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Questão de Medicina — Médico da Família — Avança SP 2025

MedicinaMédico da Família
Código
qg413969
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Em relação à criptorquidia, o protocolo estabelece diretrizes específicas sobre o momento adequado para encaminhamento ao cirurgião pediátrico. Qual a recomendação quanto ao início e conclusão do tratamento?
  1. ADeve ser iniciado após o 2º ano de vida e completado até o 5º ano de vida.
  2. BDeve ser iniciado a partir do 6º mês de vida e completado ao término do 2º ano de vida.
  3. CDeve ser iniciado imediatamente ao nascimento e completado até o 6º mês de vida.
  4. DDeve ser aguardada a puberdade para definição da conduta cirúrgica.
  5. EDeve ser iniciado aos 12 meses e completado até 18 meses de vida.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Deve ser iniciado a partir do 6º mês de vida e completado ao término do 2º ano de vida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptorquidia: momento do tratamento cirúrgico

Gabarito: letra B. A recomendação atual é iniciar o tratamento cirúrgico (orquidopexia) a partir do 6º mês de vida e completá-lo até o término do 2º ano de vida, pois após os 6 meses inicia-se degeneração testicular progressiva e a cirurgia precoce reduz riscos de infertilidade e malignização. Essa diretriz é baseada em evidências de que os testículos podem descer espontaneamente até os 3 meses e que a lesão tubular se correlaciona inversamente com a idade da cirurgia.

A criptorquidia é a falha na descida de um ou ambos os testículos para o escroto, condição comum em recém-nascidos. O diagnóstico é clínico, pela palpação, e o tratamento é cirúrgico, com a orquidopexia — liberação e fixação do testículo na bolsa escrotal. O momento ideal da cirurgia é crucial: se realizada tardiamente, aumenta o risco de infertilidade e de transformação maligna.

A fisiopatologia explica a urgência: os testículos criptorquídicos ficam expostos a temperatura mais elevada que a escrotal, levando a degeneração progressiva. Estudos mostram que, a partir dos 6 meses de idade, pode ocorrer fibrose intersticial, redução do desenvolvimento tubular e diminuição do volume testicular. As alterações histológicas se intensificam com a idade, sendo mais graves nos testículos intra-abdominais, que podem apresentar atrofia tubular grave aos 2 anos.

A recomendação de iniciar aos 6 meses baseia-se em dois pilares: primeiro, a possibilidade de descida espontânea até os 3 meses de vida, o que contraindica intervenção antes; segundo, o início da degeneração testicular após os 6 meses, o que torna a cirurgia precoce mais benéfica. A orquidopexia realizada nesse intervalo preserva melhor a função testicular e reduz o risco de neoplasia.

A banca explora a confusão entre o momento em que se inicia a degeneração (6 meses) e o prazo para completar o tratamento (2 anos). O candidato pode confundir com a recomendação antiga de operar após 1-2 anos, ou com a ideia de aguardar a puberdade, que é totalmente equivocada. O protocolo atual é claro: iniciar aos 6 meses e concluir até 2 anos.

Guarde a janela terapêutica: início aos 6 meses, conclusão até 2 anos — é exatamente esse intervalo que as alternativas tentam distorcer.

  1. NascimentoDiagnóstico clínico
  2. Até 3 mesesDescida espontânea possível
  3. A partir de 6 mesesInício da degeneração
  4. 6 meses a 2 anosOrquidopexia (janela ideal)
  5. Após 2 anosRisco aumentado
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o tratamento deve ser iniciado após o 2º ano de vida e completado até o 5º ano. Isso contraria a recomendação atual, pois retardar a cirurgia para após os 2 anos expõe o testículo a degeneração avançada, aumentando riscos de infertilidade e malignização. O prazo máximo para conclusão é o 2º ano, não o 5º.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reflete exatamente a diretriz: iniciar a partir do 6º mês de vida e completar até o término do 2º ano. Esse intervalo permite aguardar a possível descida espontânea (até 3 meses), evita a degeneração que começa após os 6 meses e garante a cirurgia antes das alterações histológicas graves.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe iniciar imediatamente ao nascimento e completar até o 6º mês. Isso é precoce demais: até os 3 meses há chance de descida espontânea, e a cirurgia neonatal desnecessária expõe o lactente a riscos anestésicos e cirúrgicos sem benefício. O início recomendado é aos 6 meses, não ao nascimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere aguardar a puberdade para definir a conduta. Isso é totalmente equivocado, pois a espera até a puberdade causa degeneração testicular irreversível, comprometendo a fertilidade e aumentando o risco de neoplasia. O tratamento deve ser precoce, na primeira infância.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Indica iniciar aos 12 meses e completar até 18 meses. Embora dentro do prazo máximo de 2 anos, o início aos 12 meses é tardio, pois a degeneração já começou aos 6 meses. A recomendação é iniciar aos 6 meses, não aos 12.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o início da degeneração testicular (6 meses) e o prazo máximo para a cirurgia (2 anos). Alternativas como a E (12-18 meses) parecem razoáveis, mas atrasam o início do tratamento. Lembre-se: o gatilho é o 6º mês, quando começa a lesão — não espere mais.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, associe: "6 meses para começar, 2 anos para terminar". Se a alternativa trouxer qualquer prazo que comece depois dos 6 meses ou termine depois dos 2 anos, está errada. Essa é a janela terapêutica consagrada.

Gabarito: letra B

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