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Questão de Medicina — Urologia — Avança SP 2025

MedicinaUrologia
Código
qg413935
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Em relação à ureterorrenolitotripsia flexível no tratamento da litíase urinária no trato alto, é correto afirmar:
  1. APode ser realizada em mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestre da gestação
  2. BÉ contraindicada em idosos acima de 80 anos pela friabilidade do ureter e risco de avulsão ureteral durante o procedimento.
  3. CPode ser realizada em paciente com sepse urinária devido a cálculo piélico obstrutivo e pielonefrite associada.
  4. DEstá indicada somente em cálculos maiores que 8 mm, pois cálculos menores são eliminados com uso de medicação alfabloqueadora (ie. Tansulosina).
  5. EÉ contraindicada no rim em ferradura pelo risco de lesão piélica na passagem da bainha decorrente da alteração anatômica encontrada.
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GabaritoA — Pode ser realizada em mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestre da gestação

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ureterorrenolitotripsia flexível (URSL flexível) na litíase urinária

Gabarito: letra A. A ureterorrenolitotripsia flexível é um procedimento endoscópico minimamente invasivo que pode ser realizado em gestantes no segundo e terceiro trimestres, sendo uma opção segura e eficaz para o tratamento de cálculos renais e ureterais nesse grupo, desde que haja indicação adequada e equipe experiente. As demais alternativas apresentam contraindicações ou limitações que não correspondem à prática clínica atual.

A ureterorrenolitotripsia flexível é uma técnica cirúrgica endoscópica utilizada para fragmentar e remover cálculos localizados no rim e no ureter proximal. O procedimento consiste na introdução de um ureteroscópio flexível através das vias urinárias, permitindo visualização direta do cálculo e sua fragmentação com laser (geralmente Ho:YAG), seguida da remoção dos fragmentos. É uma alternativa menos invasiva à cirurgia aberta ou percutânea, com menor morbidade e recuperação mais rápida.

A indicação da URSL flexível é ampla, incluindo cálculos renais de até 2 cm, cálculos ureterais proximais, falha de outras modalidades (como litotripsia extracorpórea por ondas de choque - LECO), e situações especiais como gestação, obesidade mórbida, distúrbios de coagulação e anomalias anatômicas. Em gestantes, a URSL flexível é particularmente útil, pois evita a exposição à radiação ionizante da fluoroscopia, sendo preferível à LECO, que é contraindicada na gestação. O procedimento pode ser realizado com anestesia local ou sedação, e a ultrassonografia pode ser usada como guia para evitar radiação.

A segurança da URSL flexível em gestantes é respaldada por diretrizes de sociedades de urologia, que recomendam o tratamento definitivo dos cálculos durante a gestação, especialmente no segundo e terceiro trimestres, quando o risco de complicações obstétricas é menor. A ureteroscopia flexível permite a fragmentação e remoção do cálculo em um único procedimento, reduzindo a necessidade de stents ureterais e procedimentos adicionais, o que é benéfico para a gestante e o feto.

A principal contraindicação à URSL flexível é a sepse urinária não controlada, pois a instrumentação do trato urinário infectado pode agravar o quadro séptico. Nesses casos, o manejo inicial deve ser a drenagem da urina infectada (com stent ureteral ou nefrostomia) e antibioticoterapia, adiando a litotripsia até a resolução da infecção. Da mesma forma, a URSL flexível não é contraindicada em idosos, desde que a avaliação pré-operatória seja adequada, e não há restrição específica para rim em ferradura, sendo uma opção viável com cuidados técnicos.

A banca explora a confusão entre as indicações e contraindicações da URSL flexível, especialmente em relação a gestantes, idosos, sepse e anomalias anatômicas. O candidato deve conhecer as diretrizes atuais e as situações em que o procedimento é seguro e eficaz, bem como as contraindicações absolutas e relativas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ureterorrenolitotripsia flexível é uma opção segura e eficaz para o tratamento de cálculos urinários em gestantes, especialmente no segundo e terceiro trimestres. A gestação não é contraindicação para o procedimento, e a URSL flexível é preferível à LECO, que é contraindicada na gestação devido ao risco de dano fetal pela radiação e ondas de choque. O procedimento pode ser realizado com anestesia local ou sedação, e a ultrassonografia pode ser usada como guia para evitar radiação. A segurança do procedimento em gestantes é respaldada por diretrizes de sociedades de urologia, que recomendam o tratamento definitivo dos cálculos durante a gestação, especialmente no segundo e terceiro trimestres, quando o risco de complicações obstétricas é menor.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação de que a URSL flexível é contraindicada em idosos acima de 80 anos pela friabilidade do ureter e risco de avulsão ureteral é incorreta. A idade avançada não é contraindicação para o procedimento, e a URSL flexível pode ser realizada com segurança em idosos, desde que a avaliação pré-operatória seja adequada e os riscos anestésicos sejam considerados. A friabilidade do ureter e o risco de avulsão são complicações possíveis, mas não são específicas de idosos e não contraindica o procedimento nessa faixa etária. A decisão de realizar a URSL flexível em idosos deve ser individualizada, considerando a condição clínica geral do paciente e a complexidade do cálculo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a URSL flexível pode ser realizada em paciente com sepse urinária devido a cálculo piélico obstrutivo e pielonefrite associada é incorreta. A sepse urinária é uma contraindicação relativa ao procedimento, pois a instrumentação do trato urinário infectado pode agravar o quadro séptico. Nesses casos, o manejo inicial deve ser a drenagem da urina infectada (com stent ureteral ou nefrostomia) e antibioticoterapia, adiando a litotripsia até a resolução da infecção. A URSL flexível só deve ser realizada após o controle da sepse e a estabilização do paciente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação de que a URSL flexível está indicada somente em cálculos maiores que 8 mm, pois cálculos menores são eliminados com uso de medicação alfabloqueadora (ie. Tansulosina), é incorreta. A URSL flexível é indicada para cálculos renais de até 2 cm e cálculos ureterais proximais, independentemente do tamanho, quando há indicação de tratamento cirúrgico. Cálculos menores que 8 mm podem ser eliminados espontaneamente ou com uso de alfabloqueadores, mas isso não é uma regra absoluta, e a URSL flexível pode ser indicada em casos de falha do tratamento conservador, dor persistente, obstrução ou infecção. A decisão de tratar um cálculo deve ser individualizada, considerando o tamanho, a localização, os sintomas e as condições clínicas do paciente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que a URSL flexível é contraindicada no rim em ferradura pelo risco de lesão piélica na passagem da bainha decorrente da alteração anatômica encontrada é incorreta. O rim em ferradura é uma anomalia anatômica que pode tornar o procedimento mais desafiador, mas não é contraindicação para a URSL flexível. Com o uso de ureteroscópios flexíveis e técnicas adequadas, é possível tratar cálculos em rins em ferradura com segurança e eficácia. A anatomia anômala pode exigir cuidados adicionais, como o uso de guias e a avaliação pré-operatória detalhada, mas não impede a realização do procedimento.

Gabarito: letra A

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