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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg413957
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Em planejamento de reconstrução mamária com implantes, a equipe avalia perfis clínicos com maior probabilidade de intercorrências locais e falhas. Diante dos fatores modificadores de risco descritos, assinale a alternativa correta:
  1. AHipotireoidismo controlado e mamas pequenas aumentam sistematicamente a exposição do implante.
  2. BBaixo IMC e radioterapia prévia reduzem seroma e rejeição do expansor.
  3. CTabagismo, diabetes e obesidade demandam atenção especial por maior risco de necrose, infecção e falha reconstrutiva.
  4. DMenopausa e nuliparidade elevam risco de contratura capsular em todos os casos.
  5. EIdade <30 anos e ausência de comorbidades implicam maior taxa de infecção tardia.
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GabaritoC — Tabagismo, diabetes e obesidade demandam atenção especial por maior risco de necrose, infecção e falha reconstrutiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fatores de risco em reconstrução mamária com implantes

Gabarito: letra C. Tabagismo, diabetes e obesidade são fatores de risco clássicos e bem documentados para complicações em reconstrução mamária com implantes, aumentando a incidência de necrose, infecção e falha reconstrutiva. A alternativa C está correta ao agrupar esses três fatores, que comprometem a vascularização tecidual e a resposta imunológica, essenciais para a integração do implante e a cicatrização adequada.

A reconstrução mamária com implantes é um procedimento que envolve a criação de um bolsão para o dispositivo, seja ele um expansor tecidual ou um implante definitivo. O sucesso dessa técnica depende de uma série de fatores, incluindo a qualidade dos tecidos locais, a vascularização, a ausência de infecção e a capacidade de cicatrização da paciente. Fatores de risco modificáveis, como tabagismo, diabetes e obesidade, podem comprometer diretamente esses elementos, aumentando a probabilidade de complicações.

O tabagismo é um dos principais vilões. A nicotina causa vasoconstrição, reduzindo o fluxo sanguíneo para a pele e os tecidos, o que prejudica a oxigenação e a nutrição celular. Isso aumenta o risco de necrose da pele, deiscência de sutura e falha na integração do implante. O diabetes, especialmente quando descontrolado, compromete a função dos macrófagos e a resposta imunológica, tornando a paciente mais suscetível a infecções. A obesidade, por sua vez, está associada a uma maior taxa de complicações, incluindo seroma, infecção, deiscência e necrose, devido à menor vascularização do tecido adiposo e à maior tensão sobre as suturas.

A avaliação pré-operatória deve identificar esses fatores e, quando possível, otimizá-los antes da cirurgia. A cessação do tabagismo por pelo menos 30 dias, o controle rigoroso da glicemia e a perda de peso são medidas que podem reduzir significativamente o risco de complicações. A alternativa C reflete exatamente essa preocupação, destacando a necessidade de atenção especial a esses pacientes.

As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou sem fundamento científico sólido. A alternativa A, por exemplo, associa hipotireoidismo controlado e mamas pequenas a um aumento da exposição do implante, o que não é correto. A alternativa B afirma que baixo IMC e radioterapia prévia reduzem seroma e rejeição, o que é falso, pois a radioterapia é um fator de risco conhecido para complicações. A alternativa D relaciona menopausa e nuliparidade a um risco elevado de contratura capsular, sem evidência consistente. A alternativa E sugere que idade <30 anos e ausência de comorbidades implicam maior taxa de infecção tardia, o que é contrário ao conhecimento médico.

A pegadinha desta questão está em reconhecer quais fatores são realmente modificadores de risco e quais são apenas distratores. A banca explora a tendência de aceitar afirmações que parecem plausíveis, mas que não têm respaldo na literatura. O candidato deve ter em mente que os fatores de risco mais importantes para complicações em reconstrução mamária são aqueles que comprometem a vascularização, a imunidade e a cicatrização.

1Tabagismo
Vasoconstrição
Necrose e deiscência
2Diabetes
Imunidade comprometida
Infecção
3Obesidade
Menor vascularização do tecido adiposo
Seroma, infecção e deiscência
4Radioterapia prévia
Seroma, necrose e falha do expansor
Fatores de risco em reconstrução mamária
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Fatores de risco em reconstrução mamária: Tabagismo (Vasoconstrição, Necrose e deiscência); Diabetes (Imunidade comprometida, Infecção); Obesidade (Menor vascularização do tecido adiposo, Seroma, infecção e deiscência); Radioterapia prévia (Seroma, necrose e falha do expansor)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmação de que hipotireoidismo controlado e mamas pequenas aumentam sistematicamente a exposição do implante é incorreta. O hipotireoidismo controlado não é um fator de risco significativo para complicações locais, e o tamanho das mamas não está diretamente relacionado à exposição do implante. A exposição do implante está mais associada a fatores como necrose da pele, deiscência de sutura e infecção, que podem ser influenciados por tabagismo, diabetes e obesidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação de que baixo IMC e radioterapia prévia reduzem seroma e rejeição do expansor é incorreta. A radioterapia prévia é um fator de risco bem estabelecido para complicações em reconstrução mamária, aumentando a incidência de seroma, infecção, necrose e falha do expansor. O baixo IMC, por sua vez, não é um fator protetor e pode estar associado a uma menor reserva tecidual, o que pode dificultar a reconstrução.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa C está correta ao afirmar que tabagismo, diabetes e obesidade demandam atenção especial por maior risco de necrose, infecção e falha reconstrutiva. Esses três fatores são reconhecidos na literatura como modificadores de risco importantes, pois comprometem a vascularização, a imunidade e a cicatrização, aumentando a probabilidade de complicações locais e falha do procedimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação de que menopausa e nuliparidade elevam o risco de contratura capsular em todos os casos é incorreta. A contratura capsular é uma complicação multifatorial, e não há evidência consistente de que menopausa ou nuliparidade sejam fatores de risco independentes. A contratura capsular está mais associada a infecção, hematoma, radioterapia e características do implante.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que idade <30 anos e ausência de comorbidades implicam maior taxa de infecção tardia é incorreta. Pacientes jovens e sem comorbidades geralmente têm menor risco de complicações, incluindo infecção. A infecção tardia está mais associada a fatores como tabagismo, diabetes, obesidade, radioterapia e procedimentos cirúrgicos prolongados.

Gabarito: letra C

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