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Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — Avança SP 2025

MedicinaClínica Médica Humana
Código
qg413899
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Mastologia
Ao selecionar o sítio de punção para um acesso venoso central, o profissional deve considerar a anatomia do paciente, a urgência do procedimento e os riscos associados a cada local. Com base nas características dos principais acessos, indique a afirmativa correta:
  1. AA punção da veia femoral comum é preferida em cenários de emergência por não apresentar risco de pneumotórax, sendo também o sítio com menor taxa de infecção.
  2. BA punção da veia subclávia é a via de menor risco para pneumotórax, sendo ideal para profissionais inexperientes.
  3. CA veia jugular interna esquerda é preferida à direita, pois se distancia do ducto torácico e possui um trajeto mais curto.
  4. DA veia jugular interna é o acesso de maior risco para pneumotórax, devendo ser evitada em pacientes submetidos à traqueostomia.
  5. EO acesso pela veia subclávia apresenta vantagens como menor tendência de colabamento venoso e é considerado o acesso com menor risco de infecção de sítio de punção.
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GabaritoE — O acesso pela veia subclávia apresenta vantagens como menor tendência de colabamento venoso e é considerado o acesso com menor risco de infecção de sítio de punção.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Acesso venoso central: escolha do sítio de punção

Gabarito: letra E. O acesso pela veia subclávia é o que apresenta menor risco de infecção de sítio de punção e, por ser um vaso de maior calibre e mais profundo, mantém melhor estrutura em situações de choque, com menor tendência ao colabamento venoso. As demais alternativas invertem características ou atribuem vantagens a sítios que não as possuem, como veremos a seguir.

A escolha do sítio de punção para um cateter venoso central (CVC) é uma decisão clínica que pondera anatomia, urgência, experiência do operador e riscos específicos de cada local. Os três sítios clássicos são a veia jugular interna, a veia subclávia e a veia femoral, cada um com perfil próprio de complicações — pneumotórax, punção arterial, hematoma, infecção e mau posicionamento. Compreender essas diferenças é essencial, pois a banca explora exatamente as trocas de características entre os sítios.

A veia subclávia, por exemplo, é o acesso preferencial quando se deseja menor risco de infecção, conforme recomendação de diretrizes atuais. Além disso, por ser um vaso de maior calibre e mais profundo, mantém melhor estrutura em situações de choque, com menor tendência ao colabamento venoso. Por outro lado, é um sítio não compressível, com maior risco de pneumotórax e de sangramento em caso de punção arterial inadvertida, sendo contraindicado em coagulopatias graves.

A veia jugular interna, por sua vez, é um sítio compressível, com melhor controle de sangramento em caso de punção inadvertida da carótida, mas apresenta risco de pneumotórax e de punção arterial. A veia femoral é a via de escolha em emergências por ser de fácil acesso e não apresentar risco de pneumotórax, porém tem maior taxa de infecção e de trombose, além de limitar a mobilização do paciente.

A banca, nesta questão, inverte sistematicamente essas características: atribui à femoral menor taxa de infecção (quando é a maior), à subclávia menor risco de pneumotórax (quando é o maior), e à jugular esquerda preferência sobre a direita (quando o lado direito é preferido por ter trajeto mais curto e reto até a veia cava superior, além de evitar o ducto torácico, que drena para a veia subclávia esquerda). A única alternativa que apresenta uma afirmação verdadeira é a letra E.

Sítio de punção

Risco de pneumotórax

Risco de infecção

Compressibilidade

Observações

Veia femoral

Ausente

Maior

Compressível

Preferida em emergências; maior risco de trombose

Veia subclávia

Maior

Menor

Não compressível

Menor tendência ao colabamento venoso; contraindicada em coagulopatias graves

Veia jugular interna

Intermediário

Intermediário

Compressível

Lado direito preferido (trajeto mais curto e reto; evita ducto torácico)

1Subclávia
Menor risco de infecção
Menor colabamento venoso
Maior risco de pneumotórax
Não compressível
2Jugular interna
Compressível (controle de sangramento)
Risco de pneumotórax
Risco de punção arterial
Direita preferida (trajeto curto)
3Femoral
Emergência (sem pneumotórax)
Maior risco de infecção
Risco de trombose
Sítios de punção (CVC)
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Sítios de punção (CVC): Subclávia (Menor risco de infecção, Menor colabamento venoso, Maior risco de pneumotórax, Não compressível); Jugular interna (Compressível (controle de sangramento), Risco de pneumotórax, Risco de punção arterial, Direita preferida (trajeto curto)); Femoral (Emergência (sem pneumotórax), Maior risco de infecção, Risco de trombose)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A punção da veia femoral comum é, de fato, preferida em cenários de emergência por não apresentar risco de pneumotórax, mas a afirmativa erra ao dizer que é o sítio com menor taxa de infecção. Na realidade, a veia femoral é o sítio com maior taxa de infecção entre os três principais acessos centrais, devido à proximidade com a região perineal e à dificuldade de manter o curativo oclusivo. O sítio com menor risco de infecção é a veia subclávia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A punção da veia subclávia é, na verdade, o sítio com maior risco de pneumotórax, não o menor. Isso ocorre porque a veia subclávia está anatomicamente próxima ao ápice pulmonar, e a agulha pode lesar a pleura durante a punção. Além disso, não é ideal para profissionais inexperientes, pois é um sítio não compressível e com maior risco de complicações graves. O sítio com menor risco de pneumotórax é a veia femoral.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A veia jugular interna direita é preferida à esquerda, e não o contrário. O lado direito oferece um trajeto mais curto e reto até a veia cava superior, além de evitar o ducto torácico, que drena para a veia subclávia esquerda. A punção à esquerda aumenta o risco de lesão do ducto torácico e de mau posicionamento do cateter. Portanto, a afirmativa inverte a preferência anatômica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A veia jugular interna não é o acesso de maior risco para pneumotórax — esse título pertence à veia subclávia. A jugular interna apresenta risco de pneumotórax, mas menor que o da subclávia. Além disso, a afirmativa diz que deve ser evitada em pacientes submetidos à traqueostomia, o que é verdadeiro, mas a justificativa apresentada (maior risco de pneumotórax) está incorreta. Na verdade, a contraindicação relativa em traqueostomia se deve ao risco de infecção e à proximidade com o sítio cirúrgico, não ao pneumotórax.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta: o acesso pela veia subclávia apresenta vantagens como menor tendência de colabamento venoso — pois é um vaso de maior calibre e mais profundo, que se mantém pérvio mesmo em situações de choque — e é considerado o acesso com menor risco de infecção de sítio de punção, conforme recomendação de diretrizes atuais. Essas são características reais e bem estabelecidas da via subclávia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as características dos sítios de punção. Veja o padrão: a femoral tem maior infecção (não menor), a subclávia tem maior pneumotórax (não menor), e a jugular direita é preferida (não a esquerda). Memorize o perfil de cada um: femoral = sem pneumotórax, mas maior infecção; subclávia = menor infecção, mas maior pneumotórax; jugular = meio-termo, com risco de punção arterial. Com esse mapa, você elimina as alternativas erradas rapidamente.

Gabarito: letra E

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