Durante traqueostomia eletiva, a equipe progride pela linha média com afastamento dos músculos infra-hioideos e exposição do istmo tireoidiano. Para garantir uma abertura adequada e estável da via aérea, assinale a alternativa que descreve corretamente o passo da incisão e a conduta sobre a traqueia:
AIncisão longitudinal entre 1º e 2º anéis e fechamento imediato do “T”.
BIncisão em U entre 3º e 4º anéis com pontos enterrados.
CIncisão horizontal única no 2º anel sem reparos cutâneos.
DIncisão em “T” entre o 2º e o 3º anéis, com pontos reparadores das abas na pele.
EIncisão vertical contínua do 1º ao 4º anel com ressecção de cartilagem.
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GabaritoD — Incisão em “T” entre o 2º e o 3º anéis, com pontos reparadores das abas na pele.
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Traqueostomia eletiva: incisão traqueal e pontos reparadores
Gabarito: letra D. Na traqueostomia eletiva, após afastar os músculos infra-hioideos e expor o istmo tireoidiano, a abertura da traqueia é feita com incisão em "T" entre o 2º e o 3º anéis traqueais, e as abas resultantes são suturadas à pele com pontos reparadores — exatamente o que descreve a alternativa D. Essa técnica garante uma abertura estável e facilita a troca da cânula, evitando o colapso da via aérea.
A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura direta na traqueia para estabelecer uma via aérea definitiva. Na técnica eletiva, o acesso é feito pela linha média do pescoço, afastando-se os músculos infra-hioideos (esterno-hioideo e esternotireoideo) e identificando-se o istmo da tireoide, que geralmente é deslocado cranialmente ou, se necessário, seccionado entre ligaduras. O ponto crítico é a incisão na traqueia: ela deve ser feita em local seguro, geralmente entre o 2º e o 3º anéis traqueais, para evitar lesões no 1º anel ou na cartilagem cricoide, que são estruturas responsáveis pela sustentação da via aérea e cuja lesão pode levar a estenose subglótica.
A incisão em "T" é preferida em relação a outras formas porque cria duas abas laterais que podem ser suturadas à pele, formando um estoma estável e permanente. Os pontos reparadores (também chamados de pontos de ancoragem ou de tração) são colocados nas bordas das abas traqueais e fixados à pele, o que permite que, ao trocar a cânula, o trajeto esteja aberto e não haja risco de perda do acesso. Essa técnica é especialmente útil em pacientes obesos ou com pescoço curto, onde a traqueia é profunda e o estoma tende a colapsar.
A alternativa D está correta porque descreve precisamente essa técnica: incisão em "T" entre o 2º e o 3º anéis, com pontos reparadores das abas na pele. As demais alternativas apresentam variações incorretas: algumas usam níveis errados de anéis, outras descrevem incisões que não permitem a fixação adequada, e uma delas propõe ressecção de cartilagem, o que é contraindicado por aumentar o risco de estenose.
A pegadinha desta questão está em confundir os níveis dos anéis traqueais e o tipo de incisão. O candidato que decora "incisão entre 2º e 3º anéis" pode acertar, mas é importante entender o porquê: o 1º anel e a cricoide devem ser preservados, e a incisão em "T" é a que permite a confecção de um estoma estável com pontos reparadores. A alternativa A, por exemplo, menciona incisão entre 1º e 2º anéis, o que é perigoso por proximidade com a cricoide. A alternativa B fala em incisão em U, que não é a técnica padrão. A alternativa C propõe incisão horizontal única, que não permite a fixação das abas. A alternativa E sugere incisão vertical contínua com ressecção de cartilagem, o que é agressivo e desnecessário.
Guarde o critério decisivo: nível seguro (2º–3º anéis) + incisão em "T" + pontos reparadores na pele. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
1Acesso pela linha média
2Afastar músculos infra-hioideos
3Expor istmo tireoidiano
4Incisão em T (2º–3º anéis)
5Pontos reparadores na pele
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A incisão longitudinal entre o 1º e o 2º anéis é inadequada porque o 1º anel traqueal está muito próximo da cartilagem cricoide, e lesá-lo pode causar estenose subglótica. Além disso, a incisão longitudinal simples não cria abas para fixação, e o fechamento imediato do "T" não faz sentido, pois o "T" é uma forma de incisão, não um fechamento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A incisão em U entre o 3º e o 4º anéis não é a técnica padrão para traqueostomia eletiva. O nível correto é entre o 2º e o 3º anéis. Além disso, a incisão em U não é descrita na literatura como a preferida; a incisão em "T" é a mais utilizada para permitir a fixação das abas. Os "pontos enterrados" também não são a conduta descrita — os pontos reparadores são feitos na pele, não enterrados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A incisão horizontal única no 2º anel é insuficiente para criar um estoma estável, pois não há abas para serem suturadas à pele. Sem pontos reparadores, a abertura tende a colapsar, dificultando a troca da cânula. O nível também está errado: o 2º anel isolado não é o local ideal; a incisão deve envolver o 2º e o 3º anéis.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente a técnica: incisão em "T" entre o 2º e o 3º anéis traqueais, com pontos reparadores das abas na pele. A incisão em "T" cria duas abas laterais que são suturadas à pele, formando um estoma estável e permanente. Os pontos reparadores são essenciais para manter a abertura pérvia e facilitar a troca da cânula, especialmente nos primeiros dias, quando o trajeto ainda não está epitelizado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A incisão vertical contínua do 1º ao 4º anel com ressecção de cartilagem é uma técnica agressiva e contraindicada. A ressecção de cartilagem aumenta o risco de estenose traqueal e não é necessária para uma traqueostomia eletiva. A incisão deve ser limitada e preservar a integridade dos anéis, utilizando a técnica em "T" para permitir a fixação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os níveis dos anéis traqueais e o tipo de incisão. O candidato que decora "incisão entre 2º e 3º anéis" pode acertar, mas é importante entender o porquê: o 1º anel e a cricoide devem ser preservados, e a incisão em "T" é a que permite a confecção de um estoma estável com pontos reparadores. A alternativa A, por exemplo, menciona incisão entre 1º e 2º anéis, o que é perigoso por proximidade com a cricoide. A alternativa B fala em incisão em U, que não é a técnica padrão. A alternativa C propõe incisão horizontal única, que não permite a fixação das abas. A alternativa E sugere incisão vertical contínua com ressecção de cartilagem, o que é agressivo e desnecessário.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de traqueostomia, memorize o esquema: nível seguro (2º–3º anéis) + incisão em "T" + pontos reparadores na pele. Essa tríade é a chave para acertar a maioria das questões sobre o tema. Se a alternativa mencionar ressecção de cartilagem ou incisão em outros níveis, descarte-a imediatamente.