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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg413970
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
No protocolo de manejo e acesso à cirurgia infantil, a estenose hipertrófica do piloro apresenta características clínicas específicas. Qual achado ao exame físico é considerado patognomônico desta condição?
  1. AAbdome escavado com aumento do volume da bolsa escrotal e transiluminação positiva.
  2. BDistensão abdominal difusa com timpanismo e ausência de ruídos hidroaéreos.
  3. CMassa palpável em flanco esquerdo com hematúria macroscópica associada.
  4. DRigidez abdominal generalizada com sinal de Blumberg positivo em fossa ilíaca direita.
  5. EPresença de peristaltismo visível da esquerda para a direita no hemiabdome superior e palpação de massa semelhante a uma azeitona no quadrante superior direito.
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GabaritoE — Presença de peristaltismo visível da esquerda para a direita no hemiabdome superior e palpação de massa semelhante a uma azeitona no quadrante superior direito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estenose hipertrófica do piloro: achados clínicos e exame físico

Gabarito: letra E. Na estenose hipertrófica do piloro, o achado patognomônico ao exame físico é a combinação de peristaltismo visível da esquerda para a direita no hemiabdome superior com a palpação de massa semelhante a uma azeitona (oliva pilórica) no quadrante superior direito. Essa descrição corresponde exatamente ao quadro clássico descrito na literatura pediátrica e cirúrgica, incluindo o material de apoio que menciona "ondas peristálticas visíveis" e "musculatura pilórica espessada no quadrante superior direito, como uma oliva".

A estenose hipertrófica do piloro é uma condição que afeta lactentes, geralmente entre 1 e 3 meses de vida, caracterizada pela hipertrofia da musculatura do piloro, na junção piloroduodenal. Essa hipertrofia leva à obstrução parcial do trânsito gástrico, manifestando-se com vômitos não biliosos, progressivos, que podem levar à desidratação e alcalose metabólica hipoclorêmica. O exame físico é fundamental para o diagnóstico, e os dois achados clássicos são:

  1. Peristaltismo visível: ondas peristálticas que se movem da esquerda para a direita no andar superior do abdome, resultado do esforço gástrico para vencer a obstrução pilórica.

  2. Oliva pilórica: massa palpável, firme, móvel, do tamanho de uma azeitona, localizada no quadrante superior direito, correspondente ao piloro hipertrofiado.

Esses achados são considerados patognomônicos, ou seja, sua presença é suficiente para o diagnóstico clínico, sem necessidade de exames complementares. A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para confirmar, mas o exame físico bem feito pode fechar o diagnóstico.

É importante distinguir a estenose hipertrófica do piloro de outras causas de vômitos no lactente, como refluxo gastroesofágico, gastroenterite, má rotação intestinal com volvo, entre outras. A presença da oliva pilórica e do peristaltismo visível é específica dessa condição, enquanto outras apresentam características diferentes, como distensão abdominal difusa (obstrução distal) ou sinais de peritonite (apendicite).

A banca explora justamente a confusão com outros quadros abdominais da infância, como apendicite aguda, obstrução intestinal, hérnia inguinal encarcerada e outras condições. O candidato deve reconhecer os sinais típicos da estenose hipertrófica do piloro e diferenciá-los dos de outras patologias.

Guarde a tríade clássica: vômitos não biliosos em lactente jovem + peristaltismo visível + oliva pilórica palpável. É exatamente essa combinação que a alternativa correta descreve, e é nela que as alternativas se dividem.

Estenose hipertrófica do piloro
  • 1Perfil clínico
    • Lactente (1–3 meses)
    • Vômitos não biliosos progressivos
    • Alcalose metabólica hipoclorêmica
  • 2Achados patognomônicos
    • Peristaltismo visível (esq. → dir., andar superior)
    • Oliva pilórica (massa em QSD)
  • 3Diagnóstico
    • Clínico (fecha com exame físico)
    • USG confirma
  • 4Diagnósticos diferenciais
    • Apendicite aguda (Blumberg, FID)
    • Obstrução distal (distensão difusa, timpanismo)
    • Tumor de Wilms (massa em flanco, hematúria)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Descreve achados de hérnia inguinal encarcerada ou hidrocele, com aumento do volume da bolsa escrotal e transiluminação positiva. Não tem relação com a estenose hipertrófica do piloro, que se manifesta no abdome superior, não na região escrotal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Descreve um quadro de obstrução intestinal distal ou íleo paralítico, com distensão abdominal difusa, timpanismo e ausência de ruídos hidroaéreos. Na estenose hipertrófica do piloro, a distensão é do andar superior do abdome, e os ruídos hidroaéreos podem estar presentes ou aumentados, não ausentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Massa palpável em flanco esquerdo com hematúria macroscópica sugere tumor de Wilms ou outra neoplasia renal. Não é característica da estenose hipertrófica do piloro, cuja massa é no quadrante superior direito e não há hematúria.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Rigidez abdominal generalizada com sinal de Blumberg positivo em fossa ilíaca direita é típico de apendicite aguda com peritonite. Na estenose hipertrófica do piloro, não há rigidez nem sinal de Blumberg; o abdome pode estar distendido no andar superior, mas sem sinais de irritação peritoneal.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve exatamente os achados patognomônicos da estenose hipertrófica do piloro: peristaltismo visível da esquerda para a direita no hemiabdome superior (ondas peristálticas) e palpação de massa semelhante a uma azeitona (oliva pilórica) no quadrante superior direito. Esses sinais, associados aos vômitos não biliosos em lactente, fecham o diagnóstico clínico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura achados de outras condições abdominais da infância para confundir. A alternativa D, por exemplo, descreve apendicite aguda, que é a causa mais comum de abdome agudo na criança, mas não se confunde com a estenose hipertrófica do piloro, que cursa com vômitos e oliva pilórica, sem sinais peritoneais. Fique atento à localização da massa (QSD) e ao tipo de peristaltismo (visível, da esquerda para a direita).

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar, lembre da tríade: vômitos não biliosos + peristaltismo visível + oliva pilórica. Se a alternativa trouxer massa no QSD e peristaltismo visível, é estenose hipertrófica do piloro. Se trouxer dor em FID e Blumberg, é apendicite. Se trouxer distensão difusa e timpanismo, pense em obstrução distal.

Gabarito: letra E

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