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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg413980
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Paciente feminina, 73 anos, portadora de Alzheimer, é admitida para correção cirúrgica de fratura de fêmur. No pós-operatório, há indicação de sondagem vesical para controle de débito urinário. Qual medida minimiza o risco de infecção urinária nesse procedimento?
  1. AUtilizar sonda Foley sem rigor de técnica asséptica, trocando a sonda a cada dois dias.
  2. BRealizar antissepsia rigorosa do meato uretral antes da inserção da sonda, mantendo sistema fechado.
  3. CPriorizar sistema aberto para facilitar avaliação do débito, optando por troca diária da sonda.
  4. DUtilizar sonda rígida, introduzindo sem lubrificação a cada troca de plantão.
  5. EManter irrigação vesical contínua durante todo o pós-operatório, independentemente de indicação clínica.
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GabaritoB — Realizar antissepsia rigorosa do meato uretral antes da inserção da sonda, mantendo sistema fechado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sondagem vesical e prevenção de infecção do trato urinário

Gabarito: letra B. A medida que minimiza o risco de infecção urinária na sondagem vesical é a antissepsia rigorosa do meato uretral antes da inserção, associada à manutenção do sistema fechado de drenagem. Essa é a conduta preconizada pelas diretrizes de prevenção de infecção do trato urinário associada a cateter (ITU-AC), que priorizam técnica asséptica na inserção e sistema fechado para evitar a contaminação bacteriana ascendente.

A infecção do trato urinário associada a cateter vesical é uma das infecções relacionadas à assistência à saúde mais comuns, especialmente em pacientes idosos hospitalizados, como o caso da paciente com Alzheimer e fratura de fêmur. O cateter vesical de demora (sonda de Foley) funciona como um corpo estranho que facilita a ascensão de bactérias da região perineal para a bexiga, seja pela superfície externa do cateter, seja pelo lúmen interno, quando o sistema de drenagem é aberto ou manipulado de forma inadequada. Por isso, as medidas de prevenção concentram-se em três pilares: (1) evitar a inserção desnecessária do cateter, (2) inserir com técnica asséptica rigorosa e (3) manter o sistema de drenagem fechado e estéril, com manipulação mínima.

A técnica asséptica na inserção envolve a antissepsia do meato uretral com solução antisséptica (como clorexidina ou iodopovidona), uso de campo estéril, luvas estéreis e material estéril. O sistema fechado de drenagem, por sua vez, é aquele em que a sonda está conectada a um coletor fechado, sem desconexões desnecessárias, permitindo o fluxo contínuo da urina sem exposição ao ambiente. A abertura do sistema para coleta de amostras ou esvaziamento do coletor deve ser feita com técnica asséptica e o mais raramente possível. Essas medidas reduzem significativamente a incidência de bacteriúria e de infecção urinária sintomática.

Na prática, um exemplo concreto: uma paciente idosa submetida à correção de fratura de fêmur, com indicação de sondagem vesical para controle de débito urinário no pós-operatório, deve ter o meato uretral limpo com antisséptico, a sonda inserida com técnica estéril e o sistema de drenagem mantido fechado, com o coletor abaixo do nível da bexiga e sem tocar o chão. A troca da sonda não deve ser feita em intervalos fixos, mas apenas quando houver indicação clínica (obstrução, incrustação, contaminação do sistema). A irrigação vesical contínua não é indicada rotineiramente, pois aumenta o risco de infecção e de trauma.

A distinção que importa aqui é entre o sistema fechado e o sistema aberto de drenagem. No sistema fechado, a urina flui da bexiga para o coletor sem interrupção, mantendo a esterilidade do circuito; no sistema aberto, há desconexões frequentes, permitindo a entrada de bactérias. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode achar que a troca frequente da sonda ou a irrigação contínua são medidas preventivas, quando na verdade aumentam o risco de infecção. A regra de ouro é: inserir com técnica asséptica, manter o sistema fechado e manipular o mínimo possível.

Guarde o critério decisivo: a prevenção de ITU-AC depende da associação entre técnica asséptica na inserção e manutenção do sistema fechado. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais, que propõem condutas inadequadas ou até prejudiciais.

1Pilares
Evitar inserção desnecessária
Inserir com técnica asséptica
Manter sistema fechado
2Técnica asséptica
Antissepsia do meato
Campo e luvas estéreis
3Sistema fechado
Coletor abaixo da bexiga
Sem desconexões
Manipulação mínima
4Condutas inadequadas
Troca em intervalo fixo
Sistema aberto
Irrigação contínua sem indicação
Prevenção de ITU-AC
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Prevenção de ITU-AC: Pilares (Evitar inserção desnecessária, Inserir com técnica asséptica, Manter sistema fechado); Técnica asséptica (Antissepsia do meato, Campo e luvas estéreis); Sistema fechado (Coletor abaixo da bexiga, Sem desconexões, Manipulação mínima); Condutas inadequadas (Troca em intervalo fixo, Sistema aberto, Irrigação contínua sem indicação)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que se deve utilizar sonda Foley sem rigor de técnica asséptica, trocando a sonda a cada dois dias. O erro é duplo: a técnica asséptica é indispensável na inserção do cateter, e a troca programada da sonda em intervalos fixos não é recomendada, pois aumenta o risco de trauma e de infecção. A troca deve ser feita apenas quando houver indicação clínica, como obstrução ou contaminação do sistema.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve exatamente a conduta preconizada: antissepsia rigorosa do meato uretral antes da inserção e manutenção do sistema fechado de drenagem. A antissepsia reduz a carga bacteriana na região periuretral, e o sistema fechado impede a contaminação ascendente pelo lúmen do cateter. Essas são as medidas com maior evidência de redução de ITU-AC.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe priorizar sistema aberto para facilitar a avaliação do débito, com troca diária da sonda. O sistema aberto é exatamente o que se deve evitar, pois permite a entrada de bactérias a cada desconexão. A troca diária da sonda também é prejudicial, pois aumenta o risco de trauma uretral e de infecção, sem benefício comprovado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere utilizar sonda rígida, introduzida sem lubrificação a cada troca de plantão. A sonda rígida e sem lubrificação causa trauma uretral, lesando a mucosa e facilitando a colonização bacteriana. Além disso, a troca a cada plantão é desnecessária e aumenta o risco de infecção. A sonda deve ser lubrificada com gel estéril para minimizar o trauma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Recomenda manter irrigação vesical contínua durante todo o pós-operatório, independentemente de indicação clínica. A irrigação vesical contínua não é indicada rotineiramente, pois aumenta o risco de infecção, trauma e distensão vesical. Deve ser reservada para situações específicas, como presença de coágulos ou hematúria importante, e sempre com indicação médica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre medidas que parecem preventivas, mas são prejudiciais. O candidato pode achar que trocar a sonda com frequência ou irrigar a bexiga continuamente reduz o risco de infecção, quando na verdade aumentam. A pegadinha está em inverter o conceito: o que protege é a técnica asséptica na inserção e o sistema fechado, não a manipulação frequente do cateter.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de prevenção de infecção associada a cateter, lembre-se do tripé: inserir com técnica asséptica, manter sistema fechado e manipular o mínimo possível. Qualquer alternativa que proponha troca frequente, sistema aberto ou irrigação contínua sem indicação está errada. Essa é a lógica que resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra B

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