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Questão de Medicina — Médico da Família — Avança SP 2025

MedicinaMédico da Família
Código
qg414064
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Medicina Paliativa
Considerando a rede de serviços e a responsabilidade da UBS sobre uma população adscrita, o papel do médico de família inclui articular percursos assistenciais sem perder a referência do cuidado. Assinale a alternativa que descreve adequadamente a coordenação do cuidado na APS:
  1. AEncaminhar todo caso complexo e descontinuar o seguimento na UBS.
  2. BAutorizar procedimentos de alta complexidade sem contrarreferência.
  3. CCentralizar ações de vigilância sem interface com a clínica individual.
  4. DExpandir rastreios para aumentar diagnósticos, independentemente do contexto.
  5. EDefinir necessidades de encaminhamento e articular ofertas entre serviços conforme o contexto do paciente.
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GabaritoE — Definir necessidades de encaminhamento e articular ofertas entre serviços conforme o contexto do paciente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coordenação do cuidado na Atenção Primária à Saúde

Gabarito: letra E. A coordenação do cuidado na APS exige que o médico de família defina as necessidades de encaminhamento e articule as ofertas entre os serviços, sempre conforme o contexto do paciente — mantendo a referência do cuidado na UBS. Essa é a essência do atributo da coordenação, que garante a continuidade assistencial e a integração entre os diferentes pontos da rede.

A coordenação do cuidado é um dos atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde (APS), conforme a concepção de Starfield. Ela pressupõe que a UBS, como porta de entrada preferencial e centro de comunicação da rede, organize o percurso do paciente pelos demais serviços de saúde — seja na atenção especializada, nos serviços de apoio diagnóstico ou na atenção hospitalar — sem que isso signifique abrir mão do acompanhamento longitudinal. O médico de família, por conhecer o contexto biopsicossocial do paciente e de sua família, é o profissional mais bem posicionado para avaliar a real necessidade de encaminhamento, evitando tanto a subutilização quanto o uso inadequado dos serviços especializados.

Na prática, a coordenação se materializa por meio de instrumentos como a referência e a contrarreferência: quando o paciente é encaminhado a outro serviço, a UBS deve receber o retorno com as informações sobre o que foi feito, para dar continuidade ao cuidado. O médico de família não "terceiriza" o paciente — ele articula o percurso assistencial, mantendo-se como referência. Isso exige conhecimento da rede de serviços disponível, capacidade de negociação e comunicação efetiva com os demais níveis de atenção.

A alternativa correta sintetiza exatamente esse papel: definir necessidades de encaminhamento (avaliar criticamente quando e para onde encaminhar) e articular ofertas entre serviços (integrar os recursos da rede) conforme o contexto do paciente (considerando suas condições clínicas, sociais, culturais e preferências). As demais alternativas descrevem práticas que rompem com a lógica da coordenação e com os princípios da APS.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a visão distorcida de que a APS é apenas uma "porta de saída" para a especialização. As alternativas A, B, C e D descrevem condutas que fragmentam o cuidado — descontinuidade, ausência de contrarreferência, separação entre vigilância e clínica, e rastreamento sem critério. O candidato que não domina o conceito de coordenação pode ser seduzido por ideias como "encaminhar tudo" ou "rastrear sempre", que parecem resolutivas, mas contrariam a lógica da APS. Lembre-se: coordenação é integrar, não transferir.

1Essência
Integrar, não transferir
Manter referência na UBS
Continuidade assistencial
2Instrumentos
Referência
Contrarreferência
3Papel do médico de família
Avaliar necessidade de encaminhamento
Articular ofertas da rede
Considerar contexto do paciente
4Práticas que fragmentam
Encaminhar e descontinuar
Autorizar sem contrarreferência
Vigilância sem interface clínica
Rastrear sem critério
Coordenação do cuidado (APS)
LEVELsoulevel.com.br
Coordenação do cuidado (APS): Essência (Integrar, não transferir, Manter referência na UBS, Continuidade assistencial); Instrumentos (Referência, Contrarreferência); Papel do médico de família (Avaliar necessidade de encaminhamento, Articular ofertas da rede, Considerar contexto do paciente); Práticas que fragmentam (Encaminhar e descontinuar, Autorizar sem contrarreferência, Vigilância sem interface clínica, Rastrear sem critério)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Encaminhar todo caso complexo e descontinuar o seguimento na UBS contraria frontalmente o princípio da longitudinalidade e da coordenação. O encaminhamento não exime a UBS da responsabilidade pelo paciente: ela deve manter o acompanhamento, receber a contrarreferência e integrar as informações. A alternativa descreve uma "porta de saída", não uma coordenação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Autorizar procedimentos de alta complexidade sem contrarreferência é o oposto da coordenação. A alta complexidade exige avaliação especializada e fluxos definidos na rede; a UBS não "autoriza" procedimentos dessa natureza isoladamente, e a ausência de contrarreferência quebra a continuidade do cuidado. A coordenação exige comunicação bidirecional entre os serviços.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Centralizar ações de vigilância sem interface com a clínica individual fragmenta o cuidado. Na APS, a vigilância em saúde (epidemiológica, sanitária, ambiental) deve estar integrada à prática clínica — o médico de família identifica riscos e agravos no atendimento individual e os conecta às ações coletivas. Separar vigilância e clínica contraria o princípio da integralidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Expandir rastreios para aumentar diagnósticos, independentemente do contexto, desrespeita os critérios de rastreamento baseados em evidências e o princípio da não maleficência. O rastreamento deve considerar a população-alvo, os riscos e benefícios, e o contexto do paciente. Rastrear indiscriminadamente gera sobrediagnóstico, danos e uso inadequado de recursos — o oposto da coordenação responsável.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Definir necessidades de encaminhamento e articular ofertas entre serviços conforme o contexto do paciente descreve com precisão a coordenação do cuidado na APS. O médico de família avalia criticamente cada caso, decide quando e para onde encaminhar, e integra os recursos da rede — sempre considerando as particularidades do paciente. Essa é a essência do atributo da coordenação, que garante a continuidade e a resolutividade do cuidado.

Gabarito: letra E

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