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Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — Avança SP 2025

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
qg413956
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Em relação à técnica de passagem de instrumentos pelo espaço intercostal durante procedimentos como toracocentese, qual a orientação anatômica CORRETA para evitar lesão das estruturas neurovasculares?
  1. AA passagem deve ser realizada na borda inferior da costela superior para evitar o sulco costal onde se localizam as estruturas neurovasculares.
  2. BA passagem deve ser realizada no centro do espaço intercostal, equidistante das duas costelas adjacentes.
  3. CA passagem deve ser realizada na borda inferior da costela inferior, junto ao músculo intercostal externo.
  4. DA passagem deve ser realizada na borda superior da costela inferior para evitar as estruturas neurovasculares do sulco costal.
  5. EA passagem deve ser realizada na borda superior da costela superior, junto ao ângulo da costela.
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GabaritoD — A passagem deve ser realizada na borda superior da costela inferior para evitar as estruturas neurovasculares do sulco costal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anatomia do espaço intercostal e toracocentese

Gabarito: letra D. A passagem de instrumentos pelo espaço intercostal deve ser feita na borda superior da costela inferior, pois é nessa região que o sulco costal (que abriga a veia, a artéria e o nervo intercostais) está protegido pela costela superior. Essa é a orientação clássica para evitar a lesão das estruturas neurovasculares durante procedimentos como toracocentese e drenagem torácica.

O espaço intercostal é o intervalo entre duas costelas adjacentes, preenchido pelos músculos intercostais externo, interno e íntimo. As estruturas neurovasculares — veia, artéria e nervo intercostais — não correm no centro do espaço, mas sim em um sulco localizado na borda inferior de cada costela, o chamado sulco costal. Isso significa que, se a agulha for introduzida na borda inferior da costela superior, ela atingirá diretamente o feixe neurovascular. Por isso, a técnica segura é entrar acima da costela inferior, onde o sulco costal da costela superior já passou e o feixe neurovascular da costela inferior ainda não chegou.

Na prática, durante a toracocentese, o paciente é posicionado sentado, levemente inclinado para a frente, e o local de punção é determinado por ultrassonografia ou por exame físico. A agulha deve ser introduzida no espaço intercostal, sempre na borda superior da costela inferior, com o bisel voltado para cima. Essa orientação vale para qualquer procedimento que atravesse a parede torácica, como drenagem de tórax, biópsia pleural e inserção de cateteres.

A confusão mais comum é inverter a referência: muitos candidatos lembram que o feixe neurovascular fica na borda inferior da costela, mas erram ao concluir que a punção deve ser feita na borda inferior da costela superior. Na verdade, é exatamente o oposto: como o feixe corre na borda inferior, a punção deve ser feita na borda superior da costela inferior, para ficar longe do sulco costal. Essa é a pegadinha central da questão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão da referência anatômica. O feixe neurovascular fica no sulco costal, na borda inferior da costela. O candidato que memoriza isso sem pensar na consequência prática conclui que a punção deve ser na borda inferior da costela superior (alternativa A) — exatamente o local de maior risco. A regra de ouro: punção na borda superior da costela inferior, sempre.

Espaço intercostal
  • 1Feixe neurovascular
    • Veia, artéria e nervo intercostais
    • Localização: sulco costal
      • Borda inferior da costela
  • 2Punção segura
    • Borda superior da costela inferior
    • Evita o sulco costal
  • 3Erros comuns
    • Borda inferior da costela superior (atinge o feixe)
    • Centro do espaço (risco variável)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a passagem deve ser na borda inferior da costela superior. É o erro clássico: o sulco costal, com o feixe neurovascular, fica exatamente nessa região. Punir ali é o caminho mais direto para lesar a artéria, a veia e o nervo intercostais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a passagem deve ser no centro do espaço intercostal, equidistante das costelas. Embora seja uma região de menor risco que a borda inferior da costela superior, não é a orientação recomendada. O feixe neurovascular pode ter trajeto variável, e a margem de segurança é maior quando se entra rente à borda superior da costela inferior. A técnica clássica não preconiza o centro do espaço.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a passagem deve ser na borda inferior da costela inferior, junto ao músculo intercostal externo. Essa região está abaixo do sulco costal da costela inferior, mas a referência correta é a borda superior da costela inferior, não a inferior. A borda inferior da costela inferior já está próxima do espaço intercostal seguinte, onde o feixe neurovascular da costela inferior pode ser atingido.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que a passagem deve ser na borda superior da costela inferior para evitar as estruturas neurovasculares do sulco costal. É exatamente a orientação anatômica correta: o sulco costal fica na borda inferior da costela, então a punção deve ser feita acima da costela inferior, longe do feixe neurovascular.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a passagem deve ser na borda superior da costela superior, junto ao ângulo da costela. Essa região é segura em relação ao sulco costal da costela superior, mas não é a referência clássica. A orientação padrão é a borda superior da costela inferior, não da superior. Além disso, o ângulo da costela é uma região de maior curvatura, o que pode dificultar a punção.

Gabarito: letra D — a punção deve ser feita na borda superior da costela inferior, evitando o sulco costal e as estruturas neurovasculares.

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