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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Avança SP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg413870
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Mastologia
Gestante de 27 anos, G1P0, com 31 semanas e 2 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), dá entrada no pronto-socorro obstétrico com queixa de contrações uterinas regulares e dolorosas há 3 horas, associadas a dor lombar baixa. Nega sangramento vaginal, perda de líquido amniótico ou trauma. Movimentação fetal preservada. Pré-natal sem intercorrências, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo. Nega tabagismo, etilismo ou uso de drogas. Sem comorbidades. Nega gestações ou partos anteriores. Nega infecção urinária recente. Ao exame físico: paciente lúcida, orientada, corada, hidratada. PA: 115/72 mmHg, FC: 84 bpm, Tax: 36,8 °C. AU: 29 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica. BCF: 142 bpm. Contrações uterinas palpáveis: 4 contrações em 10 minutos, duração 35-40 segundos, boa intensidade. Ao toque vaginal: colo centralizado, 3 cm de dilatação, 60% de apagamento, consistência amolecida, bolsa das águas íntegra, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Exame especular: colo sem dilatação visível externamente, sem sangramento ativo, secreção vaginal fisiológica (sem sinais de vaginose/corioamnionite).Cardiotocografia: BCF basal 140-145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Contrações regulares a cada 2-3 minutos.Exames laboratoriais: Hemograma: Hb 12,1 g/dL, leucócitos 9.800/mm³ (sem desvio), plaquetas 245.000/mm³, PCR: 0,4 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL), Urina I: normal, urocultura em andamento, Swab vaginal para Streptococcus agalactiae (GBS): resultado pendente.Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 31 semanas, peso estimado 1.650 g (percentil 45), líquido amniótico normal (ILA: 12 cm), placenta grau I anterior.Considerando o diagnóstico de trabalho de parto prematuro e as recomendações atuais para manejo, qual a melhor conduta?
  1. AAdministrar indometacina 100 mg via retal seguida de 25 mg VO 6/6h por 48 horas como tocolítico de primeira linha, corticoterapia (betametasona 12 mg IM, 2 doses/24h), antibioticoprofilaxia para Streptococcus agalactiae.
  2. BAdministrar nifedipina 10 mg VO (dose de ataque), repetir 10 mg após 20 minutos se persistirem contrações, manter 20 mg VO 6/6h por 48 horas; betametasona 12 mg IM (2 doses com 24h de intervalo); sulfato de magnésio 4-6 g EV (ataque) seguido de 1-2 g/h por 12-24h para neuroproteção fetal; antibioticoprofilaxia intraparto se indicado.
  3. CHidratação venosa vigorosa (2.000 mL de SF 0,9% em 2 horas) como única medida tocolítica, repouso absoluto no leito, corticoterapia apenas se progressão para trabalho de parto ativo (≥ 4 cm de dilatação).
  4. DAdministrar atosiban (antagonista de ocitocina) 6,75 mg EV em bolus, seguido de infusão contínua por 48 horas, corticoterapia, sulfato de magnésio para neuroproteção apenas se < 30 semanas de gestação.
  5. ENão realizar tocólise considerando a idade gestacional (> 30 semanas), administrar apenas corticoterapia (betametasona 12 mg IM, 2 doses) e manter observação hospitalar até o parto espontâneo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Administrar nifedipina 10 mg VO (dose de ataque), repetir 10 mg após 20 minutos se persistirem contrações, manter 20 mg VO 6/6h por 48 horas; betametasona 12 mg IM (2 doses com 24h de intervalo); sulfato de magnésio 4-6 g EV (ataque) seguido de 1-2 g/h por 12-24h para neuroproteção fetal; antibioticoprofilaxia intraparto se indicado.

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