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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Avança SP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg413869
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Mastologia
Gestante de 29 anos, G2P1, com 39 semanas e 3 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), procura o pronto-socorro obstétrico às 6 horas da manhã referindo perda súbita de líquido claro pela vagina há aproximadamente 8 horas (às 22 h da noite anterior), que ocorreu enquanto dormia. Relata que acordou com a cama molhada e o líquido continuou saindo em pequena quantidade ao longo da noite. Nega sangramento vaginal. Refere movimentação fetal preservada. Nega contrações uterinas regulares, apenas "endurecimento" abdominal esporádico e indolor. Pré-natal completo sem intercorrências, 9 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo B positivo. Cultura para Streptococcus agalactiae (GBS) realizada com 36 semanas: positiva. Gestação anterior há 4 anos: parto vaginal a termo, RN 3.400g, sem complicações. Nega alergias medicamentosas. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, afebril. PA: 118/74 mmHg, FC: 78 bpm, Tax: 36,7 °C. AU: 36 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica, dorso à direita. BCF: 138 bpm. Útero normotônico, sem contrações palpáveis no momento do exame.Exame especular: Perda de líquido claro pelo orifício cervical externo, que se acentua com manobra de Valsalva. pH vaginal (teste com papel de nitrazina): positivo (azul - pH alcalino > 6,0). Teste de cristalização (esfregaço de fundo de saco vaginal em lâmina): positivo (padrão em "samambaia" ou "folha de samambaia"). Colo fechado ao exame visual, sem sangramento.Toque vaginal: Colo posterior, 1 cm de dilatação, 30% de apagamento, consistência firme, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Confirma saída de líquido durante o exame.Cardiotocografia: BCF basal 135-140 bpm, variabilidade moderada, 3 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Sem contrações uterinas.Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 39 semanas, peso estimado 3.200g (percentil 50), índice de líquido amniótico: 4,8 cm (oligoidrâmnio moderado - normal: 8-24 cm), placenta grau II posterior, sem alterações.Considerando o diagnóstico de rotura prematura de membranas a termo e as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?
  1. AConduta expectante ambulatorial, orientar repouso domiciliar, retornar se febre, sangramento ou contrações regulares, aguardar início espontâneo do trabalho de parto por até 7 dias, já que a maioria entra em trabalho de parto espontaneamente.
  2. BInternação hospitalar, antibioticoprofilaxia com ampicilina 2g EV 6/6h, tocólise com nifedipina para evitar trabalho de parto e reduzir risco de infecção ascendente, aguardar 48 horas para reavaliação.
  3. CIndução imediata do trabalho de parto com ocitocina endovenosa, antibioticoprofilaxia intraparto para Streptococcus agalactiae (penicilina cristalina ou ampicilina EV), monitorização contínua, considerando que a rotura de membranas ocorreu há 8 horas e o risco de infecção aumenta com o tempo.
  4. DCesariana eletiva imediata, considerando que a rotura de membranas há 8 horas com colo desfavorável (Bishop baixo) contraindica indução do trabalho de parto pelo alto risco de corioamnionite e falha de indução.
  5. EIndução do trabalho de parto apenas se a paciente desenvolver febre (≥ 38°C) ou leucocitose (> 15.000/mm³), caso contrário manter conduta expectante com monitorização ambulatorial diária por até 96 horas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Indução imediata do trabalho de parto com ocitocina endovenosa, antibioticoprofilaxia intraparto para Streptococcus agalactiae (penicilina cristalina ou ampicilina EV), monitorização contínua, considerando que a rotura de membranas ocorreu há 8 horas e o risco de infecção aumenta com o tempo.

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