Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Avança SP 2025
MedicinaGinecologia e Obstetrícia
- Código
- qg413871
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- IAMSPE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Mastologia
Gestante de 25 anos, G2P1, com 32 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde. Pré-natal iniciado tardiamente no segundo trimestre (primeira consulta com 18 semanas). Realizou exames de rotina naquela ocasião, que incluíam VDRL não reagente. Gestação atual sem intercorrências até o momento. Nega comorbidades. Primeira gestação há 3 anos: parto vaginal a termo, recém-nascido saudável. Parceiro fixo há 2 anos, nega novos parceiros sexuais. Nega lesões genitais atuais ou prévias, corrimento ou sintomas urinários. Nega uso de drogas injetáveis. Ao exame físico: PA: 110/70 mmHg, AU: 30 cm, BCF: 145 bpm, apresentação cefálica. Ausência de lesões cutâneas ou em mucosas. Orofaringe sem alterações. Ausência de linfadenopatia. Resultado dos exames de rotina realizados na consulta atual (32 semanas): hemograma, glicemia, urina I, urocultura: normais VDRL: 1:16 (reagente), teste treponêmico rápido: REAGENTE.Ultrassonografia obstétrica (32 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, líquido amniótico normal, placenta grau I posterior. Sem sinais sugestivos de sífilis congênita (hepatoesplenomegalia, ascite, hidropsia, espessamento placentário).A paciente nega tratamento prévio para sífilis. Relata que o parceiro não realizou exames recentemente e não tem acompanhamento médico regular. Questiona sobre o tratamento e possíveis riscos para o bebê. Considerando o diagnóstico de sífilis materna e as recomendações para prevenção da sífilis congênita, qual a conduta mais adequada?
- AIniciar tratamento materno com penicilina benzatina 2,4 milhões UI IM dose única, orientar tratamento simultâneo do parceiro sexual, considerar tratamento adequado se parceiro tratado e VDRL materno em queda nas próximas semanas.
- BIniciar tratamento materno com penicilina benzatina 7,2 milhões UI IM total (2,4 milhões UI/semana por 3 semanas), avaliar e tratar parceiro sexual simultaneamente, solicitar ultrassom fetal semanal e considerar tratamento adequado apenas se parceiro tratado adequadamente com a mesma dose no mesmo período.
- CIniciar tratamento com doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 14 dias (alternativa à penicilina), orientar seguimento sorológico mensal, tratamento do parceiro não é obrigatório se paciente não tem sintomas ativos.
- DRealizar punção de líquido amniótico para pesquisa de Treponema pallidum e VDRL no líquido amniótico antes de iniciar tratamento, pois apenas casos com acometimento fetal comprovado necessitam tratamento na gestação.
- EIniciar tratamento materno com ceftriaxona 1g EV/dia por 10-14 dias considerando alergia potencial à penicilina, não é necessário tratar parceiro se ele for assintomático, solicitar novo VDRL em 4 semanas.