Mulher de 24 anos, em tratamento para cervicite gonocócica não complicada, comparece à unidade de saúde após 5 dias com quadro de febre, artralgia em punhos e joelhos, além de lesões cutâneas pustulosas em membros superiores. Nega comorbidades prévias. Exame físico revela edema e dor à mobilização de articulação do punho direito.Determine a prevalência da complicação apresentada pela paciente no contexto de infecção gonocócica:
AA infecção gonocócica disseminada é rara, acometendo entre 0,5% e 3% dos casos.
BA infecção gonocócica disseminada ocorre em aproximadamente 15% a 20% dos casos de gonorreia.
CA disseminação hematogênica do gonococo acontece em 30% a 40% das infecções não tratadas.
DA bacteremia gonocócica com manifestações sistêmicas ocorre em cerca de 10% dos pacientes infectados.
EA disseminação do gonococo para articulações e pele acontece em aproximadamente 8% a 12% dos casos.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — A infecção gonocócica disseminada é rara, acometendo entre 0,5% e 3% dos casos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Infecção gonocócica disseminada (DGI)
Gabarito: letra A. A infecção gonocócica disseminada (DGI) é uma complicação rara da gonorreia, ocorrendo em 0,5% a 3% dos casos, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para IST. A paciente apresenta o quadro clássico da síndrome de tenossinovite-dermatite-poliartralgia, que é a manifestação mais comum da DGI, e a alternativa A reproduz exatamente a prevalência correta.
A infecção gonocócica disseminada é a complicação hematogênica da infecção por Neisseria gonorrhoeae. Ela ocorre quando a bactéria, a partir de uma mucosa infectada (uretra, colo do útero, reto ou faringe), ganha a corrente sanguínea e se dissemina para outros sítios, principalmente pele e articulações. O quadro clínico é caracterizado por febre, artralgia, tenossinovite, artrite e lesões cutâneas — exatamente o que a paciente do enunciado apresenta: febre, artralgia em punhos e joelhos, lesões pustulosas em membros superiores e edema/dor no punho direito.
A DGI se manifesta classicamente de duas formas principais, que podem se sobrepor:
Síndrome de tenossinovite-dermatite-poliartralgia — a forma mais comum, com tríade de tenossinovite (inflamação de tendões, mais comum no dorso da mão, punhos, tornozelos e joelhos), dermatite (lesões maculopapulares, vesiculares ou pustulosas, em extremidades e tronco) e poliartralgias, sem artrite purulenta. Febre é frequente nesta forma.
Artrite séptica purulenta — mono ou oligoarticular, com sinovite purulenta, geralmente sem lesões cutâneas. Febre é menos comum.
A prevalência de 0,5% a 3% é um dado epidemiológico consolidado e cobrado em provas de residência e concursos. É importante destacar que a DGI acomete mais mulheres, frequentemente associada a infecção assintomática persistente, com maior risco durante o período menstrual, gravidez e pós-parto imediato. O tratamento da DGI, conforme o PCDT, é feito com ceftriaxona 1g IM ou IV ao dia, completando ao menos 7 dias, associada a azitromicina 500mg (2 comprimidos) VO em dose única.
A banca explora aqui um dado epidemiológico específico e tenta confundir o candidato com percentuais inflados. A pegadinha central é que a DGI é rara — a maioria dos candidatos tende a superestimar sua prevalência por associar a gravidade do quadro clínico a uma maior frequência. O número correto (0,5% a 3%) é o menor entre as alternativas, e é exatamente o que a literatura e o protocolo do Ministério da Saúde trazem.
NÃO CAIA NESSA!
A banca infla os percentuais para confundir. O candidato que não conhece o dado exato tende a escolher valores maiores (10%, 15-20%, 30-40%) por associar a gravidade da DGI a uma maior frequência. Mas a DGI é rara: ocorre em apenas 0,5% a 3% dos casos de gonorreia. Memorize esse número — ele é específico e recorrente em provas.
Infecção gonocócica disseminada (DGI)
1Prevalência
Rara: 0,5% a 3% dos casos
2Formas clínicas
Tenossinovite-dermatite-poliartralgia
Forma mais comum
Febre frequente
Artrite séptica purulenta
Mono/oligoarticular
Sem lesões cutâneas
3Fatores de risco
Mulheres
Infecção assintomática
Menstruação, gravidez, pós-parto
4Tratamento
Ceftriaxona 1g IM/IV (≥7 dias)
Azitromicina 500mg VO dose única
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa reproduz exatamente a prevalência da infecção gonocócica disseminada: 0,5% a 3% dos casos. O PCDT do Ministério da Saúde para IST afirma textualmente que "a infecção gonocócica disseminada é rara, acometendo entre 0,5% e 3% dos casos". Este é o dado epidemiológico correto e a resposta esperada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a DGI ocorre em 15% a 20% dos casos de gonorreia. Este percentual está muito acima do real. O valor de 15-20% não corresponde a nenhuma estatística da DGI — é um distrator que superestima a disseminação hematogênica. A DGI é rara, e não uma complicação frequente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a disseminação hematogênica do gonococo acontece em 30% a 40% das infecções não tratadas. Este percentual é completamente irreal e não encontra respaldo na literatura. A disseminação hematogênica é um evento raro, ocorrendo em menos de 3% dos casos, mesmo sem tratamento. O valor de 30-40% é um distrator grosseiro.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a bacteremia gonocócica com manifestações sistêmicas ocorre em cerca de 10% dos pacientes infectados. Este valor também superestima a prevalência da DGI. O percentual correto é de 0,5% a 3%, muito menor que 10%. A alternativa tenta confundir com um valor intermediário que parece plausível, mas não corresponde à realidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a disseminação do gonococo para articulações e pele acontece em aproximadamente 8% a 12% dos casos. Novamente, um percentual inflado. A DGI, que inclui as manifestações articulares e cutâneas, ocorre em apenas 0,5% a 3% dos casos. O valor de 8-12% é um distrator que não encontra respaldo na literatura.
Gabarito: letra A — a infecção gonocócica disseminada é rara, acometendo entre 0,5% e 3% dos casos.