da agulha dinamicamente.
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GabaritoD — Após a punção venosa com agulha e a introdução do fio-guia, realiza-se a retirada da agulha, podendo-se fazer uma pequena incisão para facilitar a passagem do dilatador tecidual sobre o fio-guia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Técnica de Seldinger para acesso venoso central

Gabarito: letra D. A técnica de Seldinger segue uma sequência precisa: punção venosa com agulha, passagem do fio-guia, retirada da agulha e, então, passagem do dilatador sobre o fio-guia — podendo ser feita uma pequena incisão para facilitar essa passagem. As demais alternativas invertem a ordem dos passos ou trazem afirmações contrárias às boas práticas de antissepsia, profilaxia e uso do ultrassom.

A técnica de Seldinger, descrita pelo radiologista sueco Sven Ivar Seldinger em 1953, revolucionou a obtenção de acessos vasculares ao permitir a canulação segura de vasos profundos. O princípio fundamental é a utilização de um fio-guia como condutor: primeiro punciona-se o vaso com uma agulha, confirma-se o refluxo sanguíneo, introduz-se o fio-guia pelo lúmen da agulha, retira-se a agulha deixando o fio no lugar e, por fim, passa-se o dilatador e o cateter sobre o fio. Essa sequência minimiza o trauma vascular e reduz o risco de lesão de estruturas adjacentes.

A ordem correta dos passos é o ponto central da questão. Vejamos a sequência completa: (1) posicionamento do paciente e antissepsia rigorosa com clorexidina alcoólica; (2) anestesia local; (3) punção venosa com agulha sob visualização ultrassonográfica; (4) confirmação do refluxo sanguíneo; (5) introdução do fio-guia pela agulha; (6) retirada da agulha, mantendo o fio-guia no vaso; (7) pequena incisão na pele com bisturi para facilitar a passagem do dilatador; (8) passagem do dilatador sobre o fio-guia para dilatar o trajeto; (9) retirada do dilatador e passagem do cateter sobre o fio-guia; (10) retirada do fio-guia e fixação do cateter. A alternativa D descreve corretamente os passos 6 e 7.

A antissepsia cutânea para acesso venoso central deve ser feita preferencialmente com solução alcoólica de clorexidina a 2%, que tem ação mais rápida e persistente que as soluções aquosas. A clorexidina alcoólica a 0,5% não está associada a maiores taxas de infecção — pelo contrário, é a solução de escolha. A profilaxia antimicrobiana antes da inserção de cateter venoso central percutâneo não é recomendada de rotina, pois não há evidência de redução de infecções de corrente sanguínea; a prevenção se baseia em medidas de barreira máxima, antissepsia adequada e higiene das mãos. O ultrassom, por sua vez, é ferramenta essencial não apenas para avaliar variações anatômicas, mas principalmente para guiar dinamicamente a inserção da agulha, reduzindo complicações e aumentando a taxa de sucesso na primeira punção.

A pegadinha da banca está na inversão da ordem dos passos da técnica (alternativa A) e na troca de conceitos sobre antissepsia, profilaxia e ultrassom. O candidato que decora a sequência "punção → fio-guia → retirada da agulha → dilatador → cateter" resolve a questão com segurança. Guarde essa ordem: ela é o critério que separa a alternativa correta das demais.

  1. 1Punção venosa com agulha
  2. 2Introdução do fio-guia
  3. 3Retirada da agulha
  4. 4Incisão (se necessário)
  5. 5Dilatador sobre o fio-guia
  6. 6Cateter sobre o fio-guia
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Inverte a ordem dos passos da técnica de Seldinger. A sequência correta é: punção venosa com agulha, introdução do fio-guia pela agulha, retirada da agulha e, somente então, passagem do dilatador sobre o fio-guia. A alternativa afirma que o dilatador é introduzido antes do fio-guia, o que contraria o princípio fundamental da técnica — o fio-guia é o condutor que permite a passagem segura do dilatador e do cateter.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a antissepsia deve ser feita com soluções aquosas e que a clorexidina alcoólica a 0,5% está associada a maiores taxas de infecção. É exatamente o oposto: a clorexidina alcoólica (a 0,5% ou 2%) é a solução de escolha para antissepsia cutânea em acesso venoso central, por ter ação mais rápida e persistente que as soluções aquosas, além de estar associada a menores taxas de infecção de corrente sanguínea.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a profilaxia antimicrobiana antes da colocação de cateter venoso central percutâneo é prática padrão e obrigatória. Não há recomendação de profilaxia antibiótica de rotina para inserção de cateter venoso central percutâneo, pois não há evidência de benefício na redução de infecções. A prevenção de infecção se baseia em medidas não farmacológicas: higiene das mãos, precauções máximas de barreira, antissepsia com clorexidina alcoólica e reavaliação diária da necessidade do cateter.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente a sequência da técnica de Seldinger: após a punção venosa com agulha e a introdução do fio-guia, realiza-se a retirada da agulha, podendo-se fazer uma pequena incisão para facilitar a passagem do dilatador tecidual sobre o fio-guia. Essa é exatamente a ordem preconizada: punção → fio-guia → retirada da agulha → incisão (se necessário) → dilatador sobre o fio-guia → cateter.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o ultrassom é indicado apenas para avaliar variações anatômicas antes do procedimento, não sendo útil para guiar a inserção da agulha dinamicamente. O ultrassom é ferramenta essencial para guiar a punção em tempo real, permitindo visualizar a agulha, o vaso e as estruturas adjacentes durante todo o procedimento. O uso dinâmico do ultrassom reduz complicações, aumenta a taxa de sucesso e é recomendado como prática padrão para inserção de cateter venoso central.

A regra de ouro para a prova: a técnica de Seldinger segue a ordem punção → fio-guia → retirada da agulha → dilatador → cateter, sempre com antissepsia com clorexidina alcoólica, sem profilaxia antibiótica de rotina e com ultrassom guiando dinamicamente a punção.

Gabarito: letra D

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