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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Avança SP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg413867
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Mastologia
Primigesta de 24 anos, 40 semanas e 2 dias de gestação, em trabalho de parto há 14 horas, encontra-se em segundo período (período expulsivo) há 2 horas e 30 minutos. Pré-natal sem intercorrências, 10 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo, cultura para Streptococcus agalactiae negativa. Nega comorbidades. Gestação espontânea, desejada. Peso pré-gestacional: 62 kg, peso atual: 78 kg (ganho de 16 kg). Admitida em trabalho de parto ativo (6 cm de dilatação) há 8 horas. Recebeu analgesia de parto (peridural) há 6 horas com boa analgesia. Bolsa rota há 10 horas (rotura espontânea), líquido claro. Ao exame obstétrico atual: paciente cansada, sonolenta entre as contrações, cooperativa mas com puxos ineficazes. PA: 125/78 mmHg, FC: 88 bpm, Tax: 37,1 °C. AU: 38 cm.Toque vaginal:•Dilatação: completa (10 cm)•Apresentação: cefálica•Variedade de posição: occipito-púbica (OP - occipício anterior)•Plano de De Lee: +3 (cabeça no assoalho pélvico)•Bolsa rota (líquido claro)•Não há circular de cordão palpável•Bossa serossanguínea pequena (edema fisiológico do couro cabeludo)•Pelve: sem estreitamentos evidentes, diâmetros adequados•Dinâmica uterina: Contrações irregulares, 2-3/10 minutos, intensidade variável. Paciente com puxos fracos e descoordenados, refere exaustão.Cardiotocografia: BCF basal: 155-160 bpm (taquicardia leve). Variabilidade: mínima (< 5 bpm). Desacelerações tardias em 3 das últimas 5 contrações (nadir 110-120 bpm, recuperação lenta). Padrão categoria II tendendo a III (não tranquilizador).Considerando o quadro clínico de período expulsivo prolongado com padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizador, qual a melhor conduta?
  1. ACesariana de urgência imediata, considerando que período expulsivo > 2 horas em primigesta é indicação absoluta de cesariana e o padrão de BCF categoria II-III representa sofrimento fetal que contraindica parto instrumental.
  2. BAplicação de vácuo-extrator para parto vaginal operatório: avaliar condições (dilatação completa, apresentação em plano +3, variedade de posição conhecida), realizar tração suave e coordenada com as contrações, máximo de 3 trações ou 15 minutos de aplicação, suspender se não houver progressão.
  3. CAguardar mais 1-2 horas com monitorização contínua e estimular puxos mais efetivos, pois período expulsivo pode ser prolongado até 4 horas em primíparas com analgesia, e o BCF ainda está dentro de limites aceitáveis.
  4. DAplicação de fórcipe de Kielland para rotação e extração fetal, considerando que é o instrumento mais adequado para variedade occipito-púbica e permite maior controle da tração comparado ao vácuo-extrator.
  5. ESuspender analgesia peridural para melhorar eficácia dos puxos maternos, administrar ocitocina para corrigir dinâmica uterina, reavaliar em 1 hora e indicar parto instrumental apenas se sem progressão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Aplicação de vácuo-extrator para parto vaginal operatório: avaliar condições (dilatação completa, apresentação em plano +3, variedade de posição conhecida), realizar tração suave e coordenada com as contrações, máximo de 3 trações ou 15 minutos de aplicação, suspender se não houver progressão.

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