Observe este esquema de uma cirurgia de correção de hérnia:As duas setas representam uma incisão relaxadora sobre:
Ao reto abdominal.
Ba fáscia transversal.
Co oblíquo interno.
Do oblíquo externo.
Eo ligamento inguinal.
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GabaritoA — o reto abdominal.
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Incisão relaxadora na correção de hérnia inguinal
Gabarito: letra A. As duas setas indicam uma incisão relaxadora sobre o reto abdominal — técnica clássica empregada no reparo de hérnias inguinais para aliviar a tensão da linha de sutura, especialmente na correção de hérnias diretas ou recidivadas. A incisão é feita na bainha anterior do músculo reto abdominal, permitindo que a fáscia transversal e a aponeurose do oblíquo externo sejam aproximadas sem tensão excessiva.
A incisão relaxadora é um recurso cirúrgico utilizado quando há dificuldade em aproximar os tecidos sem tensão durante o fechamento da parede abdominal. No contexto das hérnias inguinais, a técnica mais difundida é a incisão sobre a bainha do reto abdominal, descrita por Halsted e posteriormente popularizada por outros autores. O princípio é simples: ao incisar a bainha anterior do músculo reto, o músculo se desloca lateralmente, e a fáscia transversal — que forma a parede posterior do canal inguinal — ganha mobilidade, permitindo que o reparo seja feito sem tensão, reduzindo o risco de recidiva.
A parede abdominal anterior é composta por camadas musculares e aponeuróticas que se organizam de forma específica na região inguinal. O músculo oblíquo externo forma a aponeurose que constitui a parede anterior do canal inguinal e o ligamento inguinal. O oblíquo interno e o transverso do abdome contribuem para a parede posterior, juntamente com a fáscia transversal. O reto abdominal, por sua vez, é envolvido pela bainha do reto, formada pelas aponeuroses dos músculos largos do abdome. A incisão relaxadora sobre a bainha do reto é segura porque não compromete a integridade da parede posterior, apenas aumenta a mobilidade dos tecidos.
Na prática, a incisão relaxadora é realizada na bainha anterior do reto abdominal, geralmente no mesmo lado da hérnia, estendendo-se desde o anel inguinal interno até próximo à sínfise púbica. Essa manobra é particularmente útil em hérnias diretas, onde a parede posterior é deficiente, e em hérnias recidivadas, onde o tecido cicatricial limita a mobilização. A alternativa correta, portanto, é a letra A, pois a incisão relaxadora incide sobre o reto abdominal, mais especificamente sobre sua bainha anterior.
A banca explora aqui um detalhe anatômico-cirúrgico específico: a incisão relaxadora não é feita sobre a fáscia transversal, o oblíquo interno, o oblíquo externo ou o ligamento inguinal, mas sim sobre o reto abdominal. O candidato que confunde a técnica com outras manobras de reparo herniário pode ser induzido ao erro. A distinção fundamental é que a incisão relaxadora visa aumentar a mobilidade da parede posterior, e isso é alcançado ao incisar a bainha do reto, não as outras estruturas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a estrutura anatômica sobre a qual incide a incisão relaxadora. O candidato pode confundir com a fáscia transversal, que é a estrutura que se aproxima no reparo, ou com o oblíquo externo, que forma a parede anterior do canal. A incisão relaxadora, porém, é feita sobre a bainha do reto abdominal — é essa a estrutura que, ao ser incisada, permite a aproximação sem tensão.
Incisão relaxadora (hérnia inguinal): Objetivo (Aliviar tensão da linha de sutura, Reduzir risco de recidiva); Local da incisão (Bainha anterior do reto abdominal, Mesmo lado da hérnia, Do anel inguinal interno à sínfise púbica); Efeito (Músculo reto desloca lateralmente, Fáscia transversal ganha mobilidade, Aproximação sem tensão); Indicações (Hérnias diretas, Hérnias recidivadas)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A incisão relaxadora é realizada sobre o reto abdominal, mais precisamente sobre sua bainha anterior. Essa técnica permite que a fáscia transversal e a aponeurose do oblíquo externo sejam aproximadas sem tensão, reduzindo o risco de recidiva herniária. É um procedimento clássico no reparo de hérnias inguinais, especialmente nas diretas e recidivadas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A fáscia transversal é a estrutura que forma a parede posterior do canal inguinal e que é reforçada no reparo herniário, mas a incisão relaxadora não incide sobre ela. Incisar a fáscia transversal comprometeria a integridade da parede posterior, exatamente o oposto do objetivo da técnica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O oblíquo interno é um músculo da parede abdominal que contribui para a formação da parede posterior do canal inguinal, mas a incisão relaxadora não é feita sobre ele. A incisão sobre o oblíquo interno não proporcionaria a mobilidade necessária e poderia lesar estruturas neurovasculares.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O oblíquo externo forma a aponeurose que constitui a parede anterior do canal inguinal e o ligamento inguinal. A incisão relaxadora não é feita sobre essa estrutura, pois isso enfraqueceria a parede anterior, que já é uma área de fragilidade natural.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ligamento inguinal é uma estrutura anatômica importante na região inguinal, servindo de referência para o reparo herniário, mas a incisão relaxadora não incide sobre ele. Incisar o ligamento inguinal comprometeria a estabilidade da região e não proporcionaria o efeito desejado de mobilização da parede posterior.
Gabarito: letra A — a incisão relaxadora é feita sobre o reto abdominal, especificamente sobre sua bainha anterior, para permitir a aproximação sem tensão dos tecidos no reparo de hérnias inguinais.