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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2025

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg414061
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Medicina Paliativa
A monitorização da Pressão Venosa Central (PVC) é frequentemente utilizada para estimar a pré-carga do ventrículo direito. Em um paciente crítico, a aferição de valores baixos, como uma PVC < 2 mmHg, sugere prioritariamente:
  1. AHipervolemia.
  2. BDisfunção de ventrículo direito.
  3. CTamponamento cardíaco.
  4. DHipovolemia.
  5. EPneumotórax hipertensivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Hipovolemia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pressão Venosa Central (PVC) e estado volêmico

Gabarito: letra D (Hipovolemia). A PVC baixa (< 2 mmHg) reflete redução da pressão no átrio direito, o que, na ausência de outras causas, sugere diminuição do volume intravascular — ou seja, hipovolemia. O valor normal da PVC é de 2 a 6 mmHg, e valores abaixo disso indicam baixa pré-carga, classicamente associada à depleção de volume.

A Pressão Venosa Central (PVC) é a pressão exercida pelo sangue na veia cava superior, equivalente à pressão no átrio direito. Ela resulta da interação entre o débito cardíaco e a volemia do paciente. Quando a PVC está baixa, isso pode significar que há pouco volume retornando ao coração — hipovolemia — ou que o coração está bombeando de forma muito eficiente, o que é raro em pacientes críticos. A interpretação isolada da PVC é limitada, mas valores muito baixos, como < 2 mmHg, são um forte indicativo de hipovolemia, especialmente se associados a sinais de hipofluxo tecidual.

Na prática clínica, a PVC baixa com débito cardíaco reduzido sugere hipovolemia, e o tratamento é a reposição volêmica. Por outro lado, PVC elevada com débito cardíaco baixo sugere disfunção cardíaca, onde a reposição volêmica não está indicada. É importante lembrar que a PVC é um parâmetro estático e tem baixa acurácia para predizer responsividade a volume, mas valores extremos, como < 2 mmHg, são clinicamente relevantes.

A banca explora a associação direta entre PVC baixa e hipovolemia, um conceito fundamental na monitorização hemodinâmica. As demais alternativas representam condições que cursam com PVC elevada ou não têm relação direta com valores baixos de PVC. Vamos analisar cada uma.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A hipervolemia (excesso de volume) cursa com PVC elevada, não baixa. Na hipervolemia, há aumento do retorno venoso e da pressão no átrio direito, elevando a PVC. Valores baixos de PVC são o oposto do esperado na hipervolemia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A disfunção de ventrículo direito (VD) geralmente cursa com PVC elevada, pois o VD não consegue bombear o sangue adequadamente, aumentando a pressão retrógrada na veia cava. O aumento da PVC é, inclusive, o principal marcador de disfunção do VD. PVC baixa não é característica dessa condição.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O tamponamento cardíaco comprime o coração, dificultando o enchimento diastólico e elevando as pressões de enchimento, incluindo a PVC. Portanto, a PVC costuma estar elevada no tamponamento, não baixa.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A hipovolemia (diminuição do volume intravascular) reduz o retorno venoso e, consequentemente, a pressão no átrio direito, resultando em PVC baixa (< 2 mmHg). Este é o achado clássico que sugere hipovolemia em paciente crítico, indicando necessidade de reposição volêmica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O pneumotórax hipertensivo aumenta a pressão intratorácica, comprimindo a veia cava e o átrio direito, o que eleva a PVC. Portanto, a PVC tende a estar elevada nessa condição, não baixa.

Gabarito: letra D — a PVC < 2 mmHg sugere prioritariamente hipovolemia, indicando baixa pré-carga e necessidade de reposição volêmica.

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