Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — Avança SP 2025
Medicina›Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
qg413928
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Na dissecção submandibular (Nível I), o conhecimento dos limites anatômicos do Triângulo Submandibular é essencial para a preservação do Ramo Mandibular Marginal do Nervo Facial. Os limites anatômicos que definem este triângulo são:
AO ventre anterior do digástrico, a borda inferior da mandíbula e o ventre posterior do digástrico.
BO ventre posterior do digástrico, a borda mandibular e a veia facial.
CO nervo hipoglosso, a veia jugular interna e o músculo omo-hióideo.
DA glândula submandibular, a borda mandibular e o nervo lingual.
EO músculo milo-hióideo, o ventre posterior do digástrico e a artéria carótida.
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GabaritoA — O ventre anterior do digástrico, a borda inferior da mandíbula e o ventre posterior do digástrico.
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Triângulo Submandibular (Nível I do pescoço)
Gabarito: letra A. O triângulo submandibular é delimitado pelo ventre anterior do músculo digástrico, pela borda inferior da mandíbula e pelo ventre posterior do músculo digástrico — é a definição clássica da anatomia topográfica do pescoço. A alternativa A reproduz exatamente esses três limites, sendo a única correta.
O triângulo submandibular é uma das regiões anatômicas do pescoço, localizado abaixo do corpo da mandíbula. Ele é um dos triângulos anteriores do pescoço e tem importância cirúrgica fundamental, especialmente em dissecções de nível I (esvaziamento cervical), pois abriga a glândula submandibular, os linfonodos submandibulares, a artéria e veia faciais, além de relações íntimas com o nervo hipoglosso e o ramo marginal mandibular do nervo facial. O conhecimento preciso de seus limites é essencial para evitar lesões iatrogênicas, principalmente do ramo marginal mandibular, que inerva os músculos da expressão facial da região inferior da boca e do lábio inferior.
Os três limites são:
Ventre anterior do digástrico: músculo que se origina na fossa digástrica da mandíbula e segue até o osso hioide, formando a borda anterior do triângulo.
Borda inferior da mandíbula: o limite superior, que separa o triângulo submandibular da região submentual e da face.
Ventre posterior do digástrico: músculo que se origina na incisura mastoidea do osso temporal e segue até o hioide, formando a borda posterior.
Esses três elementos formam um triângulo de base superior (a mandíbula) e vértice inferior (no hioide). É importante não confundir com o triângulo submentual, que é delimitado pelo ventre anterior do digástrico de ambos os lados e pelo osso hioide, nem com o triângulo carotídeo, que tem outros limites.
Na prática cirúrgica, a preservação do ramo marginal mandibular do nervo facial é um dos principais desafios na dissecção do nível I. Esse ramo cruza a borda inferior da mandíbula em um ponto variável, geralmente próximo à artéria facial, e pode ser lesado se a dissecção for feita muito superficialmente ou sem a identificação adequada dos limites do triângulo. Por isso, o conhecimento dos limites anatômicos é tão cobrado em provas de residência e concursos.
A pegadinha da banca está em incluir estruturas que estão DENTRO do triângulo (como a glândula submandibular, o nervo hipoglosso, a veia facial) ou que pertencem a outros triângulos (como o omo-hióideo, que delimita o triângulo carotídeo), mas que não são os limites do triângulo submandibular. Guarde a tríade: ventre anterior do digástrico + borda inferior da mandíbula + ventre posterior do digástrico.
Triângulo submandibular
1Limites
Ventre anterior do digástrico
Borda inferior da mandíbula
Ventre posterior do digástrico
2Conteúdo (não são limites)
Glândula submandibular
Artéria e veia faciais
Linfonodos submandibulares
3Relações importantes
Nervo hipoglosso
Ramo marginal mandibular (nervo facial)
4Confusões comuns
Triângulo submentual (ventre anterior + hioide)
Triângulo carotídeo
omo-hióideo, ventre posterior, ECM
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A lista exatamente os três limites anatômicos do triângulo submandibular: o ventre anterior do digástrico, a borda inferior da mandíbula e o ventre posterior do digástrico. É a definição clássica encontrada em todos os atlas e tratados de anatomia. Não há erro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B troca o ventre anterior do digástrico pela veia facial. A veia facial é uma estrutura que passa DENTRO do triângulo submandibular, cruzando-o em direção à veia jugular interna, mas não é um limite. O limite anterior é o ventre anterior do digástrico, não a veia facial. A banca tenta confundir o aluno que lembra da veia facial como estrutura importante da região, mas ela não delimita o triângulo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C cita o nervo hipoglosso, a veia jugular interna e o músculo omo-hióideo. Nenhum desses é limite do triângulo submandibular. O nervo hipoglosso e a veia jugular interna estão em uma região mais profunda e medial, relacionados ao triângulo carotídeo. O músculo omo-hióideo, por sua vez, é um dos limites do triângulo carotídeo (juntamente com o ventre posterior do digástrico e a borda anterior do esternocleidomastóideo). A banca mistura estruturas de outros triângulos para induzir ao erro.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D cita a glândula submandibular, a borda mandibular e o nervo lingual. A glândula submandibular é o principal conteúdo do triângulo, não um limite. O nervo lingual também é uma estrutura que passa em relação à glândula, mas não delimita o triângulo. A borda mandibular é um limite correto, mas os outros dois elementos estão errados. A banca tenta confundir o aluno que sabe que a glândula está ali, mas ela não é um limite.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E cita o músculo milo-hióideo, o ventre posterior do digástrico e a artéria carótida. O músculo milo-hióideo forma o assoalho do triângulo submandibular, mas não é um limite. A artéria carótida está em uma região mais medial e profunda, relacionada ao triângulo carotídeo. O ventre posterior do digástrico é um limite correto, mas os outros dois elementos estão errados. A banca mistura estruturas que estão próximas, mas não são limites.